domingo, 3 de outubro de 2010

E como combater a CHANTAGEM?

Só com políticos livres!

E o que são políticos livres?

São políticos que não têm problemas de corrupção;
São políticos que não tomam decisões em função de benefícios patrimoniais;
São políticos que não dão o voto à alteração de leis para mudar o rumo de investigações judiciais, só por temerem a divulgação de problemas em que se envolveram ou ainda estão envolvidos;
São políticos que sabem distinguir o negócio da política, da política dos negócios;
São políticos que não se envolvem na discussão de Orçamentos de Estado a pensar nas vantagens dos grupos económicos para quem trabalham ou de que são administradores;
São políticos que não estão na negociata de nomeações para a Caixa Geral de Depósitos ou de outras empresas, directa ou indirectamente, controladas pelo Estado;

São políticos que não se protegem por trás das imunidades parlamentares, para atrasarem inquéritos judiciais;
São políticos que não se aproveitam dos lugares públicos para fazerem compras para o Estado a empresas de amigos;
São políticos que têm a coragem de levar até ao fim os inquéritos parlamentares e denunciam os outros políticos que se tornaram milionários e depois de levarem à falência as empresas por onde passaram, emigram para países onde a extradição não é possível;
São políticos que não aceitam o escândalo das avenças do Estado a certos escritórios de advogados, enquanto esse mesmo Estado tem departamentos jurídicos com profissionais a quem paga mensalmente;
São políticos que não aceitam o esbanjar de dinheiro em muitas Entidades Reguladoras e dizem com clareza quais os Institutos Públicos e Empresas Municipais, que deveriam ser extintos;
São políticos que não pactuam com a existência de directores de serviço hospitalar que ao mesmo tempo trabalham para o gabinete da ministra e se passeiam pelo mundo, à custa do erário público.

Enquanto não tivermos esses políticos LIVRES, à esquerda ou à direita, tudo é simples conversa, tudo é feito para nos entretermos, tudo é folhetim.

3 comentários:

  1. Extraordinário!Excelente o artigo do Dr. Manuel Monteiro!

    Cabe-me perguntar a V. Exa. o seguinte:
    1.se considera LIVRES os políticos que metem pneus à borla no seu próprio carro em plena campanha eleitoral?
    2.se considera livres aqueles políticos que sempre que abandonam a liderança de um partido o deixam com dívidas?

    Mariano Andrade
    (podem consultar o meu IP)

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  2. Senhor Mariano Andrade

    Eu tenho muitos defeitos e, ao contrário dos que não assumem erros, tenho por hábito assumir os meus. Mas há algo de que me orgulho. NUNCA FUI CORRUPTO, nunca usei cargos políticos para trocar benesses ou favorecer grupos ou pessoas. NUNCA! Não vou ver IPs,nem meios IPs, mas estou disponível para me encontrar cara a cara consigo, para que o Senhor me diga o que insinua.

    É verdade que me ofereceram pneus para o carro. Quatro pneus, no volar total de 400 euros.
    E sobre isso duas notas:
    1ª - quem o fez fê-lo sabendo que nada podia esperar em troca, salvo a defesa das minhas ideias;

    2ª - Haveria corrupção se eu tivesse recebido os referidos pneus para favorecer, directa ou indirectamente, a pessoa que fez a oferta.

    Quanto às dividas dos partidos a que presidi:
    1º - Quando deixei a liderança do Partido Popular ficaram dívidas da campanha autárquica, que seriam pagas pela dotação a que o partido tinha direito proveniente da AR

    2º - No PND ficaram dívidas ao Tribunal Constitucional, por multas aplicadas por este Tribunal. Não são dividas a fornecedores.

    Estive na vida pública durante muitos e muitos anos. Enfrentei Homens que davam a cara, em público, e nunca ninguém colocou em causa a minha integridade. E sabe a razão? Porque sempre falei precisamente por nunca ter pactuado com corrupções.

    Mas se insinua, ou afirma, o contrário, identifique-se para pessoalmente ou em Tribunal poder dizê-lo.

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  3. Caro Sr. Mariano ou "anónimo", pois duvido que o seu nome exista!
    Quero informá-lo do seguinte: o seu mal-estar deve ser resolvido em actos de medicina. Sugiro mesmo consulta em "Psiquiatria".

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