sábado, 30 de outubro de 2010
A UE da Srª Merkel
A amargura dum europeísta: tal qual a conhecemos e sonhámos, esta UE entrou na fase da descredibilização e do directório
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Quando o eixo franco-alemão impulsionava a UE
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Contradições?
Registo 4 pérolas:
1. A de Mário Soares que diz que o documento é muito mau, muito mau mesmo, mas que tem que ser aprovado!
2. A do Secretário Geral da UGT que, secundando o teor da primeira pérola, apela a uma greve geral contra este orçamento, para o próximo dia 24 de Novembro, mas que ontem veio dizer que ele tem que ser aprovado!
3. A de António Pires de Lima, proeminente dirigente do CDS (partido que já anunciou o voto contra), que afirmou que a ruptura das negociações entre PS e PSD é puro delírio!
4. A do Ministro Pereira que hoje garantiu que após a ruptura das negociações, os pontos de vista do PS e do PSD sobre o Orçamento estão mais próximos!
Isto só lá vai com uma forte varridela.
RUPTURA NAS NEGOCIAÇÕES DO OE 2011
Estes senhores (só em idade) são aqueles que estão a negociar o nosso futuro para o(s) próximo(s) ano(s) e não se entendem. Mas a culpa talvez seja de quem os escolheu e não deles próprios. E essas pessoas têm nome - José Sócrates e Pedro Passos Coelho.
Só se lhes pede que tenham bom senso. NADA MAIS. Creio, que não é pedir-lhes muito...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Novo membro
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Adelino Amaro da Costa
Fui ontem ao Grémio Literário à cerimónia de lançamento do livro sobre Adelino Amaro da Costa - Histórias de uma vida interrompida, da autoria de sua irmã Maria do Rosário Carneiro e da jornalista Célia Pedroso. Casa cheia com familiares, amigos, antigos colaboradores e simples admiradores, com era o meu caso. Brilhante a apresentação feita por Marcelo Rebelo de Sousa, comovente a efectuada pela irmã e objectiva a produzida pela jornalista. Todos esperávamos, no meio de muita conversa e do recordar de episódios pitorescos da vida colegial de cada um, a excepção…o único que não tinha sido “Menino da Luz”.
Já tarde, como parece que era seu hábito, e como Marcelo magistralmente lembrou, lá apareceu Adelino Amaro da Costa, Ministro da Defesa Nacional, acompanhado do Manuel Pinto Machado, adjunto do seu Gabinete.
Eu tinha já ouvido falar muito da sua inteligência, coragem e alegria de viver, pelo que nos meus 18 anos acabados de perfazer, era uma grande honra poder conhecer pessoalmente um brilhante estratega e um político nato que muito admirava.
Por isso, foi com muito gosto que ontem me associei à homenagem a um homem que, se ainda fosse vivo, não estaria certamente reformado da vida e que nestes tempos de aparente desnorte saberia muito bem apontar um rumo, certamente e ainda bem, não consensual.
domingo, 24 de outubro de 2010
A URSS não acabou?
O nosso PC deve ter delirado mas a nós resta-nos rir.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
OS MESTRES DA ALDRABICE
"licenciado em engenharia civil em Coimbra, MBA em Lisboa"
Columbia University World Leaders Forum
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
GOVERNO CONTINUA A BRINCAR COM A GRAVE SITUAÇÃO ECONÓMICA
O governo deverá decretar feriado no dia 19 de Novembro, excepcionalmente - o primeiro dia da Cimeira da Nato a realizar-se em Lisboa. O feriado limitar-se-á à capital portuguesa.
Esta questão foi um dos pontos da reunião de alto nível realizada ontem no ministério dos negócios estrangeiros, onde estiveram presentes o ministro Luís Amado, Augusto Santos Silva e o ministro da Administração Interna, Rui Pereira o qual apresentou a proposta para o feriado excepcional.
A aprovação está agora pendente da aprovação do gabinete do primeiro-ministro. A decisão deverá ser publicada em Diário da República, sob a forma de decreto de lei, tal como aconteceu em 1996 por ocasião da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), no Centro Cultural de Belém.
Segundo as autoridades ligadas à organização da cimeira, são esperadas cerca de 7000 pessoas, entre as 29 delegações estrangeiras e jornalistas de todo o mundo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A arte de produzir flops
Todas as outras cinco são autênticos flops.
Isto não augura nada de bom se um dia o Presidente do PSD for 1º Ministro.
As Certezas dos sempre "cultos"...
1. A Comissão Europeia
2. A maioria dos analistas europeus
3. Os cérebros pensantes de Portugal:
a) Inúmeros professores universitários
b) Inúmeros economistas
c) Inúmeros comentadores (jornalistas, directores de jornais...)
d) Inúmeros estrategas
e) A quase unanimidade dos políticos
A razão sempre os acompanhou e ai de quem tivesse a ousadia de pensar diferente.
E o que era pensar diferente?
1. Era defender a produção nacional e o fortalecimento da economia real, quando andava tudo delirante com os fundos comunitários e os cursos de formação profissional que não serviram para nada
2. Era defender que a adesão ao euro fosse feita mais tarde ou com uma paridade diferente
3. Era impedir a concorrência desleal com quem não cumpre regras e mais contribuiu para a destruição da nossa indústria
E o que responderam, SEMPRE, os iluminados?
Que quem não concordava com a sua visão era retrógrado, nacionalista, anti-europeu, uma espécie de ser das cavernas.
Acontece que a sua sabedoria está à vista e o seu caminho nos conduziu ao abismo.
Devemos pois perguntar: se não acertaram, se falharam em todos as previsões, que razão há para que agora tenhamos de acreditar em vós?
Nenhuma! Mesmo que a imensa maioria de ontem seja a imensa maioria de hoje que nos impõe um mesmo pensamento, uma mesma via, um mesmo comportamento.
Os iluminados falharam. São culpados da situação em que estamos e não podem, para querer manter apenas a sua posição, obrigar-nos a continuar no mesmo rumo.
Seria assim bom pensar que quem tão arduamente pede a viabilização do OE, tal como foi apresentado pelo governo, já falhou mais de uma vez e não tem nenhuma credibilidade para nos exigir o que quer que seja.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pergunta inocente
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural? 12,3 milhões de euros por ano? Que palhaçada é esta?
Este é , ao que dizem, o resumo do estudo encomendado pelo PSD ao Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá).
Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.
Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa – que parece ser mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos.
Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.
Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:
ORGANISMOS | DESPESA (em milhões de €) |
| Cinemateca Portuguesa | 3,9 |
| Instituto Português de Acreditação | 4,0 |
| Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos | 6,4 |
| Administração da Região Hidrográfica do Alentejo | 7,2 |
| Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias | 7,4 |
| Instituto Português de Qualidade | 7,7 |
| Administração da Região Hidrográfica do Norte | 8,6 |
| Administração da Região Hidrográfica do Centro | 9,4 |
| Instituto Hidrográfico | 10,1 |
| Instituto do Vinho do Douro | 10,3 |
| Instituto da Vinha e do Vinho | 11,5 |
| Instituto Nacional da Administração | 11,5 |
| Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural | 12,3 |
| Instituto da Construção e do Imobiliário | 12,4 |
| Instituto da Propriedade Industrial | 14,0 |
| Instituto de Cinema e Audiovisual | 16,0 |
| Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional | 18,4 |
| Administração da Região Hidrográfica do Algarve | 18,9 |
| Fundo para as Relações Internacionais | 21,0 |
| Instituto de Gestão do Património Arquitectónico | 21,9 |
| Instituto dos Museus | 22,7 |
| Administração da Região Hidrográfica do Tejo | 23,4 |
| Instituto de Medicina Legal | 27,5 |
| Instituto de Conservação da Natureza | 28,2 |
| Laboratório Nacional de Energia e Geologia | 28,4 |
| Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu | 28,6 |
| Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público | 32,2 |
| Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos | 32,2 |
| Instituto de Informática | 33,1 |
| Instituto Nacional de Aviação Civil | 44,4 |
| Instituto Camões | 45,7 |
| Agência para a Modernização Administrativa | 49,4 |
| Instituto Nacional de Recursos Biológicos | 50,7 |
| Instituto Portuário e de Transportes Marítimos | 65,5 |
| Instituto de Desporto de Portugal | 79,6 |
| Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres | 89,7 |
| Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana | 328,5 |
| Instituto do Turismo de Portugal | 340,6 |
| Inst. Apoio Pás e Médias Empresas e à Inovação | 589,6 |
| Instituto de Gestão Financeira | 804,9 |
| Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas | 920,6 |
| Instituto de Emprego e Formação Profissional | 1.119,9 |
| | 5.018,4 |
- Se se reduzissem em 20% as despesas com este – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e, evitava-se a subida do IVA.
- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas a poupança seria da ordem dos 4000 milhões de €, e, não seriam necessários cortes nos salários.
- Se para além disso mais em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.
Falta de memória no jornalismo
É JUSTO!
É necessário pagar os pronográficos ordenados do Dr António Mexia e da Drª Ana Maria Fernandes.
E também os astronómicos prémios que ambos recebem!
É preciso pagar a cátedra do Dr. Antonio Pinho numa Universidade norte-americana.
É necessário cobrir os sobre-custos que um país de pelintras tem por se armar em querer ser líder nas energias renováveis!
Por isso é da mais elementar justiça que o povo tenha um aumento substancial do preço da electricidade!
domingo, 17 de outubro de 2010
Comemoramos a ditadura?
Comemoramos este ano 100 anos de república. Sim, república com letra pequena, porque República existe apenas desde 1976.
Foram anos de ditadura, em que os eleitores diminuíram 50%, de perseguição da igreja, de forte conturbação social, de saque aos bens da Igreja, de roubo dos bens do Estado, de...
O que é profundamente lamentável é que subsistem ainda alguns tiques da I república. O que acontece hoje com a igreja de Campolide é vergonhoso. O Estado confiscou o imóvel; o Estado deixou-o apodrecer; o Estado recusa-se a fazer obras; o Estado pôs o imóvel à venda...
DESPESAS
Quanto pesa na redução da despesa prevista, a componente salarial?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Insónias orçamentais
terça-feira, 12 de outubro de 2010
APARELHOS
Mas podiam falar também do aparelho do Estado, ocupado por pessoas também ilustres, que dizem sempre mal dos partidos e que dependem do Estado. São avençados da Administração Pública, local, regional e nacional; São pessoas cuja passagem por alguns lugares políticos lhes permitiu, e ainda permite, resolver problemas de clientes (quanto não valem certos telefonemas...?)
E, curiosamente ou talvez não, são esses que mais falam do interesse nacional e não querem o próximo OE chumbado.
Interesse nacional?.....
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Curiosa Coincidência
O ex-lider do CDS tinha avançado com a possibilidade de se candidatar à Presidência da República, designadamente, porque Cavaco tinha promulgado a lei que alterou o instituto jurídico do casamento.
Cavaco, por outro lado, tinha fundamentado a promulgação, por já na altura, considerar não ser o momento para cavar mais divisões na sociedade portuguesa, partindo ele do princípio, portanto, que manter o que estava, há muitos anos, arreigado na comunidade nacional era criar divisões...E evidentemente, a contrario, alterar radicalmente o que foi modificado era contribuir para a coesão nacional!
Curiosa coincidência esta de o motivo da não candidatura de Ribeiro e Castro ser precisamente o mesmo que alegadamente levou o Presidente da República a não vetar a referida lei, por sua vez a razão principal pela qual o ex-líder do CDS se prontificou a apresentar a sua candidatura.
Confuso?
Nada!
Aliás, até me admiro que nestes tempos em que boa parte da elite bem pensante invoca os superiores interesses nacionais como razão para que as opções políticas alternativas sejam eliminadas, nomeadamente, na novela montada acerca do Orçamento de Estado, não haja ninguém que propugne que o melhor mesmo é não haver eleições presidenciais e entronizar já Cavaco por mais 5 anos.
domingo, 10 de outubro de 2010
Contradições ou Coincidências...
E que razão os impede? O facto de já terem sido anunciadas as linhas orientadoras? Mas de que valem essas linhas orientadoras, se ainda ontem uma delas foi abandonada? Ou já ninguém se recorda do Senhor Ministro das Finanças ter anunciado que não haveria lugar à acumulação de reformas do Estado com vencimentos do próprio Estado? E quando afinal essa "medida" desaparece podemos acreditar que as demais se manterão?
Onde está afinal o rigor de quem analisa e comenta?
sábado, 9 de outubro de 2010
Chantagem 3
1. Ao colocarem do lado do PSD toda a responsabilidade pela viabilização do OE, os comentadores do costume estão a dizer aos portugueses que só existem dois partidos na AR, pelo que os demais são dispensáveis e o voto que lhes foi dado é simplesmente inútil.
Não surpreende a atitude, mas já causa estranheza que ao centro o CDS e à esquerda o BE e o PCP assobiam para o ar como se nada do que se passa lhes dissesse respeito.
A táctica com que se têm comportado é reveladora da assumpção da sua pequenez e da sua indisfarçável situação de marginais face aos grandes problemas do País.
2.O que está em causa não é a viabilização de um OE é a manutenção e a sobrevivência de uma classe política e do seu grupo de apaniguados. Viabilizar o OE é permitir que continuem a servir-se do que resta do erário público; dizer não ao OE é salvar Portugal do pior que nos sucedeu.
Não há duas opções e quem empurra, ou tenta empurrar, Passos Coelho em sentido contrário não pensa na Nação!
João Ferreira do Amaral
É Prof. do Instituto Superior de Economia e foi assessor do Presidente da República Jorge Sampaio.
Discreto, sem querer chamar a atenção sobre si próprio, publicou livros na década de 90, alertando, explicando, avisando, sobre o que poderia acontecer à economia e às finanças portuguesas, quando aceitamos o euro com uma paridade demasiado elevada.
Ninguém (ou quase ninguém) o ouviu e quis ouvir.
Hoje tudo ou quase tudo do que ele previu está aí. É raro aparecer nas TVs e mesmo quando aparece tem a postura dos grandes senhores, sem pedir responsabilidades a quem desdenhou os seus conselhos e ensinamentos.
Leiam-no e perceberão que em Portugal nem todos são iguais.