sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Mandela
Faz hoje 20 anos que Mandela foi libertado.
Um homem notável cuja obra pode ser vista em "Invictus" - a não perder.
Num pais comandado por trafulhas e corruptos já recomeçou a censura prévia
Providência cautelar quer impedir notícias de escutas no "Sol"
Um oficial de justiça encontra-se nas instalações do jornal "Sol", para executar uma providência cautelar que visa impedir a publicação de mais notícias que envolvam as escutas do caso Face Oculta.
Um oficial de justiça encontra-se nas instalações do jornal "Sol", para executar uma providência cautelar que visa impedir a publicação de mais notícias que envolvam as escutas do caso Face Oculta.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Coincidências
Começou bem Paulo Rangel. Há bem pouco tempo reagindo a uma manchete do semanário "SOL" sobre a sua dada como certa candidatura a líder do PSD, comentou que tudo não passava de pura intriga e de umas quantas falsidades, lançando lama para cima dos jornalistas, os habituais bodes expiatórios das trapalhadas dos políticos.
Numa curiosa similitude de reacção com a adoptada por José Sócrates sobre a manchete do "SOL" da semana passada, declarou então à Rádio Renascença, Paulo Rangel:
«A manchete do SOL, que foi a única a que tive acesso, é uma pura intriga, baseada em factos falsos e, como não alimento factos falsos, não faço mais nenhum comentário».
Perante a sua anunciada candidatura, comentários para quê? É mais um, sublinhe-se, mais um, artista português!
Numa curiosa similitude de reacção com a adoptada por José Sócrates sobre a manchete do "SOL" da semana passada, declarou então à Rádio Renascença, Paulo Rangel:
«A manchete do SOL, que foi a única a que tive acesso, é uma pura intriga, baseada em factos falsos e, como não alimento factos falsos, não faço mais nenhum comentário».
Perante a sua anunciada candidatura, comentários para quê? É mais um, sublinhe-se, mais um, artista português!
Porque é que não se acaba com o segredo de justiça?
Se o segredo de justiça existe para proteger os arguidos e se estes se sentem mais desprotegidos com ele do que sem ele, porque é que não se acaba com o segredo de justiça?
Se é óbvio que não é possível evitar as violações do segredo de justiça (tantas são as mãos por onde circulam os processos), porque é que não se acaba com o segredo de justiça?
Se não é possível punir as violações do segredo de justiça, porque é que não se acaba com o segredo de justiça?
A REVOLTA - Direito e Dever
"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos."
JUAREZ TÁVORA
Militar e político Brasileiro
*1898 +1975
JUAREZ TÁVORA
Militar e político Brasileiro
*1898 +1975
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
E o respeito pelos Cidadãos?
Consta que no Estado Novo ninguém podia criticar, sequer comentar, as decisões dos Tribunais. Ao que parece no Estado democrático também não! Em nome do respeito ao princípio da separação de poderes, dizem...
Mas de que servem os princípios se ninguém acredita na acção das instituições e dos órgãos, mesmo que estejamos a falar do Supremo Tribunal de Justiça e da Procuradoria Geral da República? E por falar em princípios,já alguém se preocupou com o princípio da credibilidade mínima,para que os cidadãos confiem no Estado? Ou será que isso é irrelevante e dispensável?
Mas de que servem os princípios se ninguém acredita na acção das instituições e dos órgãos, mesmo que estejamos a falar do Supremo Tribunal de Justiça e da Procuradoria Geral da República? E por falar em princípios,já alguém se preocupou com o princípio da credibilidade mínima,para que os cidadãos confiem no Estado? Ou será que isso é irrelevante e dispensável?
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Mataram as Elites
A democracia não foi inventada para ser o governo da maioria do Todo, mas apenas de uma Parte. A habilidade está na ilusão de dar a todos, aquilo que na realidade pertence apenas a alguns. É isso positivo ou negativo? É um facto e um facto que advém desde logo da própria ideia de Povo e de Cidadania. Foi assim desde o início e ainda continua a sê – lo, apesar do número de cidadãos ter legalmente aumentado. O Político pode fazer parte da essência natural do homem, de todos os homens, mas a política é coisa de poucos e para poucos. São as minorias e nunca ou quase nunca as maiorias, que detêm o poder real restando à maioria o poder virtual, mesmo que o voto esteja ao seu alcance. As elites, hoje abundantemente confundidas com classe dirigente ou até com classe política, são sempre necessárias ao desenvolvimento de qualquer comunidade. A sua ausência ou até o seu afastamento é causa, mais do que efeito, da destruição de qualquer País. Não é por acaso que chegámos ao fim da linha. Houve e há uma agenda premeditada que aqui nos conduziu. Entender isto é sem dúvida o passo necessário, para que possa existir uma verdadeira Revolta. Não o entender transforma a crítica em simples voluntarismo e mera diversão banal. Logo sem qualquer consequência. Ao destruir as elites o grupo dominante garante a sua sobrevivência, perpetua a sua dominação, impede o surgimento de alternativas. Este é o verdadeiro, porque mais fundo, problema nacional.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
De novo a imigração
Há dias foi noticia aquilo que, casuisticamente, cada um de nós já se tinha apercebido: os nossos quadros jovens estão em debandada para o estrangeiro, perante a ausência de perspectivas profissionaisem Portugal.
O fenómeno não é novo e até é mesmo ciclico na História do País.
Sóe que desta vez, ao contrário do que sucedeu na década de 60 do século XX, ficamos sem mão de obra qualificada, o que não poderá deixar de ter consequências negativas no futuro.
Embora saibamos que a democratização do acesso ao ensino superior fez aumentar o contigente de licenciados, não é difícil perceber que os que saiem são os melhores.
A formação de quadros, que representa um pesado investimento das Familias e do País, é assim desaproveitada.
Por certo sobram os bons exempos em sinal oposto mas isso não basta para que nos preocupemos com o fenómeno e com o futuro-
O fenómeno não é novo e até é mesmo ciclico na História do País.
Sóe que desta vez, ao contrário do que sucedeu na década de 60 do século XX, ficamos sem mão de obra qualificada, o que não poderá deixar de ter consequências negativas no futuro.
Embora saibamos que a democratização do acesso ao ensino superior fez aumentar o contigente de licenciados, não é difícil perceber que os que saiem são os melhores.
A formação de quadros, que representa um pesado investimento das Familias e do País, é assim desaproveitada.
Por certo sobram os bons exempos em sinal oposto mas isso não basta para que nos preocupemos com o fenómeno e com o futuro-
Perguntas incómodas
Algumas perguntas incómodas, para quem quiser dar a sua opinião:
1. Quais as razões para que, em casos de crime por homícidio devidamente provados, não se equacione incluir no Código Penal a pena de prisão perpétua?
2. Em termos de sistema penal e caso fosse obrigado a optar por um, qual prefiriria, o que tem subjacente o risco de ter um inocente na cadeia, ou o que tem o risco de ter um assassino à solta?
3. O que o leva a discordar da introdução de uma taxa única no IRS, sabendo-se os efeitos positivos que tal modelo tem em termos de simplificação do sistema fiscal e de incentivo ao trabalho e à criação de riqueza?
4. Porque razão entende que os custos de quem frequenta os estabelecimentos de ensino púbico não devem ser suportados pelos próprios, mas por todos os contribuintes indiscriminadamente?
5. Porque motivo o actual formato do Serviço Nacional de Saúde é no seu entendimento preferível a um modelo que assentasse em seguros de saúde individuais para todos os portugueses, suportando o Estado os custos dos respectivos prémios apenas para os efectivamente carenciados?
6. O que tem obstaculizado a diminuição da brutal carga fiscal que impende sobre quem adquire automóveis?
1. Quais as razões para que, em casos de crime por homícidio devidamente provados, não se equacione incluir no Código Penal a pena de prisão perpétua?
2. Em termos de sistema penal e caso fosse obrigado a optar por um, qual prefiriria, o que tem subjacente o risco de ter um inocente na cadeia, ou o que tem o risco de ter um assassino à solta?
3. O que o leva a discordar da introdução de uma taxa única no IRS, sabendo-se os efeitos positivos que tal modelo tem em termos de simplificação do sistema fiscal e de incentivo ao trabalho e à criação de riqueza?
4. Porque razão entende que os custos de quem frequenta os estabelecimentos de ensino púbico não devem ser suportados pelos próprios, mas por todos os contribuintes indiscriminadamente?
5. Porque motivo o actual formato do Serviço Nacional de Saúde é no seu entendimento preferível a um modelo que assentasse em seguros de saúde individuais para todos os portugueses, suportando o Estado os custos dos respectivos prémios apenas para os efectivamente carenciados?
6. O que tem obstaculizado a diminuição da brutal carga fiscal que impende sobre quem adquire automóveis?
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Não há mais degraus para descer
Estamos para lá do fundo e entrámos no vazio absoluto. Já não há palavras e as críticas estão todas esgotadas. A situação política já não é grave, entrou simplesmente em colapso e se tivéssemos Forças Armadas e líderes militares com força e autoridade, a 3ª República terminaria aqui os seus dias. Os nossos problemas não decorrem apenas do “SOL” ter vindo confirmar suspeitas antigas, tão pouco do facto de termos um primeiro – ministro que falta à verdade e é “chefe” de operações, que atentam contra o Estado de Direito; os nossos problemas adensam – se quando nenhum líder partidário se pronuncia com firmeza sobre os inconcebíveis factos agora relatados. Parece existir um manto de corrupção que salpica muito mais pessoas, muito mais políticos e provavelmente de vários partidos. Que fazer? Que fazer quando o Supremo Tribunal de Justiça ignora a realidade, quando a Procuradoria-Geral da República encolhe os ombros e quando a Assembleia da República se demite e não convoca com carácter de urgência José Sócrates, para que este se explique? Que fazer? Apelar ao levantamento nacional ou esperar que o Presidente da República demita o governo? É mais do que óbvio que Sócrates não tem condições para continuar como primeiro – ministro. Perdeu autoridade, perdeu a pouca confiança que lhe restava e perdeu acima de tudo o respeito que era devido ao cargo que exerce. O Presidente da República não pode hesitar permitindo a manutenção em funções de um primeiro – ministro, que todos os dias nos desmobiliza e todos os dias nos corrói a esperança. É preciso salvar Portugal; é pois preciso demitir o governo.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
DESPESISTAS E IRRESPONSÁVEIS
DESPESISTAS E IRRESPONSÁVEIS
São assim os nossos (tristes) governantes.
Por acção ou omissão deixaram chegar a economia do país ao estado actual.
Não contentes em esbanjar o dinheiro dos contribuintes em obras que quase só vão servir para encher os bolsos de alguns e ser no futuro um sorvedouro de verbas públicas (estradas desertas, aeroportos sem clientes, tgv's sem passageiros, etc, etc, etc) ainda se dão ao luxo, depois de conseguirem garantir que um (mau? péssimo?) orçamento seja aprovado, de fazer chantagem ameaçando com a demissão do governo.
Os resultados estão à vista e os portugueses vão senti-los na pele muito em breve, quando começarem a ver o custo do crédito a trepar e ficarem ainda mais estrangulados financeiramente do que já estão. Isto para além de o serviço da dívida do país crescer, dificultando também qualquer recuperação.
É este triste governo, que se consegue enganar nas contas do défice num ponto percentual apenas de um mês para o outro, que promete que a partir de 2011 é que vai haver rigor e que vai atingir 3% de défice em 2013. É este governo, sem qualquer credibilidade, dados os sucessivos falhanços das suas políticas e das suas previsões que se dá ao luxo de criticar entidades externas que avisam que assim é impossível continuar.
Com a actuação irresponsável (sancionada eleitoralmente por uma fatia significativa de eleitores) de uns senhores capitaneados por José Sócrates, Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio , Portugal atingiu hoje a deplorável posição de 14º no ranking dos países com maior risco de dívida, no mundo!
E se não bastasse toda a incompetência e irresponsabilidade que têm deixado como marca idelével da sua actuação, ainda têm a suprema lata de se fazerem de vítimas de tudo e de todos e de acusar os outros - oposição (que não é muito melhor, a bem dizer), agências de rating, comissário europeu, mercados e investidores, de perseguição!
Face a tudo isto, só há duas hipóteses:
1) Fugir do país para bem longe de onde estão estas aventesmas. Mas só alguns podem e/ou têm coragem de o fazer.
2) A REVOLTA.
Eu, opto claramente pela segunda hipótese.
Recuso terminantemente que por culpa destes senhores e dos que nos têm governado nos ultimos anos, a Soberania de Portugal esteja mais uma vez colocada em causa.
Recuso o fatalismo de ter um governo incapaz de atacar de frente os problemas estruturais da economia portuguesa.
Recuso que num período extremamente difícil para Portugal, se assista de manhã à noite a uma gincana política entre governo e oposição, como se o momento não fosse gravíssimo.
Recuso abdicar do meu direito e dever de cidadania, de apontar o que está mal e propor soluções.
Recuso um país onde a corrupção e o compadrio começam a ser a norma.
Recuso tudo isto. E não me calo.
PROVINCIANISMO
Circunstâncias de natureza profissional fizeram com que tivesse que passar algumas horas da tarde do último domingo no terminal 5 do aeroporto de Londres (Heathrow). E o que se faz para passar toda aquela eternidade de tempo? Lê-se um livro, um jornal ou uma revista (que não tinha, nem me apetecia comprar). Olha-se para a mole humana que se move de um lado para o outro e adivinham-se as vidas que estão por detrás da exuberância de uns, da tristeza de outros, da apatia ou da agradabilidade de aqueloutras. Pensa-se na vida, sonha-se, fuma-se um cigarro no exterior da instalação, sob um apetecível frio seco quase negativo. Prepara-se mentalmente o encontro do dia seguinte, em Sunderland, nas proximidades de Newcastle.
Ou, então, damos por nós a visionar aquilo que os dois gigantescos plasmas projectam, no caso um filme promocional da marca que começou por ser um conglomerado de várias indústrias e hoje é a companhia líder mundial das comunicações móveis.
Depois de ver e rever o filme, com uma atenção displicente, vezes sem conta, porque emitido em sessões contínuas, comecei a achar que as ruas e vielas, as lojas e os cafés, os rostos das pessoas, todo o ambiente enfim, me era demasiado familiar. E dei comigo a cogitar, Lisboa, não é possível! No meu provincianismo custava-me a acreditar que a capital portuguesa fosse o pano de fundo para a promoção de uma marca de telemóveis mundialmente reconhecida, no aeroporto de Londres...
Os pensamentos contraditórios atacaram-me então: se calhar é mesmo Lisboa, não, não pode ser, era lá possível...
Foi, pois, preciso, mais tarde, que uma bonita espanhola andaluza a viver na capital inglesa o confirmasse, para que eu finalmente considerasse verídico, o que me parecia ser completamente inverosímil. E aí surgiu a revolta comigo mesmo. Por não ter acreditado no que era óbvio e por ter sucumbido à tendência lusa para menosprezar o que é seu.
Como não podia deixar de ser, afinal era mesmo Lisboa, a nossa magnífica capital, com toda a sua magia, os seus encantos e recantos.
Ou, então, damos por nós a visionar aquilo que os dois gigantescos plasmas projectam, no caso um filme promocional da marca que começou por ser um conglomerado de várias indústrias e hoje é a companhia líder mundial das comunicações móveis.
Depois de ver e rever o filme, com uma atenção displicente, vezes sem conta, porque emitido em sessões contínuas, comecei a achar que as ruas e vielas, as lojas e os cafés, os rostos das pessoas, todo o ambiente enfim, me era demasiado familiar. E dei comigo a cogitar, Lisboa, não é possível! No meu provincianismo custava-me a acreditar que a capital portuguesa fosse o pano de fundo para a promoção de uma marca de telemóveis mundialmente reconhecida, no aeroporto de Londres...
Os pensamentos contraditórios atacaram-me então: se calhar é mesmo Lisboa, não, não pode ser, era lá possível...
Foi, pois, preciso, mais tarde, que uma bonita espanhola andaluza a viver na capital inglesa o confirmasse, para que eu finalmente considerasse verídico, o que me parecia ser completamente inverosímil. E aí surgiu a revolta comigo mesmo. Por não ter acreditado no que era óbvio e por ter sucumbido à tendência lusa para menosprezar o que é seu.
Como não podia deixar de ser, afinal era mesmo Lisboa, a nossa magnífica capital, com toda a sua magia, os seus encantos e recantos.
NINGUÉM SE REVOLTA?
Rui Ramos, historiador, contava há dias, na Antena 2, que o slogan dos Republicanos, em 1910, era "Um País para os portugueses, um Estado para os Republicanos".
Claro que os Republicanos não eram todos os que se opunham à Monarquia mas apenas os membros do Partido Republicano Português (PRP), motor do golpe e por isso legitimado.
O slogan foi elevado à categoria de lei e, por exemplo, nos corpos administrativos (como então se denominavam as autarquias), com órgãos democraticamente eleitos, depressa foi instituída a seguinte regra: naqueles municípios que eram geridos por membros do PRP, os órgãos mantinham-se em funções, enquanto que naqueles onde o PRP não tinha ganho as eleições, os órgãos eram distituídos e substiituídos por comissões administrativas compostas por membros do PRP.
Assim se cumpriu o slogan.
Claro que à conta deste e de outros ainda maiores e despudorados assaltos ao aparelho do Estado por parte do PRP de Afonso Costa, depressa se revoltaram todos os que não liam pela mesma cartilha: socialistas, anarco-sindicalistas, católicos, monárquicos, etc.
O paralelismo com o momento presente não é total: hoje o assalto ao aparelho do Estado é perpretado pelo PS e pelo PSD, com variações que decorrem de quem está momentânemaente no Governo mas, sobretudo, inexiste qualquer capacidade de revolta, apesar de muitos não lerem pela mesma cartilha do PS e do PSD.
É esta a grande diferença - já ninguém se revolta!
Por isso nasceu A REVOLTA.
Claro que os Republicanos não eram todos os que se opunham à Monarquia mas apenas os membros do Partido Republicano Português (PRP), motor do golpe e por isso legitimado.
O slogan foi elevado à categoria de lei e, por exemplo, nos corpos administrativos (como então se denominavam as autarquias), com órgãos democraticamente eleitos, depressa foi instituída a seguinte regra: naqueles municípios que eram geridos por membros do PRP, os órgãos mantinham-se em funções, enquanto que naqueles onde o PRP não tinha ganho as eleições, os órgãos eram distituídos e substiituídos por comissões administrativas compostas por membros do PRP.
Assim se cumpriu o slogan.
Claro que à conta deste e de outros ainda maiores e despudorados assaltos ao aparelho do Estado por parte do PRP de Afonso Costa, depressa se revoltaram todos os que não liam pela mesma cartilha: socialistas, anarco-sindicalistas, católicos, monárquicos, etc.
O paralelismo com o momento presente não é total: hoje o assalto ao aparelho do Estado é perpretado pelo PS e pelo PSD, com variações que decorrem de quem está momentânemaente no Governo mas, sobretudo, inexiste qualquer capacidade de revolta, apesar de muitos não lerem pela mesma cartilha do PS e do PSD.
É esta a grande diferença - já ninguém se revolta!
Por isso nasceu A REVOLTA.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
REVISÃO DA LEI DE FINANÇAS REGIONAIS É MAU SINAL PARA OS MERCADOS EXTERNOS
declarou hoje Basílio Horta.
E as verbas esbanjadas em "investimentos" megalómanos como TGV's e novos aeroportos (por exemplo Beja e Lisboa) não são?
E as verbas esbanjadas em "investimentos" megalómanos como TGV's e novos aeroportos (por exemplo Beja e Lisboa) não são?
REVOLTA
Revolta pode ser uma simples palavra desprovida de conteúdo; pode significar desabafo, estado de espírito momentâneo, bravata fútil ou até covardia disfarçada de coragem palavrosa e ineficaz. Os seus promotores manifestam – se habitualmente nas mesas de café, em tertúlias privadas, no conforto das suas casas ou numa segura roda de amigos. E até em blogues. Quem os ouve, e às vezes lê, julga estar diante pessoas dispostas a sacrifícios, prontas para enfrentar aquilo que arduamente condenam. Pura ilusão! Ao primeiro sinal de risco recuam, desaparecem, nunca existiram, nunca lá estiveram…Este tipo de revoltosos é fraco, inconsistente, volátil, facilmente influenciável e pouco deles se pode esperar. Não é a este género de indivíduos que se devem as revoltas, as revoluções, as rupturas, as mudanças de regime. A História não os regista, a memória não os lembrará e os vindouros não os evocarão.
Um blogue mesmo chamado “A Revolta”, pode seguir o primeiro ou o segundo dos caminhos. Não há meio termo e o espaço dos meios termos está preenchido. A diferença não passa por estar não estando, por fazer não fazendo, por dizer não dizendo. A opção é clara: ou intervimos ou nos calamos; ou agimos ou nos exilamos. Ambas as soluções são válidas e ambas merecem respeito. Mas não são conciliáveis. Salvo se quisermos entrar para o já vasto grupo dos revoltados. Esta revolta é Revolta!
Manuel Monteiro
Um blogue mesmo chamado “A Revolta”, pode seguir o primeiro ou o segundo dos caminhos. Não há meio termo e o espaço dos meios termos está preenchido. A diferença não passa por estar não estando, por fazer não fazendo, por dizer não dizendo. A opção é clara: ou intervimos ou nos calamos; ou agimos ou nos exilamos. Ambas as soluções são válidas e ambas merecem respeito. Mas não são conciliáveis. Salvo se quisermos entrar para o já vasto grupo dos revoltados. Esta revolta é Revolta!
Manuel Monteiro
A IGREJA DA CLIMATOLOGIA
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
No Barco do Capitão Gancho
Criado por Afonso Henriques, afunilado por Afonso Costa, passado a ferro por Vasco Gonçalves e redesenhado por Walt Disney Portugal é, hoje, Neverland, a Terra do Nunca.
O Capitão Gancho, o seu lugar-tenente Barrica e outros corsários menores, mas não menos ávidos, rasteiram-se no Parlamento, abordam-se em Belém, insultam-se nos jornais, increpam-se nas televisões. Mas há dezenas de anos, por detrás deste cenário tumultuoso e irascível, no silêncio possível dividem entre si, à luz da candeia, o cada vez mais magro espólio dos sucessivos saques.
Debruçada na amurada, caneca de rhum a balançar na mão, a tripulação canta, em coro, “oh Abreu, dá cá o meu…”.
Só que, entretanto, a barrica de rhum está a chegar ao fim, exaurida por uma tripulação que dormita no convés. Restará em breve, para matar a sede, a água do mar.
E Peter Pan? Virá também ele numa manhã de nevoeiro? O nevoeiro de ouro da fada Sininho?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A MORDAÇA
Sócrates não tem emenda!
Já era sabido que o primeiro ministro convive muito mal com a crítica. Mas após episódios anteriores de intervenção na comunicação social, com péssimos resultados, pensava que tinha aprendido a lição, mas afinal não...
Desta vez a vítima é Mário Crespo:
Com a devida vénia ao SOL:
Mário Crespo abandona colaboração com JN
Por Liliana Garcia
O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução». O jornalista contou ao SOL que vai deixar de colaborar com o diário.
O texto de Mário Crespo que não foi publicado
A República faliu. E nós precisávamos de um governo com gente séria, competente e com sentido de Estado.
Ao Jorge Ferreira, a quem devo a primeira visita a um blogue e com quem aprendi que só perde quem desiste.
A República faliu. E nós precisávamos de um governo com gente séria, competente e com sentido de Estado.
1. Primeiro – Ministro – Pedro Ferraz da Costa, Economista e Empresário
2. Negócios Estrangeiros – Ernâni Lopes, Prof. Universitário
3. Defesa – Jaime Nogueira Pinto, Professor Universitário
4. Educação e Cultura – António Barreto, Professor Universitário
5. Justiça – Paulo Otero, Prof. Catedrático da Fac. de Direito de Lisboa
6. Administração Interna – Manuel da Costa Andrade, Prof. Catedrático da Fac. de Direito de Coimbra
7. Actividades Económicas – Henrique Neto, Empresário
8. Finanças – João Salgueiro, Economista
9. Saúde – Manuel Pedro Magalhães, Cirurgião, Pres. Comissão Executiva do Hospital da Cruz Vermelha
10. Obras Públicas – Fernando Santo, actual Bastonário da Ordem dos Engenheiros
A República faliu. E nós precisávamos de um governo com gente séria, competente e com sentido de Estado.
1. Primeiro – Ministro – Pedro Ferraz da Costa, Economista e Empresário
2. Negócios Estrangeiros – Ernâni Lopes, Prof. Universitário
3. Defesa – Jaime Nogueira Pinto, Professor Universitário
4. Educação e Cultura – António Barreto, Professor Universitário
5. Justiça – Paulo Otero, Prof. Catedrático da Fac. de Direito de Lisboa
6. Administração Interna – Manuel da Costa Andrade, Prof. Catedrático da Fac. de Direito de Coimbra
7. Actividades Económicas – Henrique Neto, Empresário
8. Finanças – João Salgueiro, Economista
9. Saúde – Manuel Pedro Magalhães, Cirurgião, Pres. Comissão Executiva do Hospital da Cruz Vermelha
10. Obras Públicas – Fernando Santo, actual Bastonário da Ordem dos Engenheiros
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