Enquanto por toda a Europa vão subindo os impostos pagos pelos contribuintes, o Parlamento Europeu continua a sua senda despesista.
Dificuldades? Crise? Apertar o cinto?
Via: The Sunday Times
MEPs get £4m taste for Apple iPad
Bojan Pancevksi
THEY are renowned for never knowingly missing a perk. Now MEPs have decided that, financial crisis or not, they will snaffle a taxpayer-funded Apple iPad for every member once the latest computer must-have is launched on the European market.
The European parliament’s bureau, its administrative office, has earmarked £4.3m for an “IT mobility project”.
Bad as the financial crisis may be, the bureau has decided that all 736 MEPs need to become more “connected” and that the iPad, a portable tablet computer, is just the device to enable them to do more on the move.
The iPads, likely to cost more than £500 each, will be highly coveted when they are released on to the European market on May 28. Half a million of the devices were bought in the United States in the week that Steve Jobs, head of Apple, launched them earlier this year.
Although MEPs have recently been equipped with new Hewlett-Packard laptops, some have told the bureau they find them cumbersome in comparison with the iPad.
The driving force behind the idea is Klaus Welle, the parliament’s German secretary-general, who is known as an enthusiast for the iPhone, already a popular Apple product.
The iPad plan was disclosed by a senior bureau source who was too worried to reveal his name. “We could get rid of our old PCs, some of which have outdated software such as Microsoft Word 2003,” the source said.
“The majority of MEPs have already got iPhones and they are very happy with them. The PC was good for its time but the iPad is a much better device.”
Marta Andreasen, the UKIP member who sits on the budget committee, said: “We were told the iPads would actually cut costs as they are not expensive and that we would be able to stay connected while outside the office or on holidays, but many of the older MEPs don’t even know how to use the internet properly.
“I am against that because it seems completely unnecessary, especially when European taxpayers are facing such difficult times.”
A parliament spokeswoman denied that there were plans to obtain iPads for MEPs in the “immediate future” and said she was not familiar with the bureau initiative.
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Entre ausentes-presentes e presentes-ausentes, com baboselas e vuvuzelas
José Adelino Maltez no Albergue Espanhol
Apenas recordo que em 2004, a final do europeu, neste cantinho ocidental dos estádios promovidos por Carlos Cruz, Sócrates e Madail, foi entre a Grécia e Portugal. Havia bons profissionais da comunicação, bons políticos profissionais e bons ex-políticos profissionais nesse bloco central dos elefantes brancos que nos endividaram em trombas...
Apenas recordo que em 2004, a final do europeu, neste cantinho ocidental dos estádios promovidos por Carlos Cruz, Sócrates e Madail, foi entre a Grécia e Portugal. Havia bons profissionais da comunicação, bons políticos profissionais e bons ex-políticos profissionais nesse bloco central dos elefantes brancos que nos endividaram em trombas...
COMPLEXOS DE ESQUERDA....
O politicamente correcto ataca outra vez. Se a representação fosse de Lenine ou de Staline se calhar ninguém se queixava... Só uma pergunta: O que é um povo sem história?
Com a devida vénia ao i
Rever a história é "saudosismo fascista"? Projecto escolar abre polémica em Aveiro
por Ana Sá Lopes, Publicado em 21 de Maio de 2010
Alunos vestidos à mocidade portuguesa levou à revolta dos pais na escola básica de Barrocas
As comemorações do centenário da República em Aveiro estão a criar uma estranhíssima polémica entre pais e professores - e tão estranha que até acabou por chegar ao Parlamento. Isto porque uma representação do Estado Novo, feita por alunos da escola do ensino básico das Barrocas, provocou o escândalo de alguns pais, preocupados por as crianças participarem num projecto escolar vestidos com roupas a simular as fardas da Mocidade Portuguesa. A coisa foi ao ponto do Bloco de Esquerda ter decidido interpelar o Ministério da Educação, chocado com o facto de uma professora "obrigar alunos menores de idade a serem actores num acto laudatório e acrítico de uma página negra da história de Portugal".
A escola, que vai reunir com a Associação de Pais na próxima semana, considera as críticas "caluniosas": "Uma deturpação completa do projecto que 1200 alunos estão a fazer. Isto ofende e revolta", afirma ao i a professora Joaquina da Conceição, responsável pelo projecto. A professora sustenta que "o que se pretende com o projecto é rever 100 anos da História de Portugal, desde o fim da monarquia até à actualidade". Assim, "cada escola tomou a seu cargo uma determinada época" e à escola das Barrocas coube o Estado Novo. "Aquilo que se pretende é que os meninos conheçam a história. Não se pretende defender nada! Não temos ideias fascistas!", afirma Joaquina da Conceição, indignada com o escândalo público. "Não se trata de levar meninos para a rua a defender o Estado Novo! Só quem não conhece a escola é que poderia afirmar uma coisa dessas!", insiste a professora. Apesar de ter conhecimento de mal-estar entre alguns pais, Joaquina da Conceição afirma que a maioria dos pais está a colaborar com o agrupamento de Escolas de Aveiro neste projecto, que também tem o apoio da Câmara e do Governo Civil. Para discutir o problema, já está marcado uma reunião entre o director do agrupamento, prof. Carlos Magalhães e a Associação de Pais.
Para a coordenadora do projecto, as críticas configuram "uma calúnia muito grande" e "um autêntico desconhecimento do que está a ser feito" e "uma acusação muito grave que não tem fundamento". Afinal, "o Estado Novo é uma parte da história do país que não podemos apagar" e só conhecendo o Estado Novo "podemos compreender o 25 de Abril e perceber porque é que o 25 de Abril foi necessário".
Esta semana, o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares enviou uma pergunta ao Ministério da Educação onde afirma que "apesar de terem sido desenvolvidas algumas diligências e da oposição de alguns pais, a intenção da professora dessa turma em realizar este exercício de revivalismo do Estado Novo continua. Considerando que durante os 41 anos do Estado Novo não vigorou uma República mas sim uma ditadura em Portugal, o acto consiste num revisionismo inaceitável da história". Para o deputado bloquista é "inaceitável a visão revisionista da professora em causa" e o partido "repugna o culto pela Mocidade Portuguesa demonstrado". Assim, ao Ministério da Educação, o deputado pergunta "que medidas vai tomar o Ministério para garantir que a escola pública é um espaço livre de pensamento e de construção de cidadania e não um espaço de revisionismo histórico e saudosismo fascista". Para a coordenadora do projecto, toda esta linguagem é "caluniosa".
Com a devida vénia ao i
Rever a história é "saudosismo fascista"? Projecto escolar abre polémica em Aveiro
por Ana Sá Lopes, Publicado em 21 de Maio de 2010
Alunos vestidos à mocidade portuguesa levou à revolta dos pais na escola básica de Barrocas
As comemorações do centenário da República em Aveiro estão a criar uma estranhíssima polémica entre pais e professores - e tão estranha que até acabou por chegar ao Parlamento. Isto porque uma representação do Estado Novo, feita por alunos da escola do ensino básico das Barrocas, provocou o escândalo de alguns pais, preocupados por as crianças participarem num projecto escolar vestidos com roupas a simular as fardas da Mocidade Portuguesa. A coisa foi ao ponto do Bloco de Esquerda ter decidido interpelar o Ministério da Educação, chocado com o facto de uma professora "obrigar alunos menores de idade a serem actores num acto laudatório e acrítico de uma página negra da história de Portugal".
A escola, que vai reunir com a Associação de Pais na próxima semana, considera as críticas "caluniosas": "Uma deturpação completa do projecto que 1200 alunos estão a fazer. Isto ofende e revolta", afirma ao i a professora Joaquina da Conceição, responsável pelo projecto. A professora sustenta que "o que se pretende com o projecto é rever 100 anos da História de Portugal, desde o fim da monarquia até à actualidade". Assim, "cada escola tomou a seu cargo uma determinada época" e à escola das Barrocas coube o Estado Novo. "Aquilo que se pretende é que os meninos conheçam a história. Não se pretende defender nada! Não temos ideias fascistas!", afirma Joaquina da Conceição, indignada com o escândalo público. "Não se trata de levar meninos para a rua a defender o Estado Novo! Só quem não conhece a escola é que poderia afirmar uma coisa dessas!", insiste a professora. Apesar de ter conhecimento de mal-estar entre alguns pais, Joaquina da Conceição afirma que a maioria dos pais está a colaborar com o agrupamento de Escolas de Aveiro neste projecto, que também tem o apoio da Câmara e do Governo Civil. Para discutir o problema, já está marcado uma reunião entre o director do agrupamento, prof. Carlos Magalhães e a Associação de Pais.
Para a coordenadora do projecto, as críticas configuram "uma calúnia muito grande" e "um autêntico desconhecimento do que está a ser feito" e "uma acusação muito grave que não tem fundamento". Afinal, "o Estado Novo é uma parte da história do país que não podemos apagar" e só conhecendo o Estado Novo "podemos compreender o 25 de Abril e perceber porque é que o 25 de Abril foi necessário".
Esta semana, o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Soares enviou uma pergunta ao Ministério da Educação onde afirma que "apesar de terem sido desenvolvidas algumas diligências e da oposição de alguns pais, a intenção da professora dessa turma em realizar este exercício de revivalismo do Estado Novo continua. Considerando que durante os 41 anos do Estado Novo não vigorou uma República mas sim uma ditadura em Portugal, o acto consiste num revisionismo inaceitável da história". Para o deputado bloquista é "inaceitável a visão revisionista da professora em causa" e o partido "repugna o culto pela Mocidade Portuguesa demonstrado". Assim, ao Ministério da Educação, o deputado pergunta "que medidas vai tomar o Ministério para garantir que a escola pública é um espaço livre de pensamento e de construção de cidadania e não um espaço de revisionismo histórico e saudosismo fascista". Para a coordenadora do projecto, toda esta linguagem é "caluniosa".
domingo, 23 de maio de 2010
Exercícios filosóficos
Sōkrátēs
Sócrates
Sōkrátēs buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas.
Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar todas as perguntas.
Um pensamento de Sōkrátēs - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Um pensamento de Sócrates - Quatro características deve ter um juiz: não ouvir escutas, responder obedientemente, ponderar nos riscos que corre e decidir se quer continuar a ter emprego.
Sōkrátēs provocou uma ruptura sem precendentes na Filosofia grega.
Sócrates provocou uma ruptura sem precendentes na Auto-Estima portuguesa.
Sōkrátēs tinha um lema: Só sei que nada sei.
Sócrates tem um lema: Eu é que sei.
Sōkrátēs auto- intitulava-se "um homem pacífico"
Sócrates auto-intitula-se "um animal feroz".
Sōkrátēs foi condenado à cicuta.
Sócrates foi condenado pelas escutas.
Sōkrátēs deixou-nos incontáveis dádivas.
Sócrates deixa-nos incontáveis dívidas.
Acordo Ortográfico
Caros Amigos,
Era minha intenção ter contribuido com dois textos sobre o Acordo Ortográfico, mas atrasei-me e vou estar ausente na próxima semana. Mas assim que voltar vou partilhar o que penso e, desde já anuncio, não é pacífico......
Era minha intenção ter contribuido com dois textos sobre o Acordo Ortográfico, mas atrasei-me e vou estar ausente na próxima semana. Mas assim que voltar vou partilhar o que penso e, desde já anuncio, não é pacífico......
A luta pela adopção vai começar
Desculpem voltar à questão da decisão presidencial de não vetar a lei dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A atitude de Cavaco Silva, a começar pelo facto de não ter questionado o Tribunal Constitucional em relação à impossibilidade de estes casais - desculpem o itálico mas ainda me arrepio - poderem adoptar ainda vai trazer mais confusão.
Passando as relações entre pessoas do mesmo sexo a ser disciplinadas pelo direito da família, o Estado considera que desse contrato nascem relações familiares.
Se assim é não percebo como é que se pode dizer que dele derivam relações conjugais e de afinidade mas não podem nascer relações filiais!
Para simplificar vamos colocar casos práticos do tipo que os professores de Direito colocam nos testes. A, solteiro, vive com B, pessoa do mesmo sexo, pretende adoptar uma criança; vai podê-lo fazer? C, solteiro, adopta uma criança, posteriormente casa com D, pessoa do mesmo sexo, a anterior adopção é anulada? D, mulher, casada com E, pessoa do mesmo sexo, pretende receber uma inseminação artificial, pode fazê-lo? E se E, posteriormente, pretender adoptar a criança de D pode fazê-lo? E...
Como se vê esta lei antes de resolver um problema inexistente - bastava ter tipificado um contrato no direito das obrigações - criou uma multiplicidade deles. Que acabarão nos tribunais, nomeadamente no Constitucional, porque Cavaco Silva, cobardemente, não colocou essa questão.
Para já o BE já anunciou que ia voltar a apresentar o diploma da adopção.
Passando as relações entre pessoas do mesmo sexo a ser disciplinadas pelo direito da família, o Estado considera que desse contrato nascem relações familiares.
Se assim é não percebo como é que se pode dizer que dele derivam relações conjugais e de afinidade mas não podem nascer relações filiais!
Para simplificar vamos colocar casos práticos do tipo que os professores de Direito colocam nos testes. A, solteiro, vive com B, pessoa do mesmo sexo, pretende adoptar uma criança; vai podê-lo fazer? C, solteiro, adopta uma criança, posteriormente casa com D, pessoa do mesmo sexo, a anterior adopção é anulada? D, mulher, casada com E, pessoa do mesmo sexo, pretende receber uma inseminação artificial, pode fazê-lo? E se E, posteriormente, pretender adoptar a criança de D pode fazê-lo? E...
Como se vê esta lei antes de resolver um problema inexistente - bastava ter tipificado um contrato no direito das obrigações - criou uma multiplicidade deles. Que acabarão nos tribunais, nomeadamente no Constitucional, porque Cavaco Silva, cobardemente, não colocou essa questão.
Para já o BE já anunciou que ia voltar a apresentar o diploma da adopção.
REVOLTA com mais membros
A REVOLTA tem desde a 6ª feira passada, mais dois membros. Nuno Fernandes Thomaz, Gestor e Vice - Presidente do Fórum para a Competitividade e Pedro Lupi Fialho, Advogado. A semana que finda registou assim quatro novas entradas. As que agora se assinalam e as que tinham sido referidas de José Luis Mateus e Xavier Cortêz.
Que bonita lição
Grand nettoyage
Esta é a medida da maturidade de um Povo
Fico satisfeita em saber que está bem, depois da recente convulsão pseudo rouge em Bangkok
Esta é a medida da maturidade de um Povo


Fico satisfeita em saber que está bem, depois da recente convulsão pseudo rouge em Bangkok
sábado, 22 de maio de 2010
A diferença
Neste tempo agitado, onde o Primeiro Ministro muda de atitude da manhã para a tarde, gostava de vos dizer que o Programa de Governo conservador-liberal tem só 36 páginas. Isto mesmo! 36 páginas. Está disponível no site do Primeiro Ministro para qualquer pessoa saber. Eu, que sou português,subscrevo essa news letter e cá o recebi. Isto chama-se escrutinar e responsabilizar a governação. Como as coisas são tão diferentes. Ao mesmo tempo com 11% de défice a coligação de cidiu reduzir de um modo objectivo os ordenados dos politicos, acabar com serviços e fazer uma reforma eleitoral. A diferença é só esta. Quem não deve não teme. Está é a diferença da cultura democrática entre Londres e Lisboa.
Comentários? Talvez não seja necessário... os nossos politicos são os que temos. Contraditórios que chegam. Como disse o Presidente ...safa!!!
Comentários? Talvez não seja necessário... os nossos politicos são os que temos. Contraditórios que chegam. Como disse o Presidente ...safa!!!
Reformas & Cia.
Ultimamente os jornais têm referido variadíssimos casos de pessoas que têm reformas de regimes especiais e que acumulam essas reformas com o vencimento da sua actividade profissional. Tal não seria de espantar caso se tratasse de um reformado com a idade geral de trabalho e que procurasse equilibrar, ou aumentar, o orçamento familiar.
No caso, trata-se de pessoas com idades "normais" que por terem trabalhado em determinado sítio têm, quando cessa essa actividade, uma reforma vitalícia paga por essa entidade ou pelo sub-organismo de segurança social.
Sem pôr em causa as pessoas mas as situações, faz sentido o actual Presidente da República Cavaco Silva (três reformas) ou o candidato ao lugar Manuel Alegre estarem a receber pensões e continuarem a ganhar pela função actual - mesmo que a reforma seja reduzida a uma parte? Faz sentido que um deputado com 12 anos de actividade receba uma reforma vitalícia acumulando com o vencimento da sua actividade actual, mesmo que tenha vindo da jota e tenha 30 anos? Faz sentido um autarca em funções acumular com uma aposentação cujo tempo foi bonificado por ter sido autarca? Faz sentido que um ex-dirigente da CGD ou do Banco de Portugal tenha direito, independentemente da idade ou do tempo de serviço, a uma reforma vitalícia acumulando com a sua actividade actual, por vezes noutra instituição financeira?
Faz sentido que alguém acumule o seu vencimento actual com duas pensões no valor de 18 mil euros? Ou que um ministro receba também uma pensão? Ou que quem exerce determinadas profissões que se aposentam mais cedo que os outros acumule com remuneração dessa mesma actividade quer no privado quer no público em prestação de serviços, mesmo que a pensão seja reduzida?
Independentemente da discussão de saber se certas aposentações são correctas, o facto é que NÃO faz sentido alguém receber reformas ou aposentações e acumulá-las com remunerações provenientes de actividade profissional ou política antes de ter atingido a idade normal da reforma.
Por um lado temos as reformas/aposentações provenientes de estatutos especiais, independentemente da idade e por vezes do tempo da função (casos houve de um ou dois anos de função). Se é uma indemnização trate-se como tal, se é uma pensão ela só deve ser paga quando se atingir a idade geral de reforma (saber se deve ser unificada com a pensão geral é outra discussão).
Por outro lado temos as reformas/aposentações de quem por se considerar que exercem actividades de desgaste rápido têm direito a uma reforma/aposentação antes da idade geral de reforma. Caso voltem a exercer a mesma actividade é porque esse desgaste não aconteceu e, como tal, a reforma deve ser suspensa.
Casos em que um administrador de uma empresa recebe 18.000 euros vitalícios por duas actividades profissionais anteriormente exercidas ou um político no activo recebe uma pensão por uma anterior actividade política, ou... são aberrações e um atentado ao pudor!
Mesmo que legal ou contratualmente consagradas!
No caso, trata-se de pessoas com idades "normais" que por terem trabalhado em determinado sítio têm, quando cessa essa actividade, uma reforma vitalícia paga por essa entidade ou pelo sub-organismo de segurança social.
Sem pôr em causa as pessoas mas as situações, faz sentido o actual Presidente da República Cavaco Silva (três reformas) ou o candidato ao lugar Manuel Alegre estarem a receber pensões e continuarem a ganhar pela função actual - mesmo que a reforma seja reduzida a uma parte? Faz sentido que um deputado com 12 anos de actividade receba uma reforma vitalícia acumulando com o vencimento da sua actividade actual, mesmo que tenha vindo da jota e tenha 30 anos? Faz sentido um autarca em funções acumular com uma aposentação cujo tempo foi bonificado por ter sido autarca? Faz sentido que um ex-dirigente da CGD ou do Banco de Portugal tenha direito, independentemente da idade ou do tempo de serviço, a uma reforma vitalícia acumulando com a sua actividade actual, por vezes noutra instituição financeira?
Faz sentido que alguém acumule o seu vencimento actual com duas pensões no valor de 18 mil euros? Ou que um ministro receba também uma pensão? Ou que quem exerce determinadas profissões que se aposentam mais cedo que os outros acumule com remuneração dessa mesma actividade quer no privado quer no público em prestação de serviços, mesmo que a pensão seja reduzida?
Independentemente da discussão de saber se certas aposentações são correctas, o facto é que NÃO faz sentido alguém receber reformas ou aposentações e acumulá-las com remunerações provenientes de actividade profissional ou política antes de ter atingido a idade normal da reforma.
Por um lado temos as reformas/aposentações provenientes de estatutos especiais, independentemente da idade e por vezes do tempo da função (casos houve de um ou dois anos de função). Se é uma indemnização trate-se como tal, se é uma pensão ela só deve ser paga quando se atingir a idade geral de reforma (saber se deve ser unificada com a pensão geral é outra discussão).
Por outro lado temos as reformas/aposentações de quem por se considerar que exercem actividades de desgaste rápido têm direito a uma reforma/aposentação antes da idade geral de reforma. Caso voltem a exercer a mesma actividade é porque esse desgaste não aconteceu e, como tal, a reforma deve ser suspensa.
Casos em que um administrador de uma empresa recebe 18.000 euros vitalícios por duas actividades profissionais anteriormente exercidas ou um político no activo recebe uma pensão por uma anterior actividade política, ou... são aberrações e um atentado ao pudor!
Mesmo que legal ou contratualmente consagradas!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Passos Coelho
Estive hoje num almoço debate em Lisboa com Pedro Passos Coelho, promovido pela Associação dos Antigos Alunos da Universidade Lusíada. Na generalidade gostei do que ouvi ao líder do PSD, que se revela um político preparado e apto a exercer as funções de Primeiro Ministro de Portugal. Acho que conseguiu explicar a razão pela qual adoptou o formato que se conhece para estabelecer um "pacto" com Sócrates. Resta saber se este o vai cumprir e em que moldes, digo eu, porque de José Pinto de Sousa tudo se pode esperar, como se tem visto nos últimos tempos, mas isso já serão contas de outro rosário....
Espero, portanto, que, a bem do país, tenham razão os meus amigos que no final disseram "temos Homem" a propósito da avaliação que fizeram da intervenção efectuada por Passos Coelho.
Espero, portanto, que, a bem do país, tenham razão os meus amigos que no final disseram "temos Homem" a propósito da avaliação que fizeram da intervenção efectuada por Passos Coelho.
EU VI!
Por menos trapalhadas do que aquelas a que temos assitido nos últimos dias, eu vi um Preisdente da República demitir o Governo e convocar eleições gerais...
E agora? A crise serve de desculpa para muita coisa....
E agora? A crise serve de desculpa para muita coisa....
A incompetência e desvario deste governo são totais!
Ou seja, segundo o ponto 6 deste Despacho as taxas de retenção publicadas já se aplicam aos ordenados do mês de Maio!
Machado Macedo

Nestes tempos em que tudo parece ser negativo e em fase de podridão, evoco hoje um grande senhor da medicina e da sociedade portuguesa, que morreu faz hoje precisamente 10 anos.
Filho de um médico cirurgião, Manuel Eugénio Machado Macedo nasceu em Ponta Delgada em 10 de Fevereiro de 1922, tendo sido - para além de Professor da Faculdade de Medicina, Director do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria, Director da Clínica de Santa Cruz e Bastonário da Ordem dos Médicos - igualmente Presidente do Conselho de Administração da Fundação do Teatro Nacional de S. Carlos e Vogal do Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian, fazendo jus à sua condição de melómano.
Em reconhecimento dos relevantíssmos serviços prestados ao país foi agraciado com a Grã-Cruz das Ordens do Infante D. Henrique e do Mérito e com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Era também Cavaleiro da Legião de Honra de França.
Que falta nos fazem personalidades verticais e cultas como o Professor Machado Macedo.
Limites Precisam-se
O défice, a dívida pública e as chamadas medidas anti-crise monopolizaram a agenda. Difícil será encontrar a solução para tantos anos de devaneio. Todavia, não é por falta de sugestões que o problema deixa de ser resolvido. Creio que entre artigos de opinião e debates na rádio e TV já foi percorrido todo o menu da cartilha tradicional.
Há, contudo, uma questão que não foi abordada e creio da maior pertinência: terão os Governos legitimidade para realizar despesas das quais resultem responsabilidades financeiras com consequências que ultrapassam em muitas dezenas de anos o seu mandato?
Não estaremos perante uma situação que academicamente é descrita como um acto de abuso de confiança?
Bem sei que limitar os investimentos públicos ao prazo de uma legislatura seria castrador, do qual resultaria ou a ausência de investimentos estruturais ou uma insuportável pressão financeira e fiscal. Mas estabelecer um limite parece-me avisado e urgente.
Há, contudo, uma questão que não foi abordada e creio da maior pertinência: terão os Governos legitimidade para realizar despesas das quais resultem responsabilidades financeiras com consequências que ultrapassam em muitas dezenas de anos o seu mandato?
Não estaremos perante uma situação que academicamente é descrita como um acto de abuso de confiança?
Bem sei que limitar os investimentos públicos ao prazo de uma legislatura seria castrador, do qual resultaria ou a ausência de investimentos estruturais ou uma insuportável pressão financeira e fiscal. Mas estabelecer um limite parece-me avisado e urgente.
A propósito do veto - O enterro dos valores
Nesta minha estreia após tão honroso convite, deixem-me dizer que é verdade que o veto iria apenas adiar a realidade final. Sob o ponto de vista pragmático, tecnocrático (aqui está uma expressão do Cavaquismo que caiu em desuso) da decisão política o veto seria uma não necessidade.
Só que a política não deve ser feita apenas de decisões pragmáticas. Mais! A neutralidade da decisão não existe. Mesmo quando se pretende sê-lo opta-se de forma que altera o status quo com implicações na sociedade.
Desde há vários anos - tantos - ouvimos falar no fim das ideologias, no centrão, na real politik, na... Sendo tudo isso certo, nunca ouvimos falar no fim dos valores: sociais, morais, civilizacionais.
Eu poderia compreender que, por aparente insanidade, Cavaco Silva mudasse de valores civilizacionais e considerasse agora que o conceito de família deveria ser alterado de forma a incluir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que ele achasse um avanço civilizacional ter alguém do mesmo sexo que um filho a chamar-lhe "querido sogro".
O que eu não compreendo, por muito que tente, é ter alguém que diz eu não concordo, eu acho que o país deve discutir o assunto, eu acho que há outros modelos e soluções mais apropriados e depois, por causa da situação financeira do País, fazer como Pilatos e lavar daí as suas mãos.
Ia dar ao mesmo? Pois ia! Mas o Presidente da República, como mais alto magistrado da Nação deve em momentos chave em que estão em causa os valores civilizacionais, dizer ALTO! O País, os portugueses não concordam! A maioria sociológica discorda.
Ao dizer que por causa da situação financeira não se deve pôr em causa diplomas civilizacionais, o PR abriu a porta a outras leis fracturantes como a eutanásia e a adopção pelos casais do mesmo sexo. A porta ficou aberta. O BE vai ficar quieto?
Curioso é o comentário do Miguel Félix António ao post do António Tavares. Será que alguém sabe o que aconteceria se o PR não promulgasse a lei caso ela fosse aprovada de novo? Teríamos um processo legal de destituição? Com decisão nas calendas gregas?
Quanto a mim, prefiro votar Alegre do que Cavaco nas próximas eleições. Pelo menos sei com o que conto... Não se arranja um Basilio Horta 2?
Só que a política não deve ser feita apenas de decisões pragmáticas. Mais! A neutralidade da decisão não existe. Mesmo quando se pretende sê-lo opta-se de forma que altera o status quo com implicações na sociedade.
Desde há vários anos - tantos - ouvimos falar no fim das ideologias, no centrão, na real politik, na... Sendo tudo isso certo, nunca ouvimos falar no fim dos valores: sociais, morais, civilizacionais.
Eu poderia compreender que, por aparente insanidade, Cavaco Silva mudasse de valores civilizacionais e considerasse agora que o conceito de família deveria ser alterado de forma a incluir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que ele achasse um avanço civilizacional ter alguém do mesmo sexo que um filho a chamar-lhe "querido sogro".
O que eu não compreendo, por muito que tente, é ter alguém que diz eu não concordo, eu acho que o país deve discutir o assunto, eu acho que há outros modelos e soluções mais apropriados e depois, por causa da situação financeira do País, fazer como Pilatos e lavar daí as suas mãos.
Ia dar ao mesmo? Pois ia! Mas o Presidente da República, como mais alto magistrado da Nação deve em momentos chave em que estão em causa os valores civilizacionais, dizer ALTO! O País, os portugueses não concordam! A maioria sociológica discorda.
Ao dizer que por causa da situação financeira não se deve pôr em causa diplomas civilizacionais, o PR abriu a porta a outras leis fracturantes como a eutanásia e a adopção pelos casais do mesmo sexo. A porta ficou aberta. O BE vai ficar quieto?
Curioso é o comentário do Miguel Félix António ao post do António Tavares. Será que alguém sabe o que aconteceria se o PR não promulgasse a lei caso ela fosse aprovada de novo? Teríamos um processo legal de destituição? Com decisão nas calendas gregas?
Quanto a mim, prefiro votar Alegre do que Cavaco nas próximas eleições. Pelo menos sei com o que conto... Não se arranja um Basilio Horta 2?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A propósito do veto
Compreendo as desilusões dos meus colegas a quem aproveito para saudar e agradecer os contributos para este debate.
No meu ponto de vista, as convicções do Presidente são suficientemente conhecidas e não sei o que se ganharia agora. O veto obrigava o Parlamento a pronunciar-se de novo. Uns iam dizer que foi influenciado pelo Papa Bento XVI.A nova liderança do PSD iria ter algumas dificuldades pois tem uma posição diferente de MFL. O Engº Sócrates iria agradecer. Não falavamos da crise e do aumento dos impostos.No final, o Parlamento confirmava e o Presidente tinha de promulgar porque não pode, constitucionalmente,abdicar por um dia. Logo o que ganhamos? Como dizia A. Linclon "podeis enganar toda a gente durante um certo tempo;podeis engar mesmo algumas pessoas todo o tempo ;mas não vos será possível enganar sempre toda a gente." e este meus caros é o dilema da esquerda. Para esse peditório acho que o Presidente acabou por responder de acordo com Goethe " dê-me o beneficio das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas.Bastam-me as que eu tenho".
Vamos à luta.
No meu ponto de vista, as convicções do Presidente são suficientemente conhecidas e não sei o que se ganharia agora. O veto obrigava o Parlamento a pronunciar-se de novo. Uns iam dizer que foi influenciado pelo Papa Bento XVI.A nova liderança do PSD iria ter algumas dificuldades pois tem uma posição diferente de MFL. O Engº Sócrates iria agradecer. Não falavamos da crise e do aumento dos impostos.No final, o Parlamento confirmava e o Presidente tinha de promulgar porque não pode, constitucionalmente,abdicar por um dia. Logo o que ganhamos? Como dizia A. Linclon "podeis enganar toda a gente durante um certo tempo;podeis engar mesmo algumas pessoas todo o tempo ;mas não vos será possível enganar sempre toda a gente." e este meus caros é o dilema da esquerda. Para esse peditório acho que o Presidente acabou por responder de acordo com Goethe " dê-me o beneficio das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas.Bastam-me as que eu tenho".
Vamos à luta.
A Promulgação
Tenho perfeita consciência de que no meio da dramaticíssima situação económica e financeira que submerge o nosso país, os portugueses estão, quase exclusivamente e apenas, preocupados com o acréscimo de impostos que lhes foi infligido, com o desemprego que ataca já mais de 10% da população activa e com o agravamento das suas condições de vida, o que é natural, até porque o que vislumbram num futuro breve é a queda do precipício....
Por isso, se nem as escutas "avassaladoras" já têm importância, porque razão haveriam de valorizar, positiva ou negativamente, a promulgação pelo Presidente da República do casamento entre 2 pessoas do mesmo sexo?
Cada um que faça o que quiser, desde que não me importune, parece ser a palavra de ordem que subjaz a esta apatia.
Aliás, estou mesmo convencido, de que se o Presidente (o que não seria de todo imprevisível face ao argumentário invocado nesta sua decisão de promulgação) tivesse dado o acordo aos casamentos poligâmicos e a outas aberrações pseudo modernas, a indiferença do povo seria similar. Nem sei mesmo se estivesse em causa a pena de morte, se as pessoas se incomodariam!
Mas eu, pese embora as preocupações, e que são muitas, que tenho em matéria económica e financeira (com 4 filhos em idade escolar...) não posso deixar de exprimir a minha indignação com a atitude de Cavaco Silva.
Aníbal António, de sua graça, fez de uma penada o que jamais alguém em muitos séculos de história ousou fazer em Portugal: decidir uma revolução socio-cultural, sem que os portugueses fossem auscultados.
"Pragmaticamente" preferiu tratar de tentar reforçar as hipóteses da sua reeleição (julga ele), em vez de afirmar princípios e invocar valores, encontrando motivações aparentemente "éticas" para uma solução "imposta" pelo Bloco de Esquerda, com o conúbio dos partidos que cinica e hipocritamente diziam ser contra esta alteração, mas aprovaram em 2004 a revisão constitucional que legitimou a modificação de um instituto jurídico com tradição arreigada na esmagadora maioria dos paises do planeta.
Não me desiludiu Cavaco Silva, porque simplesmente nunca me iludiu, assim como não posso dizer que perdeu o meu voto, porque também nunca lho dei.
Mas espero que em Janeiro de 2011, quando depositarem o voto na urna, os portugueses que ainda não se resignaram a tudo e a todos (que tenho esperança ainda sejam alguns), tenham bem presente o que fez, mas principalmente o que não fez, Aníbal António Cavaco Silva no mês de Maio do ano anterior.
É por isso, caro António Tavares, que ao dar-lhe as boas vindas de entrada neste espaço de liberdade que é A Revolta, não posso deixar de exprimir a minha profunda oposição ao que sobre a matéria recentemente aqui postulou.
Por isso, se nem as escutas "avassaladoras" já têm importância, porque razão haveriam de valorizar, positiva ou negativamente, a promulgação pelo Presidente da República do casamento entre 2 pessoas do mesmo sexo?
Cada um que faça o que quiser, desde que não me importune, parece ser a palavra de ordem que subjaz a esta apatia.
Aliás, estou mesmo convencido, de que se o Presidente (o que não seria de todo imprevisível face ao argumentário invocado nesta sua decisão de promulgação) tivesse dado o acordo aos casamentos poligâmicos e a outas aberrações pseudo modernas, a indiferença do povo seria similar. Nem sei mesmo se estivesse em causa a pena de morte, se as pessoas se incomodariam!
Mas eu, pese embora as preocupações, e que são muitas, que tenho em matéria económica e financeira (com 4 filhos em idade escolar...) não posso deixar de exprimir a minha indignação com a atitude de Cavaco Silva.
Aníbal António, de sua graça, fez de uma penada o que jamais alguém em muitos séculos de história ousou fazer em Portugal: decidir uma revolução socio-cultural, sem que os portugueses fossem auscultados.
"Pragmaticamente" preferiu tratar de tentar reforçar as hipóteses da sua reeleição (julga ele), em vez de afirmar princípios e invocar valores, encontrando motivações aparentemente "éticas" para uma solução "imposta" pelo Bloco de Esquerda, com o conúbio dos partidos que cinica e hipocritamente diziam ser contra esta alteração, mas aprovaram em 2004 a revisão constitucional que legitimou a modificação de um instituto jurídico com tradição arreigada na esmagadora maioria dos paises do planeta.
Não me desiludiu Cavaco Silva, porque simplesmente nunca me iludiu, assim como não posso dizer que perdeu o meu voto, porque também nunca lho dei.
Mas espero que em Janeiro de 2011, quando depositarem o voto na urna, os portugueses que ainda não se resignaram a tudo e a todos (que tenho esperança ainda sejam alguns), tenham bem presente o que fez, mas principalmente o que não fez, Aníbal António Cavaco Silva no mês de Maio do ano anterior.
É por isso, caro António Tavares, que ao dar-lhe as boas vindas de entrada neste espaço de liberdade que é A Revolta, não posso deixar de exprimir a minha profunda oposição ao que sobre a matéria recentemente aqui postulou.
Eleições, FMI ou seja lá o que fôr, mas DEPRESSA!
Objectivamente temos um governo que já não governa, completamente sem norte, sem estratégia e principalmente sem vontade de restringir a despesa pública. Um (des)governo que de semana para semana, quando não é de dia para dia vai dizendo o contrário do que tinha dito antes, alegando com a maior desfaçatez que as condições externas se alteraram em poucos dias!
Um governo que perdeu qualquer credibilidade porque a cada vez que apresenta dados estes são alterados pouco tempo depois, sempre para pior (veja-se por exemplo a previsão de défice que Teixeira dos Santos fazia em Dezembro para o ano de 2009)
Eleições ou a vinda do FMI são as únicas soluções que vislumbro a curto prazo. Será violento? Será, sim senhor. Mas tudo isso é preferível à morte lenta em que estamos, em que de dia para dia nos vão tirando mais um pouco, sem que se veja qualquer resultado, dado que o despesismo desenfreado continua!
A crise internacional prejudicou-nos? Sim. Mas muito pior é a crise nacional, a falta de rigor, de ponderação e de prudência de que continua a dar mostra o governo!
Um governo que perdeu qualquer credibilidade porque a cada vez que apresenta dados estes são alterados pouco tempo depois, sempre para pior (veja-se por exemplo a previsão de défice que Teixeira dos Santos fazia em Dezembro para o ano de 2009)
Eleições ou a vinda do FMI são as únicas soluções que vislumbro a curto prazo. Será violento? Será, sim senhor. Mas tudo isso é preferível à morte lenta em que estamos, em que de dia para dia nos vão tirando mais um pouco, sem que se veja qualquer resultado, dado que o despesismo desenfreado continua!
A crise internacional prejudicou-nos? Sim. Mas muito pior é a crise nacional, a falta de rigor, de ponderação e de prudência de que continua a dar mostra o governo!
Para lá do Abismo
O país não aguenta eleições! É a frase mais repetida dos últimos dias.
Seria útil perguntar quem aguenta o país?!...
Seria útil perguntar quem aguenta o país?!...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A promulgação do Presidente
Meu Caro António Tavares
Ainda a propósito do teu texto "O não veto do presidente"
A questão é: o que diferencia, ou deve diferenciar, um presidente que é eleito do lado contrário à esquerda? A postura? O carácter? O estilo? A aparência? A seriedade? A competência? Ou também as ideias e a atitude? Admito que para muitos portugueses, quem sabe se a maioria, as ideias e a atitude pesem menos no momento da opção e do voto. Consciencializaram, mesmo não querendo saber de pormenores constitucionais, que o presidente não governa e manda pouco logo o que dele esperam é simplesmente que os represente com dignidade e seja uma voz calma e serena em tempos difíceis. O governo é o pai, a assembleia os tios e os primos que vêm almoçar ao domingo e o presidente é o avô. Não mais do que o avô. E qual é o papel do avô? Ou melhor dizendo qual é o papel que esperamos do avô? Que defenda os netos, que chame a atenção do pai, apelando à sua benevolência, que transmita serenidade e bom senso. O avô é muito importante nas nossas vidas, mas simplesmente não decide. A parte má da decisão fica para o pai e às vezes para os tios e para os primos, cuja presença na casa implicou ou influenciou uma determinada decisão.
Ora o que fez Cavaco na noite de 2ª feira? Fez o papel do avô que tem opinião, que a emite, mas que não decide. Fez talvez o que a maioria dele esperava. Aliás Cavaco Silva nestas questões não deixa créditos por mãos alheias. É um profissional e ponderou seguramente o que política e eleitoralmente seria melhor para si próprio. Ele sabe que o povo de "direita" vota há muito pelo mal menor e que em momentos decisivos prefere excluir a escolher ou até a não votar. Afinal, não o esqueçamos, foi ele um dos grandes beneficiários desta modalidade de voto, traduzida naquilo que muitos designam por "voto útil".
Acontece meu caro António que apesar de também eu já ter votado "útil", nomeadamente em Cavaco, nas presidenciais, não deixo de pertencer à minoria. Sempre estive, no que não faz de mim um ser perfeito, do lado da minoria. Assumo-o! O único grupo maioritário, esmagadoramente maioritário, a que pertenço é o BENFICA, no mais sou um minoritário militante. E é como minoritário que pergunto:
- faz sentido mantermos um sistema semi-presidencial no qual o presidente fala, mas não age (apesar da força que Cavaco Silva demonstrou nessa questão crucial, que incomodava imenso os portugueses, do estatuto dos Açores e neste caso contra a quase unanimidade da Assembleia)?
- faz sentido termos eleições presidenciais com campanhas politizadas, dramatizadas, entre esquerda e direita, se em questões de princípio não há diferenças? Imagina que Alegre era o presidente. Que faria ele de diferente nesta matéria do casamento gay? (Já sei omitiria o facto de só 6 países no mundo terem casamento para pessoas do mesmo sexo)
- faz sentido a minoria, à qual pertenço, continuar a votar em Cavaco. Porquê? Esta pergunta já tem que se lhe diga, reconheço-o. Se há eleições onde a minoria conta, e de que maneira, é precisamente nas presidenciais (foi por uma unha negra que Cavaco ganhou na 1ª volta...). Duvido que aconteça, mas se essa minoria, a que não gostou da decisão de Cavaco, avançasse com um candidato presidencial muitas novidades poderiam surgir na política portuguesa.
O não veto chama-se Promulgação. E é dela, meu caro António, que a história falará.
Ainda a propósito do teu texto "O não veto do presidente"
A questão é: o que diferencia, ou deve diferenciar, um presidente que é eleito do lado contrário à esquerda? A postura? O carácter? O estilo? A aparência? A seriedade? A competência? Ou também as ideias e a atitude? Admito que para muitos portugueses, quem sabe se a maioria, as ideias e a atitude pesem menos no momento da opção e do voto. Consciencializaram, mesmo não querendo saber de pormenores constitucionais, que o presidente não governa e manda pouco logo o que dele esperam é simplesmente que os represente com dignidade e seja uma voz calma e serena em tempos difíceis. O governo é o pai, a assembleia os tios e os primos que vêm almoçar ao domingo e o presidente é o avô. Não mais do que o avô. E qual é o papel do avô? Ou melhor dizendo qual é o papel que esperamos do avô? Que defenda os netos, que chame a atenção do pai, apelando à sua benevolência, que transmita serenidade e bom senso. O avô é muito importante nas nossas vidas, mas simplesmente não decide. A parte má da decisão fica para o pai e às vezes para os tios e para os primos, cuja presença na casa implicou ou influenciou uma determinada decisão.
Ora o que fez Cavaco na noite de 2ª feira? Fez o papel do avô que tem opinião, que a emite, mas que não decide. Fez talvez o que a maioria dele esperava. Aliás Cavaco Silva nestas questões não deixa créditos por mãos alheias. É um profissional e ponderou seguramente o que política e eleitoralmente seria melhor para si próprio. Ele sabe que o povo de "direita" vota há muito pelo mal menor e que em momentos decisivos prefere excluir a escolher ou até a não votar. Afinal, não o esqueçamos, foi ele um dos grandes beneficiários desta modalidade de voto, traduzida naquilo que muitos designam por "voto útil".
Acontece meu caro António que apesar de também eu já ter votado "útil", nomeadamente em Cavaco, nas presidenciais, não deixo de pertencer à minoria. Sempre estive, no que não faz de mim um ser perfeito, do lado da minoria. Assumo-o! O único grupo maioritário, esmagadoramente maioritário, a que pertenço é o BENFICA, no mais sou um minoritário militante. E é como minoritário que pergunto:
- faz sentido mantermos um sistema semi-presidencial no qual o presidente fala, mas não age (apesar da força que Cavaco Silva demonstrou nessa questão crucial, que incomodava imenso os portugueses, do estatuto dos Açores e neste caso contra a quase unanimidade da Assembleia)?
- faz sentido termos eleições presidenciais com campanhas politizadas, dramatizadas, entre esquerda e direita, se em questões de princípio não há diferenças? Imagina que Alegre era o presidente. Que faria ele de diferente nesta matéria do casamento gay? (Já sei omitiria o facto de só 6 países no mundo terem casamento para pessoas do mesmo sexo)
- faz sentido a minoria, à qual pertenço, continuar a votar em Cavaco. Porquê? Esta pergunta já tem que se lhe diga, reconheço-o. Se há eleições onde a minoria conta, e de que maneira, é precisamente nas presidenciais (foi por uma unha negra que Cavaco ganhou na 1ª volta...). Duvido que aconteça, mas se essa minoria, a que não gostou da decisão de Cavaco, avançasse com um candidato presidencial muitas novidades poderiam surgir na política portuguesa.
O não veto chama-se Promulgação. E é dela, meu caro António, que a história falará.
A BARBÁRIE EM BANGKOK - MILÍCIAS VERMELHAS ou MISERÁVEIS VERMELHOS?
Via: Estado Sentido
Baby at the barricades: Are Thai protesters using their child as a human shield?
Leiam, no Dailymail
terça-feira, 18 de maio de 2010
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