segunda-feira, 14 de junho de 2010

A Pergunta

Porque o debate sobre as presidenciais entrou na ordem do dia e cada vez mais me convenço da necessidade de a direita ter um candidato próprio nessa eleição, uma pergunta:

Quais os elementos fundamentais da actuação de Cavaco Silva nos últimos 5 anos que o caracterizam como sendo de direita e que devem levar os eleitores que se reclamam desse espaço político a eventualmente nele votar nas próximas eleições presidenciais?

domingo, 13 de junho de 2010

De novo a favor dos municípios e contra as regiões

Ao contrário do que António Manuel Felizes comentou, não existe um enorme vazio entre a Administração Central e a Administração Local.
O que existe é uma má repartição das competências.
Quanto ao argumento de que com a Regionalização se procederia à extinção de Serviços da Administração Central, não pode ser maior a falácia.
Alguém acredita que o Administração Central vai despedir pessoal. Não vai, porque não quer e nem sequer pode.
Nem sequer com recurso aos instrumentos da mobilidade isso será possível, como todos sabemos.
E com que recursos humanos é que as putativas regiões funcionariam?
Com pessoal recrutado de novo, como é óbvio.
Importa recordar, para quem já não se lembra, que em 1999, a maioria regionalista na Assembleia da República recusou-se, apesar de muito desafiada a isso, a apresentar um Projecto de Lei das Finanças Regionais ( não confundir com o diploma que regula o financiamento das regiões autónomas), evitando assim que se ficasse a conhecer quanto nos custaria esse disparate.
Ora, como os recursos financeiros são escassos e a Administração Central não tem forma de reduzir os encargos com a sua estrutura (a única forma é mesmo a técnica do garrote financeiro, isto é, reduzir os impostos), os grandes prejudicados serão os municípios que teriam que repartir com as novas autarquias regionais, as transferências do Orçamento do Estado e as suas receitas próprias.

São tão parecidos os socialistas ibéricos.... (II)

A esbanjar os dinheiros públicos, são iguaizinhos!

Segundo informava esta semana o L'Express, uma das mais emblemáticas medidas tomadas pela presidência espanhola da União Europeia, foi a imposição do catalão, sem que esta seja alguma das 23 línguas oficiasi da União!

Isto, praticamente ao mesmo tempo que se realizava uma sessão do Senado espanhol com tradução simultânea em castelhanho, catalão, euskera, galego e valenciano! E que será norma a partir do Outono, com um custo segundo os seus promotores de 120.000 euros (segundo o PP atingirá o milhão)! E com o país onde a língua oficial é o castelhanho...

Lá, como cá, o povo que aperte o cinto, enquanto a classe política gasta cada vez mais!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A favor do Municipalismo, contra a Regionalização

Sou convictamente municipalista, pelo que só posso ser, com igual convicção, contra a Regionalização.
Sou municipalista porque acredito que a proximidade destas autarquias aos cidadãos é a chave do seu sucesso. Ser autarca é ter a capacidade de conhecer os problemas dos seus eleitores, ter os meios para os resolver e ver a solução. Mais nenhum político tem este previlégio. Como há muitos anos me dizia o então Ministro da Educação, o exercicio do seu cargo é como jogar ténis com 10 bolas - consegue-se bater uma bola, duas bolas, talvez três bolas, mas ficam outras sete por bater. Ser deputado é um mero exercicio, as mais das vezes inconsequente, de macro-politica. Ser autarca municipal é o oposto de tudo isto.Ser autarca municipal é pôr em prática o príncipio, tão reclamado mas tão pouco cumprido, da proximidade entre eleito e eleitor. O autarca municipal é aquele político que está a ser permanentemente escrutinado, sempre que sai à rua, porque todos os seus eleitores o conhecem. Mas para tanto, é necessário manter a dimensão pequena que é sinónimo daquela proximidade.
As Regiões são o oposto de tudo isto.
São mais do mesmo.
São aquilo contra o que nos Revoltamos.
Claro que a necessidade de desenvolver políticas locais, num espaço territorial mais vasto do que o do município, pode ser conseguido com recurso a entidades supramunicipais criadas numa base voluntária e não imposta.
É que importa ter presente que quem conhece melhor os interesses comuns aos vários municípios são os respectivos autarcas e não o legislador parlamentar.
Aliás, uma das razões da justa derrota da Regionalização em 1999, residiu exactamente no facto de uns quantos iluminados, se terem dedicado a criar um novo mapa de Portugal, sem qualquer ligação à realidade. Como voltará a acontecer se esse disparate vier de novo para a agenda política.
O sonho regionalista é como o sonho de Maio de 68 - teve a sua época, mas já está "demodé".

Regionalização

Completamente de acordo com o teor do post abaixo do Manuel Monteiro sobre a regionalização. Mais órgãos, eleitos, funcionários, burocracia, para quê?

Uma outra forma de regionalizar, ou melhor de descentralizar e desconcentrar funções do Estado, poderia passar pela reorganização das autarquias locais, diminuindo drasticamente o número de municípios (308...) e de freguesias (mais de 4 mil...), mas conferindo-lhes mais poderes e aumentando a sua responsabilidade.

Ou será que estou a ver mal?

Partido do Norte

Tenho lido nos últimos tempos que está em formação um "Partido do Norte". Terá, segundo os impulsionadores, como objectivo central a Regionalização.

Há uns anos atrás, quando houve um referendo sobre o tema, participei ao lado de Jaime Nogueira Pinto, Paulo Teixeira Pinto e outros, na fundação do Movimento NAÇÃO UNIDA e bati-me contra a divisão do país em regiões administrativas. Hoje, assumo-o, voltaria a fazer o mesmo.

Não significa isto menor reconhecimento pelo empenho de quem luta pela regionalização, nomeadamente os meus amigos e companheiros de blogue, José Luis Mateus e Xavier Cortêz, mas há uma coisa simples que lhes pergunto: será que os imensos desafios que Portugal enfrenta passam agora por esta discusssão? Dito de outra forma: em que contribui, efectivamente, a regionalização para a melhoria de vida dos portugueses? Ou será, sabendo não ser o caso dos meus amigos, que a única melhoria advirá para os novos "senhores" das "regiões"?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PORTUGAL

" E canta como lá se embarcaria
Em Belém o remédio deste dano,
Sem saber o que em si ao mar traria
O grão Pacheco, Aquiles Lusitano.
O peso sentirão, quando entraria,
O curvo lenho e o férvido Oceano,
Quando mais n`água os troncos, que gemerem,
Contra sua natureza se meterem."


Os Lusíadas, Luis de Camões

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ainda sobre o Sistema

Escreveu o Daniel Santos que o problema quanto ao sistema, não está tanto na presença do Estado, mas na justiça ou, se bem entendi, no seu funcionamento (leia-se no seu mau funcionamento).

Respeito a opinião, porém divirjo. Sempre que o Estado, o poder político porque o Estado somos nós (seremos ainda?), avança tudo se retrai. Não há volta a dar, quanto a isso, a não ser que se mate o mal pela raíz.

Mas falando de justiça e já que todos criticamos o seu funcionamento, como poderia ela mudar? Que fazer?

terça-feira, 8 de junho de 2010

CONHECE O SISTEMA?

Falar do sistema, criticar o sistema e evocar o sistema é um lugar cada vez mais comum. Quando não há argumentos para explicar erros, más opções, indicar responsáveis, fala-se do sistema com uma facilidade digna de realce. Mas afinal o que é o sistema? E o que é o sistema num país pequeno, onde todos somos primos e conhecidos, onde quase todos pedimos um favor a alguém e onde muitos profissionais são procurados e contratados não pela sua inteligência ou competência, mas pelo seu nível de contactos e de relacionamentos?

O sistema pode estar sentado ao nosso lado, tem carne e osso, tem nome e é perfeitamente identificável. Numa sociedade onde o Estado está por todo o lado, o sistema não é pessoa incógnita e mudá-lo significa mexer na vida de muitos.

Já todos o sabem, mas poucos o querem reconhecer.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Direita Presidencial

Porque razão aparecem algumas vozes - que se auto intitulam como pertencendo ao espaço da direita e com peso no espaço mediático nacional - a estimar como indesejável e impossível uma candidatura presidencial que se apresente sem subterfúgios como sendo de direita?

Cavaco Silva, ele próprio já o disse, não se insere nessa corrente politico-ideológica (lembram-se da alusão a Bernstein?...) e além do mais ainda não confirmou que seja sua intenção apresentar-se nas próximas eleições.

Porquê então esta lufa lufa contra uma eventual candidatura de alguém que queira protagonizar ideias distintas das apresentadas pelo actual Presidente, Nobre e Alegre.

Do que se conhece, e as atitudes contam bastante mais do que meras proclamações retóricas, Cavaco, Alegre e Nobre disputam na prática similares formas de ver a sociedade portuguesa, independentemente de tonalidades diferentes.

Mas o que o país precisa, ainda mais numa candidatura presidencial, em que o protagonista não tem desculpas porque é o único responsável, não é que lhe seja apresentada para escolha a mesma cor, ainda que com tonalidades distintas. O que é necessário é que os portugueses possam escolher entre cores diferentes.

Por isso uma candidatura presidencial à direita, que até agora não se prefigura com nenhum dos proto candidatos, é fundamental, imprescindível e muito desejável.

Para que compreendamos bem esta necessidade, basta tentar responder à pergunta: o que teria acontecido de fundamentalmente diferente nestes 5 anos, se fosse Alegre o ocupante do Palácio de Belém? Obviamente nada!

Mas, mantenho intacta a esperança de que muito teria sido distinto, se o Presidente tivesse sido alguém como Rocha Vieira, Paulo Otero, Ernâni Lopes, ou mesmo Marcelo Rebelo de Sousa...

domingo, 6 de junho de 2010

UE e INTERESSE NACIONAL

Querer estar na União Económica e Monetária, sem aceitar as suas consequências é no mínimo bizarro. E a bizarria é ainda maior quando provém dos fanáticos defensores do modelo.

Vem isto a propósito do seguinte:

1. É possível estar na UEM e impedir a compra das nossas empresas, sejam elas quais forem, por parte de empresas estrangeiras, nomeadamente europeias?

2. Como compatiblizar a presença na UEM, com o chamado interesse estratégico nacional?

A resposta à primeira pergunta é simples, muito simples até: não é possível! Podem agora alguns derramar lágrimas de crocodilo, fingir ignorância (têm desculpa os ignorantes reais que apesar dos aplausos a tudo quanto lhes apresentam têm conhecimentos do tamanho do caracol), protestar contra a possibilidade de perdermos esta ou aquela empresa, mas os Tratados europeus que entusiasticamente apoiaram não deixam qualquer margem para dúvidas. Cumprindo as regras tudo pode ser vendido, tudo pode ser comprado.

Já quanto à segunda pergunta há mais a dizer.

A) É através de golden shares, que salvaguardamos o interesse económico nacional e podemos impedir, por exemplo, a compra da PT? É óbvio que não! As golden shares são "ilegais" à luz dos Tratados ( e não fui eu que os apoiei ou votei favoravelmente). Elas servem apenas não para defender o País, mas para salvaguardar os interesses do poder político. Não será necessário dizer muito mais sobre o assunto, atentos ao que se tem passado ao longo dos anos.

B) É através de dois ou três grupos económicos nacionais fortes que detêm a esmagadora maioria das empresas cotadas em bolsa? Também é óbvio que não. Um capitalista puro, e contam-se pelos dedos das mãos os que funcionam ao contrário, tem acima de tudo uma preocupação: ganhar dinheiro e ter lucro, sem que haja nisso nenhuma ilegitimidade. Entre a Pátria e o negócio as preferências vão para este último. É assim, foi assim e será assim.

Qual a solução então? Disseminar o capital e permitir que uma percentagem muito significativa das acções estejam distribuídas pelo público em geral. Fomentar aquilo a que muitos grandes estadistas chamaram capitalismo popular, permitindo o acesso das pequenas e médias poupanças às grandes empresas. É isto irreal ou impossível? Não é, mas choca com dois grandes opositores de peso: os políticos e os grandes capitalistas. Uns e outros, aliados estreitos em Portugal, não querem muitos accionistas, nem um Conselho de Administração forte, independente, verdadeiramente definidor das estratégias a seguir. Não é por acaso que aconteceu o que aconteceu no BCP. Estes dois grupos não tinham qualquer controlo no Banco e a sua administração precisava ser abatida custasse o que custasse. Desconheço se os seus membros cometeram os erros de que os acusam, mas possuo uma imensa curiosidade (por certo nunca satisfeita) quanto ao que se passou e passa noutros bancos e pergunto-me se por lá tudo correrá de acordo com os cânones.

Defender o interesse nacional é algo que tem de estar sempre na nossa preocupação, porém ver os vendilhões do templo preocupados com a possível venda da PT e dizerem que a sua preocupação se chama Portugal daria para rir, se o momento fosse propício.

Se houvesse coragem, que não há, e se houvesse total independência nos jornais, que também não há, os portugueses ficariam a saber o que se passou e continua a passar em muitos negócios, grandes negócios, seja na Banca, seja noutros sectores de actividade económica.

Mas adiante. O que seria por agora relevante é que discutíssemos a sério o que é isso do interesse nacional e como se defende ele nesta União Europeia. O mais é conversa para entreter os distraídos ou os tontos de sempre: os que aplaudem em qualquer circunstância!

Um país, no mínimo esquisito!

Um país que tem milhões de emigrantes a trabalhar no estrangeiro mas onde algumas ideias xenófobas sobre a imigração têm acolhimento!

Um país que tem trabalhadores no estrangeiro que são louvados por serem dos melhores e dos mais produtivos, quando em Portugal a produtividade é baixa!

Um país que tem emigrantes de segunda geração que criticam a presença na Selecção Nacional de futebol de naturalizados e para o exprimir falam em inglês por não saberem mais de meia dúzia de palavras em português!

No mínimo é um país esquisito e que dá muito que reflectir....

País de mediocres

Um País de mediocres é aquele onde quem trabalha paga mas onde quem não quer trabalhar recebe um subsidio.
Um País de medícores é aquele onde um aluno que vá às aulas, tem de estudar, fazer os trabalhos de casa, os trabalhos de grupo, os testes e os exames mas onde um aluno que falte às aulas,que não estude, não faça os trabalhos de casa e de grupo, nem os testes, faz um teste de recuperação e tudo fica como sempre tivesse ido às aulas.
Um País de mediocres é aquele onde um aluno do Unificado ou do Secundário que vá às aulas, que estude, que faça os trabalhos de casa e de grupo e os testes e tenha excelentes notas, é obrigado a fazer um exame final ao lado dos que fizeram exactamente o oposto.
Um País de medíocres é aquele onde um aluno do 8º ano que vá às aulas, que estude, que faça os trabalhos de casa e de grupo e os testes veja passar-lhe à frente, directamente para o 10º ano, um colega que, não foi às aulas, não estudou, não fez os trabalhos de casa e de grupo, nem os testes.

Não vale a pena viver num País destes.

Há quem não tema eleições

Os líderes não esperam pelos acontecimentos, provocam-nos. E essa é a diferença que mobiliza eleitores e defende Nações.

Notícia do Público:
O antigo primeiro-ministro espanhol José María Aznar disse hoje que o país vive “a crise mais grave” dos últimos 60 anos e pede eleições antecipadas para não prolongar “a agonia”.

sábado, 5 de junho de 2010

CARLOS ABREU AMORIM

Um forte abraço por não desistir de defender aquilo em que acredita!

Nova entrada

Este blogue tem, desde a passada 5ª feira, um novo membro. É o Dr. Pedro Murta a quem cumprimento e saúdo.

Quem sempre teve "razão" tem agora Razão?

Nas sociedades há um sempre um grupo de bem pensantes, conhecedores da verdade, possuidores da inteligência, que nos dizem o que fazer, como fazer e nos indicam mesmo os motivos para seguirmos um determinado caminho.

A esse grupo pertencem políticos, jornalistas, analistas, comentadores, economistas, gestores e ainda uma razoável quantidade de apêndices sempre prontos a dizer ámen e a repetir a voz dominante.

E ai de quem se atreva a contradizê-los. As suas armas estão sempre afiadas para combater ferozmente os que se opõem e pensam diferente. Eles têm sempre "razão" e majestaticamente, na escassez de argumentos, rematam quase sempre com uma eloquente tirada "não há alternativa e lá fora pensam e fazem o mesmo".

Agora, diante a catástrofe, voltam impunes, arrogantes, muitas vezes com a imbecilidade que os caracteriza, a apontar soluções para os erros por si próprios cometidos.

Na simplicidade de quem não pertence a tal importante clube limito-me a perguntar: se não tinham, nem tiveram, razão há motivo para acreditarmos que a possuem no presente?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

EU TIVE UM SONHO...

Pedro Passos Coelho desafiou pressão da banca para não dar um "não" letal a Sócrates

"O que hoje se passou, não foi um debate, foi uma autópsia." Assim resumia ontem um pletórico deputado do PSD a sessão em que as hostes de Passos Coelho viram o seu adversário converter-se pela primeira vez em cadáver político; convencidas de terem infligido o primeiro golpe letal da legislatura a José Sócrates e tê-lo reduzido à condição de primeiro-ministro interino.

A euforia social-democrata foi justificada pelas dúvidas que precederam a batalha parlamentar. É que a aposta de ontem foi a mais arriscada de Passos Coelho. Dizer não às propostas do governo sobre o PEC era desafiar todas as pressões recebidas nos últimos dias, na sua qualidade de partido de governo, de algumas chancelarias europeias, curiosamente não de Angela Merkel, mas, sobretudo, dos grandes bancos portugueses, que desenvolveram todo o tipo de pressões sobre Passos Coelho.

Passos Coelho escolheu dizer não, e disse isso logo na primeira frase do seu discurso.

"Estas propostas simbolizam o fracasso da sua política geral, não só económica, de toda a sua política. E, claro, o meu grupo não irá contribuir com o seu voto para que o principal problema da economia portuguesa, o senhor, continue aí."

E foi aqui que acordei! Tinha aos pés o jornal El Mundo e o artigo Rajoy desafía la presión de la banca para asestar un 'no' letal a Zapatero. Pois é, era em Espanha! Como é diferente a oposição em Espanha ao governo socialista!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Protestar sim, protestar bem!

O princípio de uma greve, tenha ela o objecto que tenha, deve assentar, creio e convenço-me, na exteriorização assumida de descontentamente perante uma situação considerada injusta e que carece de re-apreciação.

Em 90% dos casos, as greves nascem de princípios sólidos de aceitabilidade mas alicerçam-se em ideias de aplicabilidade perfeitamente irracionais.

Não colhe o argumento de uma greve dos motoristas da CP, se considerarmos que a maioria dos utilizadores compra o passe mensal e de pouco ou nada vale a greve no custo final da empresa. O efeito racionalmente prático é apenas um: prejudica-se o habitual utilizador em larga escala e em muito pouco o alvo da mesma. Quem mais prejudicado pela greve da CP senão os seus diários utilizadores?

Assim e neste base de premissas erradas, consideramos necessário explicar que a EN13 não é alternativa à A28 (entre Porto e Viana).

E mesmo perante mais de 200 entroncamentos e mais de 150 passadeiras, 69 cruzamentos, 16 rotundas e as 24 intersecções semaforizadas ou ainda zonas de interdição a veículos pesados (numa extensão de 50 km) que surgem como alternativa apresentada pelo actual Governo, decidimos (num plural solidário com os movimentos) fazer, imagine-se, marchas lentas.

Ora perdoem-me a frieza mas se há pessoa muito pouco preocupada com o congestionamento do trânsito na A28 em dia de marcha lenta, garantidamente é o Sr. ministro.

Com base neste princípio e não querendo deixar de concluir o meu anterior raciocínio, questionei-me por diversas vezes sobre os sucessos do FCP, sobre os temas fracturantes da regionalização e em todos eles encontrei um denominador comum. A raíz deste sucesso não está no modelo ou nem mesmo no que se cria no seio do grupo. A raíz deste sucesso, convenço-me e creio piamente, está no "temor" criado junto do "outro". O outro é a região do lado, o clube rival, etc...

Assim, e por mero conselho, se querem evitar portagens nas scuts, vejo com agrado que façam marchas lentas, mas façam-nas ecoar bem alto. Peguem nos utentes e façam uma marcha lenta na 2ª circular, e nas entradas de sul e garantidamente que deixarão ecoar bem mais alto o vosso desagrado. Lisboa inundada pelo caos do trânsito em coro de protesto tem um efeito bem diferente. E o "efeito colateral" (termo tão na moda) será bem menor para quem já usa a A28 diariamente.

Pouco crente

mas assinei (mais) uma petição pedindo a redução do número de Deputados.

Novo membro da REVOLTA

Pedro Manuel Salvador Marques Murta é licenciado em economia (ULL) e tem um master in business administration (MBA) em Finanças pela UCP; Desempenhou funções de director financeiro e posteriormente de administrador (pelouro administrativo e financeiro) na H. Hagen, SA, foi director-geral da Caixa Imobiliário SGII, SA, director da Direcção de Crédito à Habitação e Turismo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e director-coordenador da Direcção de Grandes Empresas da CGD. Representou a CGD na Federação Hipotecária Europeia e na Administração da Sociedade Gestora do Fundo de Investimento Imobiliário Turístico (participado maioritariamente pelo IFT – Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo).
Coordenou a elaboração de diversos planos estratégicos de empresas e esteve por diversas vezes envolvido em operações de compra e venda de empresas (primeiro na Hagen, mais tarde no Grupo CGD e recentemente na DRIVE). Foi um dos responsáveis da DRIVE – Gestão e Investimento S.A., empresa vocacionada para a montagem de projectos empresariais geradores de valor, em alguns deles participando como estrutura de capital de desenvolvimento, com participação activa na gestão.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rosa Coutinho

Morreu.

Farão amanhã 35 anos da nossa chegada a Portugal.
A minha Mãe, a minha irmã e eu.
Uma fuga a coberto da noite. A coberto do mais profundo bréu.
Uma fuga com início a 26 de Maio e termo a 03 de Junho .........
O meu Pai ainda ficou mais 1 mês e meio .....................................
Angola fervia.
Aquando da nossa paragem/escala no aeroporto de Luanda, para fazer entrar mais mulheres e crianças dos funcionários da Companhia, entraram não só os destinatários, mas todas as mulheres e crianças, outros, que estavam desesperados e acampados em pleno aeroporto.
Os rockets passavam por cima e ao lado do avião.
Dentro parecia um Jardim Zoológico, com os bichos de estimação dos miúdos; menos o meu, que exigiram que ficasse, ele o meu gato.

Cá, não foi melhor.

(Emprestadado do Nuno Castelo-Branco entretanto corrigido)

E como um dia todos morreremos, os traidores abjectos não são excepção.

(Também no Eclético)

Tango, Gays e, de Prenda, um Baile em Belém...

No site do Opus Gay consta a seguinte informação "O Tango nasceu nos fins do século XIX. Em público, dançavam homens com homens pois naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados".

De súbito, lembrei-me que alguém, recentemente, tinha introduzido o assunto (do Tango) na linguagem política. Algo semelhante a "para dançar el tango son precisos dos".

Se souberem quem inspirou quem, respondam para a Revolta.

Como prenda simbólica, quem acertar devia ter direito a um Baile no Palácio de Belém. Apenas simbólica porque de outro modo o Sr. Presidente da República poderia considerar que estávamos a distrair e a dividir os portugueses.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O futuro como será?

Será fácil imaginar um futuro melhor para todos nós?

O PS governou Portugal entre 1976/1978 primeiro sózinho, depois com o CDS. Desde 1979, o PSD primeiro com o CDS na AD e depois com o PS no bloco central até 1985 e depois sózinho até 1995. 16 anos seguidos. Entre 1995-2002 o PS sózinho até ao pântano. Entre 2002 e 2005 o PSD com o CDS. Depois de 2005 até 2010 só só PS.

Feitas as contas o que temos? Nos ultimos quinze anos , 12 são PS logo a responsabilidade politica é decisiva na escolha. É evidente que ninguem pode afirmar que não tem responsabilidade neste estado das coisas. O PCP e o BE governaram Portugal entre 1974-1975 com a pesada herança que todos conhecemos.

Meus caros cidadãos vamos à luta. É tempo de mudar. Mudar com convicções e com decisão nas reformas. Essa é a responsabilidade de quem vai provocar a crise política no Outono de 2011 a propósito do Orçamento de 2012. Pedro Passos Coelho vai defrontar António José Seguro? Cuidado com as diferenças.... A nossa responsabilidade é exigir, é participar na luta civíca.

Os agradecimentos dos Gays: e Cavaco não merece?

Ontem, José Sócrates recebeu uma comunidade de putativos beneficiários do casamento entre homens do mesmo sexo e entre mulheres do mesmo sexo. Os ditos foram agradecer ao Primeiro-ministro. Injustos! Quem faz o que deve, a mais não é obrigado. Sócrates fez, à sua maneira, o que devia. E então Cavaco Silva? Ele sim! Fez mais do que todos. Merecia uma medalha. Até violentou a sua consciência (???) para não dividir os portugueses. Vá lá, ajudem o candidato número 2 (ou será que é o número 1?) do PS/PCP/BE a ganhar as eleições e vão almoçar com ele. E já agora metam-lhe uma cunhita para a adopção, o casamento trans, o que seja. Ele faz o que for preciso, desde que o deixem ficar na Presidência da República.