quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os PORTOS do FUTURO

Portugal é um país de curta memória e nada do que hoje se diz é confrontado com o que ontem se proferiu e fez. Lamento. E lamento não por qualquer revivalismo, mas apenas pelo tempo perdido.

Houve uma época em que os dirigentes viraram as costas ao Mar e de frente para a terra, leia-se União Europeia, juraram que as estratégias marítimas não transportavam progresso. O que contava era a rodovia, as obras públicas, a construção desenfreada. Abateram-se barcos de pesca, destruiu-se a marinha mercante e de forma ligeira desprezaram-se os portos nacionais.

Foi a mesma época em que defender os produtos nacionais era tabu, sinal de anti-europeísmo, tique de nacionalismo retrogrado.

Tenho pena de tanto tempo perdido e mais pena tenho de não ver humildade nalguns altos dirigentes que agora proclamam o contrário. Desejava apenas que fizessem uma simples afirmação: afinal também me engano e por isso peço desculpa aos Portugueses.

Mas que importa isso se quase ninguém tem coragem para ter memória!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sinal dos tempos 2

O Manuel Monteiro dá um bom exemplo no post anterior do que são os sinais dos tempos que vivemos, designadamente, no plano político.

Por diplomacia, certamente, não quis lembrar que o CDS foi o único partido que em 1976 votou contra esta Constituição. Sim, porque apesar de mais de meia dúzia de revisões, a Lei Fundamental continua, no essencial, a ser a mesma...

A despropósito, invoco outros exemplos, completamente distintos e bem mais prosaicos, mas bem reveladores, de que se há coisas que não mudam (mal), há outras que mudam (bem).

Esta 2.ª feira tomei o pequeno almoço numa das mais conhecidas pastelarias do Chiado e experimentei pedir que o galão fosse composto de leite magro, o que achei perfeitamente normal, dado que em qualquer grande superfície o leite à venda pode ser magro, meio-gordo ou gordo. E com os apelos sucessivos à alimentação racional e equilibrada, julguei estar a fazer um pedido completamente moderno...

A empregada manifestou uma total surpresa com o meu pedido, como quem diz, luxos desses nem pensar, o senhor julga que está onde? Em Paris? Nalgum resort nas Caraíbas?

Conformado - que remédio - saí a pensar noutro tipo de situações idênticas, por vezes de sinal contrário, como, por exemplo, quando pedimos numa cervejaria se têm tremoços e nos olham com um ar de desprezo, como quem diz, o senhor julga que está nalguma taberna? Como teve o dislate de pedir essa insignificância? Isto aqui é uma casa fina...

Ou quando pedimos gelo e nunca há, mesmo nos restaurantes ou bares supostamente "raffinés" da moda. Como se a água no estado sólido fosse um bem com custo semelhante ao caviar ou às trufas.

Mas, felizmente, outras coisas, deste tipo, mudaram para melhor. Lembro-me bem do "terror" que era ir ao barbeiro e não conseguir que este, após o seu trabalho, nos lavasse a cabeça, de forma a expulsar os restos de cabelo que pululavam. Hoje, praticamente não é preciso pedi-lo, mesmo numa barbearia mediana. Esse outrora luxo, deixou de o ser, e ainda bem.

É verdade que - infelizmente cada vez menos - algumas outras coisa não mudam (bem)... mas outras mudam (muito mal)...

Sinal dos tempos

Vi ontem o Prós e Contra da RTP e, sinal dos tempos, surpreendeu-me que as críticas mais contundentes à carga ideológica da actual Constituição tivessem apenas eco firme e determinado nas palavras do líder parlamentar do PSD.

Há coisas que dificilmente se entendem...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Marcelo tem toda a razão

Como é normal, não estou sempre de acordo com a opinião que muita vezes subjaz às análises de Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário dominical na TVI, ainda que, sempre que posso, não perca o seu atractivo programa.

Contudo, não posso estar mais de acordo com a apreciação que ontem à noite fez sobre a proposta do ainda presidente da FPF sobre a "contratação" de Mourinho para seleccionador nacional de futebol, em "part, part-time".

Contratar Mourinho para, à distância de 600 km, supervisionar a selecção nacional, é uma tirada tão demagógica e tão estapafúrdia que só mostra, de facto, o "non-sense" em que está transformada a vida pública portuguesa.

E o que é preocupante é que aparentemente a maioria dos portugueses se louvou na proposta do presidente da FPF.

O que eu pergunto, para além do que Marcelo disse, é do que espera Madail para dar lugar a outro?

E do que espera o Fernando para avançar?

domingo, 19 de setembro de 2010

ALDRABÕES DO PARTIDO SOCIALISTA FAZEM (MAIS UMA VEZ) AQUILO DE QUE ACUSAM OUTROS!

Armados da habitual lata e depois de acusarem o PSD de querer acabar com a gratuitidade tendencial da Saúde que está na Constituição, é o Governo do Partido Socialista que toma medidas nesse sentido!

Há muitos casos em que os utentes vão passar a pagar mais pelos fármacos. Isto porque o Governo baixou as comparticipações de diversos medicamentos e mexeu nos escalões. Há três grupos de medicamentos em que a comparticipação do Estado vai ser significativamente reduzida, o que significa que o preço pago pelo utente aumenta, não obstante a alargada oferta de genéricos.

No que respeita às comparticipações, há ainda outras mudanças que penalizam os utentes. O escalão mais alto (A), que era comparticipado a 95%, passa a 90%. Quanto ao regime especial (pensionistas que auferem rendimentos anuais inferiores a 14 salários mínimos e que beneficiam do complemento solidário para idosos), passa de 100% para 95%.

Ana Jorge disse ainda que vai haver um corte no número de meios complementares de diagnóstico pedidos pelos cidadãos e comparticipados pelo Estado.

sábado, 18 de setembro de 2010

Luis Gonçalves da Silva

Luis Gonçalves da Silva demitiu-se da ERC. Segundo o Expresso fê-lo apresentando razões objectivas, demonstrando ainda não concordar com a forma tendenciosa como aquela Entidade vem funcionando.

Numa época em que os valores são anulados pelos actos e os comportamentos se desviam dos princípios é de sublinhar a atitude e de louvá-la. Vem afinal provar-nos que há ainda quem não ceda, que existem pessoas para quem não vale tudo. E vem lembrar-nos que a dignidade das Instituições depende da dignidade de quem as serve.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Que tal entregar o Governo a Bruxelas?

Pode ser uma heresia. Sobretudo para quem nunca alinhou pelas teses federalistas. Mas a verdade é que a nossa única esperança de o próximo Orçamento de Estado pôr fim aos vários despesismos que têm afundado este País (o despesismo "social", o despesismo com as empresas públicas criadas para satisfazer a clientela, o despesismo com os funcionários públicos improdutivos, etc.)poderá residir no "visto prévio" de Bruxelas. Não que Bruxelas governe melhor mas como será Bruxelas a pagar os desmandos, usarão da cautela suficiente para não agravar a conta. Por mim, até entregava o Governo de Portugal a uma equipa de eurocratas, contratados para o efeito. Pior não devem fazer. Aliás, se o FMI entrar por aí dentro, a diferença não será muita.

PELA DEFESA INTRANSIGENTE DA CONSTITUIÇÃO!

É uma vergonha que não podemos aceitar!

500.000 Despedimentos na Função Pública?  Nunca, os direitos dados pela Constituição são muito claros:

ARTICULO 14. En la República de Cuba rige el sistema de economía basado en la propiedad socialista de todo el pueblo sobre los medios fundamentales de producción y en la supresión de la explotación del hombre por el hombre. También rige el principio de distribución socialista "de cada cual según su capacidad, a cada cual según su trabajo". La ley establece las regulaciones que garantizan el efectivo cumplimiento de este principio.

ARTICULO 45. El trabajo en la sociedad socialista es un derecho, un deber y un motivo de honor para cada ciudadano. El trabajo es remunerado conforme a su calidad y cantidad; al proporcionarlo se atienden las exigencias de la economía y la sociedad, la elección del trabajador y su aptitud y calificación; lo garantiza el sistema económico socialista, que propicia el desarrollo económico y social, sin crisis, y que con ello ha eliminado el desempleo y borrado para siempre el paro estacional llamado "tiempo muerto"

GAME OVER

Parece que a falta de medidas para baixar a despesa do estado terá os seus dias contados. Essa ausência de medidas para conter a despesa por parte do governo (não é incompetência, é vontade de manter tudo como está) não vai ser tolerada por muito mais tempo por quem nos tutela! E seja a curto prazo (por entrada do FMI) ou seja a curtíssimo prazo (se o governo tomar medidas nesse sentido, no que não acredito), as coisas vão mudar. Já era tempo!

Governo pressionado para adoptar mais medidas de austeridade

O Governo está a ser pressionado para adoptar mais medidas de austeridade em virtude do aumento da dívida pública, que cresceu 14 mil milhões de euros entre Janeiro e Agosto de 2010.

O Governo está a ser cada vez mais pressionado a adoptar novas medidas de austeridade para reduzir e cumprir o défice de 2010, noticia a imprensa económica portuguesa desta quinta-feira.

 A dívida total do Estado registada no Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público tinha crescido 14 mil milhões de euros entre o início de 2010 e Agosto deste ano.

 Este aumento foi 28 por cento superior ao registado no mesmo período de 2009 e representa cerca de 80 por cento do endividamento global autorizado pelo Orçamento de Estado.

 De acordo com o presidente do ISEG, o economista João Duque, Portugal está a agravar o seu endividamento a um ritmo de 2,5 milhões de euros por hora.

 O valor pago pelo Estado para ter dinheiro emprestado também está a aumentar, dado que os juros dos bilhetes do Tesouro aumentaram 22 por cento em apenas duas semanas, por causa das dúvidas sobre a execução orçamental.

 Perante este cenário, o Diário Económico dá como certo que o Governo terá de tomar medidas extraordinárias antes do final de 2010 para cumprir as metas do défice público.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O povo tem o que merece

Anda meio País a debater as causas próximas e remotas da rescisão do contrato que ligava a Federação Portuguesa de Futebol a Carlos Queirós mas ninguém põe em causa (seja a opinião pública, seja a opinião publicada) a afronta que representa para a grande maioria dos portugueses (arriscava mesmo dizer para a totalidade dos portugueses) o facto de o ex-seleccionador ser remunerado (e agora indemnizado)por um valor verdadeiramente pornográfico.

A bem dizer, parece que a grande maioria dos portugueses (mesmo aqueles que se encontram desempregados ou em vias de o ficarem, aqueles que têm salários em atraso, os que se debatem com prestações bancárias em dívida e penhoras às costas e ainda aqueles que auferem uma pensão mísera) pouco se incomoda com tamanha injustiça, embora sintam uma pérfida inveja se o sortudo não for artista do circo futebolístico e tiver qualquer outra ocupação.

Com um povo destes não há país que resista!!! Tem o que merece!!!

A Responsabilidade e o Interesse Nacional

«Creio que o que os portugueses hoje esperam dos partidos políticos e dos principais responsáveis políticos é que se entendam sobre os efetivos problemas do país e que deixem para mais tarde divergências ideológicas que, do nosso ponto de vista, são desajustadas neste momento»

A frase acima é da autoria de Luís Amado no último fim-de-semana e insere-se na linha de outras do tipo abundantemente proferidas por dirigentes partidários.

Por exemplo, recordo-me de há tempos um deputado do CDS ter dito o seguinte: "Nestas questões que são de defesa da soberania e dignidade do Estado e, simultaneamente, se prendem com o combate ao terrorismo, não queremos fazer combate político-partidário".

E de Manuela Ferreira Leite em plena campanha eleitoral para as últimas eleições legislativas ter afirmado - a propósito do interesse e oportunidade em definir um novo regime jurídico para arguidos e acusados, portanto ainda não condenados, nem absolvidos, em processos-crime, que pretendam ser candidatos a cargos políticos, designadamente à Assembleia da República - que não estava disponível para discutir assuntos sérios em período de campanha eleitoral.

Este é o género de declarações que amiúde são proferidas pelos políticos quando querem furtar-se a discutir determinadas matérias.

Não será, pois, seguramente a última vez que um dirigente partidário, qualquer que seja o quadrante em que se insere, assumirá este tipo de discurso, nomeadamente, quando se sustenta igualmente que há matérias que pela sua importância (normalmente é invocado o superior interesse nacional e a dignidade do Estado) não devem ser objecto de debate entre partidos políticos.

Mas, para além do estafado artifício utilizado, importa reflectir sobre a substância deste tipo de afirmações. O que se pretenderá efectivamente com elas? É que o seu verdadeiro alcance conduz-nos à questão de saber para que servem as campanhas eleitorais, as eleições e os partidos.

Significa que os assuntos nobres e sérios não são para serem tratados pelos partidos?

Mas num regime multipartidário, são então para serem abordados por quem?
Será que os que expressam estas opiniões, defendem que as campanhas e a actuação dos partidos fora delas apenas se devem confinar às visitas a feiras e mercados nos quais profusamente se distribuem beijos, abraços, apertos de mão, sacos de plástico, canetas, e sei lá mais o quê?

E que aos partidos apenas devem estar reservadas as questões menores, as que não se prendam com assuntos de Estado e que não encerrem divergências ideológicas?

Se assim é…não deverão depois surpreender-se com a elevada taxa de abstenção com que os eleitores os distinguem, nem manifestar preocupação com o que essa atitude significa.

Para que servem os partidos, senão para expressarem as opiniões sobre a sua visão do país, as linhas orientadoras da legislação que promoverão na Assembleia da República, as medidas que tomarão, obviamente diferentes uns dos outros?

Para que serve um partido político senão para afirmar a sua perspectiva sobre os vários assuntos que dizem respeito à governação do país, nos seus diversos planos, designadamente o Orçamento de Estado?

Como é possível achar que um partido não se deve pronunciar sobre assuntos relevantes, e, ao mesmo tempo, intervir sobre aspectos de importância bem mais reduzida?

Os dirigentes partidários deviam compreender que ao sustentarem que as questões sérias e de Estado não são para serem tratadas pelos partidos políticos estão a passar um atestado de menoridade a eles próprios, só contribuindo assim para aumentar a descredibilização dos partidos políticos, da política e do regime democrático.

E, claro, para aumentar a abstenção...

CLARO QUE CONSEGUEM!


É fácil:

1. Aumentam-se os impostos.
2. Desorçamenta-se (empurrando custos para empresas de capitais públicos).
3. Vendem-se todos os imóveis do Estado (a empresas de capitais públicos), alugando-os logo de seguida.

E QUANDO JÁ NADA DISTO FOR POSSÍVEL?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O silêncio de quem deixa de votar

Ausente da presença na REVOLTA por motivos académicos (felizmente há um João Carvalho Fernandes que diz presente)vou de quando em vez tentando perceber o que se vai passando fora das quatro paredes onde voluntariamente me exilei. E, sobre o que vejo e escuto, duas palavras apenas: sem comentários...

No entanto, e a propósito da inquietação do JCF sobre a última sondagem, chamo modestamente a atenção para um ponto: se hoje tivessemos eleições qual seria a taxa de abstenção? Na última consulta popular foi de 40%, repito 40%.

O que quer isto dizer? Muito. Quer dizer que há um Povo em crescente número em silêncio, afastado, e que simplesmente deixou de contribuir para o espectáculo.

E sobre isso vale a pena pensar.

ALEGREMENTE, A CAMINHO DO ABISMO!

Segundo sondagem agora revelada, se houvesse eleições neste momento, haveria um empate técnico entre PS e PSD.

Esta sondagem revela que os portugueses estão contentes com o que têm e se mantêm perfeitamente indiferentes ao aproximar do abismo. A situação económica degrada-se de dia para dia, sem que sejam tomadas decisões de fundo que permitam travar o despesismo do Estado, mas a maioria mantêm-se alheada a estes factos.

E com alguma sorte, quando, dentro de cada vez menos meses, o FMI impuser medidas altamente restritivas e nos juntarmos à Grécia, os principais responsáveis pelo estado a que o país chegou conseguirão "vender" a ideia de que "os maus" são os que de fora nos impuseram tais medidas e continuarão no poder tentando ainda e sempre defender os seus interesses, como fizeram no passado!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

JÁ TINHAMOS DADO POR ISSO....



Fidel: 'Cuban Model Doesn't Even Work For Us Anymore'

É ASSIM A CREDIBILIZAÇÃO DA JUSTIÇA?

Quase uma semana depois da leitura de uma pseudo-súmula do acordão do caso "Casa Pia", anuncia-se para hoje a entrega do acordão completo.

Isto só vem avolumar as suspeitas levantadas pelo advogado Sá Fernandes de que na semana passado o dito acórdão ainda não estava concluído!  Não teria sido mais razoável ter adiado a leitura do mesmo?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"O GOVERNO POUCO PODE FAZER" - Principalmente se não tiver vontade....

Em relação ao risco da dívida pública, o titular da pasta da Economia admitiu que as opções do Governo não são muitas num cenário de crise que atinge não só a economia portuguesa como também a de várias economias mundiais.

«Isso tem a ver com a nova fase da situação financeira da Europa e das dificuldades de crédito que foram criadas depois da crise financeira e, naturalmente, um reflexo da forma como os mercados vêem a evolução das economias», acrescentou.

Para responder a esta situação, Vieira da Silva admitiu que os «caminhos são relativamente estreitos», havendo a necessidade de o Governo «cumprir o seu papel de assumir e levar a cabo com determinação» a tarefa de impedir a subida da dívida.

ENTÃO PORQUE SERÁ QUE O RISCO DA NOSSA DÍVIDA CRESCE ASSUSTADORAMENTE?

Será por isto?

Enquanto a despesa caiu 14% na Grécia, 2,9% na Irlanda e 2,5% em Espanha, em Portugal subiu 4%. Quando é que se controla o monstro?

MAIS UM BANHA DA COBRA!

Face a estas declarações de Carlos Barbosa, os sócios do ACP deveriam exigir que o desconto que têm em combustíveis de 9 cêntimos uma vez por mês, passe a ser feito todos os dias! Se isso não ocorrer mais uma vez se prova que as declarações deste senhor são pura demagogia, pretendendo apenas alcances políticos...

Se é fácil para ele comparar produtos e serviços diferentes, também lhe será decerto fácil conseguir estender o que publicita para apenas um dia para o mês inteiro...