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quinta-feira, 14 de abril de 2011
O desnecessário resgate de Portugal
Gostava que aqueles que embandeiraram em arco com este artigo publicado no New York Times me expliquem porque é que a PSP, da qual sou fornecedor, não me paga um cêntimo que seja há 3 meses. E já deve as facturas de 7 meses.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sem moeda própria não voltaremos a ter problemas de balança de pagamentos iguais aos do passado
"...Sem moeda própria não voltaremos a ter problemas de balança de pagamentos iguais aos do passado. Não existe um problema monetário macroeconómico e não há que tomar medidas restritivas por causa da balança de pagamentos. Ninguém analisa a dimensão macro da balança externa do Mississipi ou de qualquer outra região de uma grande união monetária...".
Vítor Constâncio- discurso de tomada de posse como Governador do Banco de Portugal, em 23 de Fevereiro de 2000.
Vítor Constâncio- discurso de tomada de posse como Governador do Banco de Portugal, em 23 de Fevereiro de 2000.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A GRANDE TEIA SOCIALISTA (II)
FUNDAÇÃO ABREU CALLADO
Endereço Travessa Abreu Callado
Código Postal 7480-228 Benavila - Avis
Concelho Avis
Telefone +351.242 430 000 Fax +351.242 434 284
Email facallado@mail.telepac.pt
Página web http://www.abreucallado.com.pt/
Fins Estatutários
A Fundação tem objectivos essencialmente sociais e educativos: os primeiros destinados aos seus trabalhadores e reformados, proporcionando-lhes complementos de reforma, apoio medicamentoso, actividades de lazer e ocupação para a 3ª Idade, apoios de saúde, e outras vantagens sociais: os de natureza educativa, primeiramente abrangendo apenas o ensino das técnicas agrícolas e ministradas numa Escola Rural, passaram a ser alargados aos Cursos Profissionais (Nível 9º e 12º ano) a cargo da Escola Profissional Abreu Callado.
Actividades Desenvolvidas
Escola profissional;
Actividade de Convívio e Apoio à 3ª Idade;
Produção de vinho e azeite;
Pecuária;
Enoturismo ambiental e rural.
Áreas de Interesse para Cooperação
Formação Profissional;
Actividades de saúde sénior em meio rural.
Pessoa de contacto
António Cardoso Calado, Presidente do Conselho de Administração
.........................................................................................................................
Façamos então uma busca simples na net com o nome deste senhor...
Composição dos Órgãos Sociais do CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário) :
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente:
Dr. António Rui Sousa Dias Amorim, em representação da empresa Arco Têxteis, S.A.
Administradores:
Dr. António Alexandre Bessa Meneses Falcão, em representação da empresa “Têxtil António Falcão, S.A.
Eng.º. José Alberto Robalo da Fonseca, em representação da empresa Alberto & Bernardo - Produção e Comercialização de Têxteis, Lda.
Dra. Cristina Branquinho, em representação do Ministério da Economia e Inovação.
Dr. António Cardoso Fortes Calado, em representação do Ministério da Economia e Inovação.
Mas há mais...
Lista da CGA dos reformados no mês de Junho de 2006
ANTÓNIO CARDOSO FORTES CALADO ASSESSOR PRINCIPAL DIRECÇÃO-GERAL EMPRESA 2 607.55 €
Resumindo, este boy reformou-se em 2006, mas manteve em 2008 o cargo de administrador do CITEVE que já tinha desde 2002, bem como o lugar de presidente da Fundação, por nomeação de um tal de José Manuel Durão Barroso. (O Bloco Central dos interesses é mesmo uma realidade!)
Endereço Travessa Abreu Callado
Código Postal 7480-228 Benavila - Avis
Concelho Avis
Telefone +351.242 430 000 Fax +351.242 434 284
Email facallado@mail.telepac.pt
Página web http://www.abreucallado.com.pt/
Fins Estatutários
A Fundação tem objectivos essencialmente sociais e educativos: os primeiros destinados aos seus trabalhadores e reformados, proporcionando-lhes complementos de reforma, apoio medicamentoso, actividades de lazer e ocupação para a 3ª Idade, apoios de saúde, e outras vantagens sociais: os de natureza educativa, primeiramente abrangendo apenas o ensino das técnicas agrícolas e ministradas numa Escola Rural, passaram a ser alargados aos Cursos Profissionais (Nível 9º e 12º ano) a cargo da Escola Profissional Abreu Callado.
Actividades Desenvolvidas
Escola profissional;
Actividade de Convívio e Apoio à 3ª Idade;
Produção de vinho e azeite;
Pecuária;
Enoturismo ambiental e rural.
Áreas de Interesse para Cooperação
Formação Profissional;
Actividades de saúde sénior em meio rural.
Pessoa de contacto
António Cardoso Calado, Presidente do Conselho de Administração
.........................................................................................................................
Façamos então uma busca simples na net com o nome deste senhor...
Composição dos Órgãos Sociais do CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário) :
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente:
Dr. António Rui Sousa Dias Amorim, em representação da empresa Arco Têxteis, S.A.
Administradores:
Dr. António Alexandre Bessa Meneses Falcão, em representação da empresa “Têxtil António Falcão, S.A.
Eng.º. José Alberto Robalo da Fonseca, em representação da empresa Alberto & Bernardo - Produção e Comercialização de Têxteis, Lda.
Dra. Cristina Branquinho, em representação do Ministério da Economia e Inovação.
Dr. António Cardoso Fortes Calado, em representação do Ministério da Economia e Inovação.
Mas há mais...
Lista da CGA dos reformados no mês de Junho de 2006
ANTÓNIO CARDOSO FORTES CALADO ASSESSOR PRINCIPAL DIRECÇÃO-GERAL EMPRESA 2 607.55 €
Resumindo, este boy reformou-se em 2006, mas manteve em 2008 o cargo de administrador do CITEVE que já tinha desde 2002, bem como o lugar de presidente da Fundação, por nomeação de um tal de José Manuel Durão Barroso. (O Bloco Central dos interesses é mesmo uma realidade!)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A GRANDE TEIA SOCIALISTA (I)
Ao longo dos próximos tempos, irei proceder a uma análise do conteúdo de um interessantíssimo site a que cheguei e que permite ter uma ideia muito clara do sistema que nos governa.
Neste site estão apenas cerca de 40 das muitas Fundações que proliferam pelo país, mas já é uma amostra significativa e que permite ver claramente a verdadeira máfia que tomou de assalto Portugal!
Directório de Fundações
Neste site estão apenas cerca de 40 das muitas Fundações que proliferam pelo país, mas já é uma amostra significativa e que permite ver claramente a verdadeira máfia que tomou de assalto Portugal!
Directório de Fundações
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
IRRESPONSABILIDADE SOCIALISTA CONTRIBUI AINDA MAIS PARA AFUNDAR O PAÍS
Num país à beira da miséria e com uma baixissima produtividade, socialistas ainda arranjam motivos para se trabalhar menos:
Tolerância de ponto dia 19
O Governo decretou tolerância de ponto para o dia 19 de Novembro no concelho de Lisboa por causa da Cimeira de Nato. A decisão foi tomada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.
A proposta foi feita pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e "fundamenta-se em razões de segurança e, em especial, nas limitações à circulação durante o período da Cimeira", segundo se pode ler numa nota enviada às redacções.
A cimeira realiza-se nos dias 19 e 20 de Novembro
Tolerância de ponto dia 19
O Governo decretou tolerância de ponto para o dia 19 de Novembro no concelho de Lisboa por causa da Cimeira de Nato. A decisão foi tomada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.
A proposta foi feita pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e "fundamenta-se em razões de segurança e, em especial, nas limitações à circulação durante o período da Cimeira", segundo se pode ler numa nota enviada às redacções.
A cimeira realiza-se nos dias 19 e 20 de Novembro
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A MISÉRIA AONDE NOS CONDUZIRAM OS MISERÁVEIS QUE TÊM GOVERNADO O PAÍS NOS ÚLTIMOS 20/30 ANOS
Escolas lutam contra a fome
Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Algumas cantinas escolares vão abrir ao fim de semana e nas férias. Professores asseguram alimentos, livros e roupa.
Com a devida vénia ao Expresso
Joana Pereira Bastos
Sete escolas do 1.º ciclo das zonas mais pobres do concelho de Sintra vão passar, já a partir deste mês, a abrir as cantinas ao fim de semana e nas férias para que os alunos possam continuar a ter pelo menos uma refeição quente por dia quando não há aulas.
No final do passado ano letivo, cinco já tinham aberto os refeitórios ao sábado e ao domingo, depois de os professores perceberem, no início de cada semana, que muitas crianças pouco tinham comido desde a sexta-feira anterior. E nas cantinas apareciam famílias inteiras.
"Mais de cem alunos vinham almoçar ao fim de semana. Muitos traziam pela mão os irmãos mais pequenos que ainda nem sequer estavam em idade escolar. E os mais velhos, que já tinham deixado de estudar, também apareciam. Não negávamos almoço a ninguém", recorda Ivone Calado, diretora do Agrupamento de Escolas da Serra das Minas, em Rio de Mouro.
Agora a pobreza agravou-se ainda mais. O número de cantinas abertas todos os dias vai aumentar. E já não chega dar refeições em tempo de aulas. "Não podemos arranjar uma solução para que as crianças almocem ao fim de semana, esquecendo que durante os 15 dias das férias do Natal, por exemplo, muitas ficam quase sem comer. Teremos de abrir aí também", diz o vice-presidente da Câmara, Marco Almeida.
Escolas viram instituições de solidariedade social
Sintra, onde se vive uma das situações mais problemáticas do país (Leia aqui as declarações de Fernando Seara , ou no texto relacionado mais abaixo), está no entanto longe de ser caso único. Um pouco por todo o país, cada vez mais crianças chegam à escola com fome e é de estômago vazio que tentam aprender. Pouco ou nada comeram de manhã. Pouco ou nada jantaram na noite anterior. Sentam-se irrequietas, estão desconcentradas e algumas queixam-se de dores de barriga. Há alterações de comportamento associadas à fome que os professores já aprenderam a detetar e que garantem serem mais notórias este ano letivo. Com a crise, os estabelecimentos de ensino desdobram-se em soluções para o problema. As escolas são cada vez mais instituições de solidariedade social.
Em Setúbal, a autarquia pondera igualmente manter algumas cantinas escolares a funcionar fora dos dias de aulas, antecipa a presidente de Câmara, Maria das Dores Meira. "Muitos meninos chegam ávidos à segunda-feira e querem repetir o prato duas ou três vezes. A contar com isso, algumas cantinas já aumentam a quantidade de comida feita nesse dia", conta.
Também na Trofa, onde quase 50% dos alunos são carenciados, ou em Faro, onde o número de refeições gratuitas servidas nas escolas aumentou 15% este ano letivo, por exemplo, as Câmaras estão a estudar medidas.
Crianças encobrem a pobreza
Mas mesmo quando não há apoios extra do município ou do Ministério da Educação, muitos estabelecimentos de ensino fazem tudo para minimizar as carências alimentares de algumas crianças. Na secundária de Pinhal do Rei, na Marinha Grande, a fruta e o pão que sobram dos almoços são distribuídos aos alunos mais pobres.
Já o Agrupamento de Escolas de Sesimbra até providencia o jantar nos casos mais graves. "A família e as crianças têm, muitas vezes, vergonha de pedir ajuda. Tivemos um caso em que teve de ser a vizinha a vir à escola dizer que uma menina não jantava e quase não tomava o pequeno-almoço. A mãe estava de baixa médica há bastante tempo e o pai ficou desempregado. Além do almoço, passámos a dar-lhe um suplemento de manhã, o lanche e a embalar-lhe jantar para levar para casa", conta a diretora, Ana Paula Neto.
Apesar de graves, muitos casos não são fáceis de detetar. "As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza", explica Sandra Santos, assistente social no Agrupamento de Escolas da Damaia (Amadora), onde 60% dos alunos são carenciados. Por vezes, não confessam o problema aos professores, mas pedem ajuda aos amigos da turma. "Notámos, por exemplo, que havia alunos que não comiam o pão do almoço ou a sandes do lanche, mas que os guardavam. Ficámos atentos e percebemos que iam discretamente ao pátio dar o que não comeram a um colega que lhes tinha pedido para poder levar para casa. De alguns desses casos nem sequer tínhamos consciência", diz.
O Conselho Geral do agrupamento reuniu-se esta semana e decidiu fazer um levantamento de todos os casos de fome. No passado ano letivo, havia 20 alunos sinalizados por carências alimentares. Agora são mais, garante a assistente social. Por isso, professores e funcionários da escola estão a montar de raiz um banco alimentar, levando arroz, massa e outros produtos para poderem distribuir pelos alunos.
Mas a pobreza não se manifesta apenas na alimentação. Dois meses após o começo das aulas, há turmas do 3.º ciclo onde metade dos alunos ainda não tem os manuais. O problema é que muitas famílias de classe média deixaram de conseguir assegurar esta despesa, mas não beneficiam da Ação Social Escolar. O subsídio do Estado é dado com base na declaração de rendimentos do ano anterior, o que faz com que acabem por não estar abrangidos casos de pais que em 2009 tinham uma situação económica mais equilibrada, mas que recentemente perderam o emprego.
Manuais só no Natal
Mas mesmo quando os alunos beneficiam dos apoios e têm os os livros comparticipados, os pais têm primeiro de avançar com dinheiro e só depois ir à escola com a fatura para receberem o cheque com a comparticipação. Acontece que muitos não têm o que avançar. Na papelaria do bairro, mesmo em frente à escola de pavilhões brancos imaculados, muitas encomendas de manuais feitas pelos encarregados de educação em junho continuam por levantar. Há pais que prometem ir buscá-los quando receberem o subsídio de Natal. Outros que, no final de cada mês, vão buscar mais um livro para os filhos estudarem.
Na Madeira, acontece o mesmo. Perante as dificuldades, "muitos professores compram o material escolar do seu próprio bolso e oferecem-no aos alunos", conta Rui Caetano, diretor da básica e secundária Gonçalves Zarco, no Funchal. A fome também já se faz sentir. "A situação é dramática. De manhã os miúdos queixam-se de dores de barriga porque se levantaram às sete e só comem às dez, quando distribuímos uma sandes", revela.
Um pouco por todo o país, o cenário não é muito diferente. Há famílias com muito pouco no bolso e crianças com quase nada no estômago. Com os cortes salariais e outras medidas de austeridade a começar em janeiro, o inverno só virá piorar as coisas. E com ele chega o frio, que também pode ser austero. Muitas escolas, transformadas em instituições de solidariedade, já estão a pensar como resolver mais este problema. "Estamos a fazer recolhas de roupa para dar aos alunos. Há dias em que já aparecem encolhidos de frio, só com uma camisolinha e pouco mais", descreve Luís Dias, diretor do Agrupamento Luís António Verney, em Lisboa.
Ação social escolar
506 mil
alunos são apoiados pelo Estado este ano letivo, mais 18 mil do que em 2009/2010, segundo uma estimativa do Ministério da Educação
€141
é o valor da comparticipação do Estado para a compra de manuais escolares no caso dos alunos mais carenciados do 9º ano. No total, os livros para esse ano de escolaridade custam cerca de 200 euros
6,4 milhões
de euros é quanto o Ministério da Educação deve à Câmara Municipal de Sintra por serviços prestados aos alunos, nomeadamente refeições, enriquecimento curricular e prolongamento de horário
Disseram
"As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza"
Sandra Santos, assistente social na Damaia
"Há um aumento significativo do número de alunos carenciados em todo o país. E não há zonas a escapar à crise"
António José Ganhão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios
"Lá em casa já não há banhos. Lavo a minha filha com uma toalha molhada para poupar água e gás"
Utente da paróquia de Mira-Sintra, em conversa com um voluntário do Grupo Sociocaritativo
"O cabaz que estamos a dar fica aquém do razoável. Falta o básico. É para um mês, mas basta haver crianças e o leite acaba num dia"
Ana Carrilho, assistente social da Santa Casa da Misericórdia de Sintra
Pobreza
21%
é a taxa de risco de pobreza nas famílias portuguesas com crianças a cargo. Nas famílias com três ou mais filhos, o valor dispara para os 42,8%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (outubro 2010)
Menos abono de família
Com as novas medidas de austeridade, entrou em vigor segunda-feira a redução de 25% do abono de família para os agregados mais carenciados. O valor do apoio mensal dado às crianças com mais de um ano nas famílias com menores rendimentos passou a ser de €35,19. As que têm mais de €629 por mês deixaram de ter direito ao apoio. Alterações atingem 1,4 milhões de beneficiários.
Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Algumas cantinas escolares vão abrir ao fim de semana e nas férias. Professores asseguram alimentos, livros e roupa.
Com a devida vénia ao Expresso
Joana Pereira Bastos
Sete escolas do 1.º ciclo das zonas mais pobres do concelho de Sintra vão passar, já a partir deste mês, a abrir as cantinas ao fim de semana e nas férias para que os alunos possam continuar a ter pelo menos uma refeição quente por dia quando não há aulas.
No final do passado ano letivo, cinco já tinham aberto os refeitórios ao sábado e ao domingo, depois de os professores perceberem, no início de cada semana, que muitas crianças pouco tinham comido desde a sexta-feira anterior. E nas cantinas apareciam famílias inteiras.
"Mais de cem alunos vinham almoçar ao fim de semana. Muitos traziam pela mão os irmãos mais pequenos que ainda nem sequer estavam em idade escolar. E os mais velhos, que já tinham deixado de estudar, também apareciam. Não negávamos almoço a ninguém", recorda Ivone Calado, diretora do Agrupamento de Escolas da Serra das Minas, em Rio de Mouro.
Agora a pobreza agravou-se ainda mais. O número de cantinas abertas todos os dias vai aumentar. E já não chega dar refeições em tempo de aulas. "Não podemos arranjar uma solução para que as crianças almocem ao fim de semana, esquecendo que durante os 15 dias das férias do Natal, por exemplo, muitas ficam quase sem comer. Teremos de abrir aí também", diz o vice-presidente da Câmara, Marco Almeida.
Escolas viram instituições de solidariedade social
Sintra, onde se vive uma das situações mais problemáticas do país (Leia aqui as declarações de Fernando Seara , ou no texto relacionado mais abaixo), está no entanto longe de ser caso único. Um pouco por todo o país, cada vez mais crianças chegam à escola com fome e é de estômago vazio que tentam aprender. Pouco ou nada comeram de manhã. Pouco ou nada jantaram na noite anterior. Sentam-se irrequietas, estão desconcentradas e algumas queixam-se de dores de barriga. Há alterações de comportamento associadas à fome que os professores já aprenderam a detetar e que garantem serem mais notórias este ano letivo. Com a crise, os estabelecimentos de ensino desdobram-se em soluções para o problema. As escolas são cada vez mais instituições de solidariedade social.
Em Setúbal, a autarquia pondera igualmente manter algumas cantinas escolares a funcionar fora dos dias de aulas, antecipa a presidente de Câmara, Maria das Dores Meira. "Muitos meninos chegam ávidos à segunda-feira e querem repetir o prato duas ou três vezes. A contar com isso, algumas cantinas já aumentam a quantidade de comida feita nesse dia", conta.
Também na Trofa, onde quase 50% dos alunos são carenciados, ou em Faro, onde o número de refeições gratuitas servidas nas escolas aumentou 15% este ano letivo, por exemplo, as Câmaras estão a estudar medidas.
Crianças encobrem a pobreza
Mas mesmo quando não há apoios extra do município ou do Ministério da Educação, muitos estabelecimentos de ensino fazem tudo para minimizar as carências alimentares de algumas crianças. Na secundária de Pinhal do Rei, na Marinha Grande, a fruta e o pão que sobram dos almoços são distribuídos aos alunos mais pobres.
Já o Agrupamento de Escolas de Sesimbra até providencia o jantar nos casos mais graves. "A família e as crianças têm, muitas vezes, vergonha de pedir ajuda. Tivemos um caso em que teve de ser a vizinha a vir à escola dizer que uma menina não jantava e quase não tomava o pequeno-almoço. A mãe estava de baixa médica há bastante tempo e o pai ficou desempregado. Além do almoço, passámos a dar-lhe um suplemento de manhã, o lanche e a embalar-lhe jantar para levar para casa", conta a diretora, Ana Paula Neto.
Apesar de graves, muitos casos não são fáceis de detetar. "As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza", explica Sandra Santos, assistente social no Agrupamento de Escolas da Damaia (Amadora), onde 60% dos alunos são carenciados. Por vezes, não confessam o problema aos professores, mas pedem ajuda aos amigos da turma. "Notámos, por exemplo, que havia alunos que não comiam o pão do almoço ou a sandes do lanche, mas que os guardavam. Ficámos atentos e percebemos que iam discretamente ao pátio dar o que não comeram a um colega que lhes tinha pedido para poder levar para casa. De alguns desses casos nem sequer tínhamos consciência", diz.
O Conselho Geral do agrupamento reuniu-se esta semana e decidiu fazer um levantamento de todos os casos de fome. No passado ano letivo, havia 20 alunos sinalizados por carências alimentares. Agora são mais, garante a assistente social. Por isso, professores e funcionários da escola estão a montar de raiz um banco alimentar, levando arroz, massa e outros produtos para poderem distribuir pelos alunos.
Mas a pobreza não se manifesta apenas na alimentação. Dois meses após o começo das aulas, há turmas do 3.º ciclo onde metade dos alunos ainda não tem os manuais. O problema é que muitas famílias de classe média deixaram de conseguir assegurar esta despesa, mas não beneficiam da Ação Social Escolar. O subsídio do Estado é dado com base na declaração de rendimentos do ano anterior, o que faz com que acabem por não estar abrangidos casos de pais que em 2009 tinham uma situação económica mais equilibrada, mas que recentemente perderam o emprego.
Manuais só no Natal
Mas mesmo quando os alunos beneficiam dos apoios e têm os os livros comparticipados, os pais têm primeiro de avançar com dinheiro e só depois ir à escola com a fatura para receberem o cheque com a comparticipação. Acontece que muitos não têm o que avançar. Na papelaria do bairro, mesmo em frente à escola de pavilhões brancos imaculados, muitas encomendas de manuais feitas pelos encarregados de educação em junho continuam por levantar. Há pais que prometem ir buscá-los quando receberem o subsídio de Natal. Outros que, no final de cada mês, vão buscar mais um livro para os filhos estudarem.
Na Madeira, acontece o mesmo. Perante as dificuldades, "muitos professores compram o material escolar do seu próprio bolso e oferecem-no aos alunos", conta Rui Caetano, diretor da básica e secundária Gonçalves Zarco, no Funchal. A fome também já se faz sentir. "A situação é dramática. De manhã os miúdos queixam-se de dores de barriga porque se levantaram às sete e só comem às dez, quando distribuímos uma sandes", revela.
Um pouco por todo o país, o cenário não é muito diferente. Há famílias com muito pouco no bolso e crianças com quase nada no estômago. Com os cortes salariais e outras medidas de austeridade a começar em janeiro, o inverno só virá piorar as coisas. E com ele chega o frio, que também pode ser austero. Muitas escolas, transformadas em instituições de solidariedade, já estão a pensar como resolver mais este problema. "Estamos a fazer recolhas de roupa para dar aos alunos. Há dias em que já aparecem encolhidos de frio, só com uma camisolinha e pouco mais", descreve Luís Dias, diretor do Agrupamento Luís António Verney, em Lisboa.
Ação social escolar
506 mil
alunos são apoiados pelo Estado este ano letivo, mais 18 mil do que em 2009/2010, segundo uma estimativa do Ministério da Educação
€141
é o valor da comparticipação do Estado para a compra de manuais escolares no caso dos alunos mais carenciados do 9º ano. No total, os livros para esse ano de escolaridade custam cerca de 200 euros
6,4 milhões
de euros é quanto o Ministério da Educação deve à Câmara Municipal de Sintra por serviços prestados aos alunos, nomeadamente refeições, enriquecimento curricular e prolongamento de horário
Disseram
"As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza"
Sandra Santos, assistente social na Damaia
"Há um aumento significativo do número de alunos carenciados em todo o país. E não há zonas a escapar à crise"
António José Ganhão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios
"Lá em casa já não há banhos. Lavo a minha filha com uma toalha molhada para poupar água e gás"
Utente da paróquia de Mira-Sintra, em conversa com um voluntário do Grupo Sociocaritativo
"O cabaz que estamos a dar fica aquém do razoável. Falta o básico. É para um mês, mas basta haver crianças e o leite acaba num dia"
Ana Carrilho, assistente social da Santa Casa da Misericórdia de Sintra
Pobreza
21%
é a taxa de risco de pobreza nas famílias portuguesas com crianças a cargo. Nas famílias com três ou mais filhos, o valor dispara para os 42,8%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (outubro 2010)
Menos abono de família
Com as novas medidas de austeridade, entrou em vigor segunda-feira a redução de 25% do abono de família para os agregados mais carenciados. O valor do apoio mensal dado às crianças com mais de um ano nas famílias com menores rendimentos passou a ser de €35,19. As que têm mais de €629 por mês deixaram de ter direito ao apoio. Alterações atingem 1,4 milhões de beneficiários.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
TEMOS UM GRANDE GOVERNO!
Consegue resolver tudo na secretaria! A educação é má, há muita gente mal preparada que chumba?
Resolve-se acabando com os chumbos e instituindo umas aulas de recuparação e apoio que nunca hão-se resultar!
Mas pelo menos as estatísticas hão-de ser boas e teremos o ensino com a menor taxa de reprovação do mundo!
Os alunos ficarão mal preparados? Isso é conversa de mal-dizentes que só sabem criticar este garnde governo que temos!
Resolve-se acabando com os chumbos e instituindo umas aulas de recuparação e apoio que nunca hão-se resultar!
Mas pelo menos as estatísticas hão-de ser boas e teremos o ensino com a menor taxa de reprovação do mundo!
Os alunos ficarão mal preparados? Isso é conversa de mal-dizentes que só sabem criticar este garnde governo que temos!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
AFINAL SÓCRATES TEM RAZÃO
O mundo mudou muito em poucos dias.
Há cerca de 15 dias a VIVO era da maior importância estratégica para a PT e o governo vetou a sua venda utilizando uma golden share ilegal do ponto de vista europeu.
Agora e com um preço 5% acima do anterior, a sua venda já é permitida. Pelos vistos deixou de ser da maior importância para o país....
Há cerca de 15 dias a VIVO era da maior importância estratégica para a PT e o governo vetou a sua venda utilizando uma golden share ilegal do ponto de vista europeu.
Agora e com um preço 5% acima do anterior, a sua venda já é permitida. Pelos vistos deixou de ser da maior importância para o país....
quinta-feira, 22 de julho de 2010
DESNORTE COMPLETO!
“As ideias mereceram consenso na bancada”, disse Ricardo Rodrigues, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, no final da reunião.
22 de Julho: PS Deputados revoltam-se contra alteração dos feriados e vão votar contra
O PS aprovou hoje, por ampla maioria, a decisão de votar contra o projecto de resolução das suas deputadas independentes Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda para transferir feriados e eliminar pontes.
ESTA NOVA GERAÇÃO SUCIALISTA É UMA ANEDOTA!
(Via: 2711)
Rui Pedro Soares diz estar disponível para ser dono do Sol
"Se o Sol não conseguir pagar a dívida, estou disponível para me entender com os accionistas do semanário e ficar dono do jornal", afirmou.
Rui Pedro Soares diz estar disponível para ser dono do Sol
"Se o Sol não conseguir pagar a dívida, estou disponível para me entender com os accionistas do semanário e ficar dono do jornal", afirmou.
terça-feira, 20 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
DE BEM COM DEUS E COM O DIABO
No afã de se posicionar melhor entre os putativos candidatos à sucessão de Sócrates, António Costa lembrou-se de vir dizer bem do primeiro-ministro enquanto dizia mal do governo. Como se este não fosse da responsabilidade do primeiro!
LAMENTÁVEL!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DESISTE E DIZ SIM!
Nem parece! Augura-se uma derrota clamorosa!
Vejam estas pérolas, tiradas dos artigos lincados acima:
20 de Março, antes do apoio do PS:
Alegre rejeita "mudar de convicções consoante as conveniências". Por isso, atacou a política de privatizações, criticou o "esforço desigual" de contenção pedido aos portugueses e lançou o alerta: a consolidação orçamental "não pode ser um colete de forças para estrangular a economia e pôr em causa a coesão social".
Durante um discurso centrado maioritariamente nas questões económicas do país, o histórico socialista chegou mesmo a considerar que as opções adoptadas para combater o défice e o endividamento contemplam medidas que são "um escândalo para a saúde da República".
14 de Julho, candidato apoiado pelo PS:
O candidato a Presidente acusou o actual detentor do cargo de estar a enfraquecer o Estado português, ao dizer que o país está numa situação insustentável.
«Todos os dias o vemos na televisão a dar lições de Economia. Ele é professor, mas esse não é o papel de um Presidente da República, nem é o de se substituir ao primeiro-ministro, nem o de se substituir ao do ministro das Finanças», sublinhou.
«Quando se diz, numa situação como esta que o País está insustentável, está a enfraquecer-se o Estado Português perante aqueles que, de fora, fazem ataques especulativos», acrescentou.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
SOCIALISTAS? BURGUESES DO PIORIO É QUE É!
Enquanto vai estrangulando a classe média com cada vez mais impostos a nomenclatura que nos governa vai gastando à tripa-forra! Para eles não há crise!
Apenas alguns exemplos da contenção que os socialistas têm, em tempo de crise:
Inês Medeiros, candidata por Lisboa, com lista entregue no Tribunal Constitucional pelo PS indicando que mora em Lisboa, depois de eleita declara viver em Paris e solicita o pagamento de viagem semanal.
No preciso dia em que aconselha os portugueses a comer mais sopa devido à crise, a Ministra da Saúde almoça faustosamente num caro restaurante da moda em Lisboa.
A pretexto de uma visita aos militares que combatem os piratas da Somália e de uns encontros com dirigentes das Seychelles a propósito da candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU, o Ministro da Defesa Santos Silva e respectiva comitiva deslocaram-se às Seychelles.
Na mesma semana soube-se que a esposa do Primeiro Ministro dos Açores se deslocou em viagem oficial ao Canadá, tendo gasto com a comitiva cerca de 27.000 euros.
Muitos outros exemplos da contenção socialista poderiam ser dados mas parece-me que estes são suficientes para se ficar com uma ideia.
CONTENÇÃO, SIM, MAS PARA OS OUTROS!
Apenas alguns exemplos da contenção que os socialistas têm, em tempo de crise:
Inês Medeiros, candidata por Lisboa, com lista entregue no Tribunal Constitucional pelo PS indicando que mora em Lisboa, depois de eleita declara viver em Paris e solicita o pagamento de viagem semanal.
No preciso dia em que aconselha os portugueses a comer mais sopa devido à crise, a Ministra da Saúde almoça faustosamente num caro restaurante da moda em Lisboa.
A pretexto de uma visita aos militares que combatem os piratas da Somália e de uns encontros com dirigentes das Seychelles a propósito da candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU, o Ministro da Defesa Santos Silva e respectiva comitiva deslocaram-se às Seychelles.
Na mesma semana soube-se que a esposa do Primeiro Ministro dos Açores se deslocou em viagem oficial ao Canadá, tendo gasto com a comitiva cerca de 27.000 euros.
Muitos outros exemplos da contenção socialista poderiam ser dados mas parece-me que estes são suficientes para se ficar com uma ideia.
CONTENÇÃO, SIM, MAS PARA OS OUTROS!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
É ESTA A CRISE! UMA VISITA ÀS SEYCHELLES É SEMPRE AGRADÁVEL, PRINCIPALMENTE SE PAGA PELOS CONTRIBUINTES
O ministro da Defesa Nacional (MDN), Augusto Santos Silva, acompanhado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Valença Pinto, visita hoje a Força Nacional Destacada (FND) na "Operação Atalanta”.
A participação portuguesa consiste num destacamento aéreo composto por uma Aeronave de Patrulhamento Marítimo P3-P e 42 militares da Força Aérea Portuguesa, que operam a partir das Seychelles, desde Abril de 2010, por um período de quatro meses, e constitui um reforço por parte de Portugal na operação da União Europeia que combate a pirataria no Oceano Índico.
No âmbito da visita, o MDN terá ainda encontros com o Presidente da República das Seychelles, James Michel, com o ministro da Administração Interna, Ambiente e Transportes, Joel Morgan, com o ministro para os Assuntos Estrangeiros, Jean-Paul Adam, e com o Chefe das Forças Armadas das Seychelles, Brigadeiro Leopold Payet, em que, entre outros assuntos, abordará a questão da candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança da ONU, no biénio 2011-2012.
A participação portuguesa consiste num destacamento aéreo composto por uma Aeronave de Patrulhamento Marítimo P3-P e 42 militares da Força Aérea Portuguesa, que operam a partir das Seychelles, desde Abril de 2010, por um período de quatro meses, e constitui um reforço por parte de Portugal na operação da União Europeia que combate a pirataria no Oceano Índico.
No âmbito da visita, o MDN terá ainda encontros com o Presidente da República das Seychelles, James Michel, com o ministro da Administração Interna, Ambiente e Transportes, Joel Morgan, com o ministro para os Assuntos Estrangeiros, Jean-Paul Adam, e com o Chefe das Forças Armadas das Seychelles, Brigadeiro Leopold Payet, em que, entre outros assuntos, abordará a questão da candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança da ONU, no biénio 2011-2012.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
GOVERNO SOCIALISTA RESOLVE PROBLEMAS NA JUSTIÇA!
Com mais um aumento do custo vai diminuir o número de litigâncias. Assim se consegue diminuir o tempo de espera!
E com mais alguns aumentos poderão diminuir ainda mais a utilização dos Tribunais, poupando em pessoal. E também pouparão em instalações com o fecho de Tribunais!
E com mais alguns aumentos poderão diminuir ainda mais a utilização dos Tribunais, poupando em pessoal. E também pouparão em instalações com o fecho de Tribunais!
terça-feira, 6 de julho de 2010
OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES....
Dos assuntos dos amigos trata ele bem. Pena que tenha sido incapaz de fazer com que as Viagens Marsans entregassem a caução obrigatória por lei.
A Nova Expressão, agência de meios que tem como cliente a Controlinveste (grupo de comunicação social de Joaquim Oliveira), foi contratada pelo Turismo de Portugal para assessorar na elaboração de um concurso público para uma campanha publicitária, cujo objectivo é divulgar a imagem de Portugal como destino turístico.
Com a devida vénia ao Correio da Manhã
Por:Miguel Alexandre Ganhão
A entidade liderada por Luís Patrão, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, vai investir mais de dois milhões de euros a partir de Setembro e já escolheu à partida as publicações onde quer apostar.
De acordo com a cláusula 5ª do caderno de encargos, a que o CM teve acesso, o adjudicatário vencedor "obriga-se a contratar os espaços indicados no plano de meios anexo" (elaborado pela Nova Expressão). Nesse plano estão contempladas, numa primeira vaga, 48 páginas a cores para as publicações da Controlinveste, 32 páginas para as publicações da Impresa (de Pinto Balsemão) e 11 inserções para a Cofina (de Paulo Fernandes, dono do Correio da Manhã, o maior jornal nacional). Numa segunda vaga publicitária, Joaquim Oliveira recebe mais 20 páginas, Balsemão 15 e Paulo Fernandes sete.
O Turismo de Portugal disse ao CM que "entendeu, previamente, seleccionar e contratualizar, com a empresa especializada e com conhecimento do sector (...), a elaboração de um plano que correspondesse aos objectivos que pretendia atingir (...) e, de seguida, pôs a concurso esse plano junto das centrais de meios".
JORNAL 'SOL' EXCLUÍDO
O jornal ‘Sol’, que tem divulgado várias histórias sobre José Sócrates, não foi contemplado com qualquer espaço publicitário pelo Turismo de Portugal .
Mas o desequilíbrio é mais chocante quando se fala de publicações especializadas, como é o caso das revistas de viagens. Neste segmento, a Controlinveste monopoliza praticamente toda a campanha. Entre ‘Volta ao Mundo’ e ‘Evasões’, o Turismo de Portugal distribui 24 páginas de publicidade a cores. A segunda revista mais vendida neste segmento, a ‘Rotas & Destinos’, da Cofina, não é contemplada com um único anúncio. A ‘Rotas & Destinos’ registou, segundo a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, vendas de 6903 exemplares de Janeiro a Abril deste ano. A ‘Evasões’ teve vendas de 3 56 exemplares.
Turismo favorece em concurso
A Nova Expressão, agência de meios que tem como cliente a Controlinveste (grupo de comunicação social de Joaquim Oliveira), foi contratada pelo Turismo de Portugal para assessorar na elaboração de um concurso público para uma campanha publicitária, cujo objectivo é divulgar a imagem de Portugal como destino turístico.
Com a devida vénia ao Correio da Manhã
Por:Miguel Alexandre Ganhão
A entidade liderada por Luís Patrão, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, vai investir mais de dois milhões de euros a partir de Setembro e já escolheu à partida as publicações onde quer apostar.
De acordo com a cláusula 5ª do caderno de encargos, a que o CM teve acesso, o adjudicatário vencedor "obriga-se a contratar os espaços indicados no plano de meios anexo" (elaborado pela Nova Expressão). Nesse plano estão contempladas, numa primeira vaga, 48 páginas a cores para as publicações da Controlinveste, 32 páginas para as publicações da Impresa (de Pinto Balsemão) e 11 inserções para a Cofina (de Paulo Fernandes, dono do Correio da Manhã, o maior jornal nacional). Numa segunda vaga publicitária, Joaquim Oliveira recebe mais 20 páginas, Balsemão 15 e Paulo Fernandes sete.
O Turismo de Portugal disse ao CM que "entendeu, previamente, seleccionar e contratualizar, com a empresa especializada e com conhecimento do sector (...), a elaboração de um plano que correspondesse aos objectivos que pretendia atingir (...) e, de seguida, pôs a concurso esse plano junto das centrais de meios".
JORNAL 'SOL' EXCLUÍDO
O jornal ‘Sol’, que tem divulgado várias histórias sobre José Sócrates, não foi contemplado com qualquer espaço publicitário pelo Turismo de Portugal .
Mas o desequilíbrio é mais chocante quando se fala de publicações especializadas, como é o caso das revistas de viagens. Neste segmento, a Controlinveste monopoliza praticamente toda a campanha. Entre ‘Volta ao Mundo’ e ‘Evasões’, o Turismo de Portugal distribui 24 páginas de publicidade a cores. A segunda revista mais vendida neste segmento, a ‘Rotas & Destinos’, da Cofina, não é contemplada com um único anúncio. A ‘Rotas & Destinos’ registou, segundo a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, vendas de 6903 exemplares de Janeiro a Abril deste ano. A ‘Evasões’ teve vendas de 3 56 exemplares.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
VIVA O PARTIDO SOCIALISTA DE PAULO PORTAS!
E depois de se esperar largas horas pela posição do CDS (o que já dava para desconfiar), sai em vez da condenação esta tirada, de um partido cada vez mais socialista:
O presidente do CDS, Paulo Portas, alertou hoje que o Governo deve ter acautelada a questão jurídica no veto à venda da Vivo e esclarecer que esta intervenção, utilizando a “golden share”, é “excepcional”.
O presidente do CDS, Paulo Portas, alertou hoje que o Governo deve ter acautelada a questão jurídica no veto à venda da Vivo e esclarecer que esta intervenção, utilizando a “golden share”, é “excepcional”.
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