O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, pediu boleia para chegar à outra margem. Desconfiado, o sapo respondeu: "Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai-me picar, soltar o seu veneno e eu vou morrer. "
Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam. Com a promessa de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu, acomodou o escorpião nas suas costas e começou a nadar. Durante a travessia do rio, porém o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
“Por que você fez isso, escorpião? Agora nós os dois vamos morrer afogados! - disse o sapo.
E o escorpião respondeu friamente: - Porque essa é a minha natureza!
MORAL DA ESTÓRIA:
Mais cedo ou mais tarde, todos os que confiaram em Paulo Portas foram por este traídos. Foi assim com Manuel Monteiro, com Marcelo Rebelo de Sousa e está a ser assim com Pedro Passos Coelho. E também foi assim com os eleitores, mas este já provaram serem os mais fáceis de enganar...
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
O tempo e o modo
Na actividade política, altamente mediatizada como sucede nos nossos dias, o tempo é um bem cada vez mais precioso e a necessitar de uma gestão cada vez mais criteriosa. Cada vez mais o tempo condiciona o modo como se faz política. Não sei se Pedro Passos Coelho já se deu conta dessa realidade incontornável dos nossos dias. O que sei é que ao lançar para a discussão pública - nesta altura de profunda crise económica, financeira, social e (quase) política - a questão não urgente nem prioritária da revisão constitucional, e ao fazê-lo da forma assaz controvertida e polémica como o fez, Passos Coelho prestou um inestimável favor a José Sócrates. Em vez de se concentrar no essencial da governação e na criação de políticas públicas alternativas, Passos Coelho veio introduzir uma questão (decerto importante) lateral no debate político, veio permitir que José Sócrates cavalgue até à exaustão essa onda de constitucionalismo pondo os órgãos do seu Partido a falar, Secretários de Estado e Ministros a pronunciarem-se, enquanto respira das agruras da governação. Para Sócrates é melhor polemizar com Passos Coelho sobre poderes do Presidente da República, funções do Estado, gratuitidade do sistema nacional de saúde - do que discutir e ser confrontado sobre crescimento económico, desemprego, apoio às pequenas e médias empresas, salários em atraso, empresas a encerrar, divergência da UE, desrespeito pelo direito comunitário.... Falhando o timing das suas propostas, Passos Coelho verá Sócrates empolar a iniciativa e agradecer a ajuda.
Etiquetas:
constituição,
José Sócrates,
Pedro Passos Coelho
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