O post de António Tavares "Estado Garantia" mistura coisas não relacionáveis. E é, para um regionalista como eu, profundamente perigoso. Não pelo que diz, porque quanto ao tema, verdade seja dita, nada refere, mas pelo que aparentemente pretende induzir ao colocar em pé de relação a reforma da segurança social e da saúde, a sua sustentabilidade (já agora o que faria ao SNS?), com o fim do corpo administrativo intermédio entre o Estado central e os municípios.
É que tematicamente as duas reformas não estão relacionadas.
Quanto à regionalização, já tinha ouvido o anterior Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo cabrita, dizer que dentro do Governo havia quem defendesse (ele próprio, desconfio) que com as novas tecnologias e os fáceis acessos a todo o País, não fazia sentido regionalizar o País e que muitos serviços podiam ser geridos a partir de Lisboa. Se repararem o famoso PRACE - Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado acabou com quase todos os serviços com autonomia com sede fora de Lisboa ou transferiu-os para a capital (por exemplo o Centro Português de Fotografia, no Porto, passou de serviço periférico com autonomia administrativa e financeira e equiparado a direcção-geral para uma direcção de serviço da DG da Cultura e a AdI - Agência de Inovação viajou até à capital).
Nas grandes empresas, banca, seguros... a partir de um certo nível hierárquico tem-se de ir para Lisboa. Com estas medidas o mesmo vai ocorrer na administração pública. É curioso que tanto se fale no combate à desertificação, na coesão territorial, na coesão social e tanto se faça para a prejudicar. É curioso que tanto se fale em municipalismo (não é incompatível com regionalização) e os presidentes de câmara ex-deputados furiosos centralistas se convertam em regionalistas (lembram-se de Castro Almeida como combatia demagogicamente a regionalização no referendo?). É curioso...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Intervenção israelita
Sem prejuizo de uma análise mais aprofundada, a intervenção israelita desta madrugada vai ter consequências graves e profundas em várias vertentes. Sem considerar os efeitos internos em Israel e no conflito israelo-árabe, que, sendo importantes, não serão os mais graves, importa reflectir sobre o papel da Turquia e nas consequências internas do sucedido, sendo que aquele país tem o estatuto de candidato à UE e desempenha um papel de charneira na região, sendo um aliado importante dos EUA.
A Turquia era, até há pouco, um aliado e interlocutor importante de Israel tendo havido uma degradação progressiva e irreversível das relações bilaterais nos ultimos anos, alterando o mapa geo-estratégico da região; ou seja, será mais importante analisar o sucedido na perspectiva do rumo que os acontecimentos tomarem tendo a Turquia como referência do que aquilo que se passar em Israel, na Autoridade Palestiniana ou no âmbito do conflito regional.
A Turquia era, até há pouco, um aliado e interlocutor importante de Israel tendo havido uma degradação progressiva e irreversível das relações bilaterais nos ultimos anos, alterando o mapa geo-estratégico da região; ou seja, será mais importante analisar o sucedido na perspectiva do rumo que os acontecimentos tomarem tendo a Turquia como referência do que aquilo que se passar em Israel, na Autoridade Palestiniana ou no âmbito do conflito regional.
Remuneração Variável - artigo de Miguel Félix António hoje no Jornal de Negócios
Hoje no Jornal de Negócios ,http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=428133 um tema que me parece actual.
Estado - Garantia
O Estado Providência do pós guerra está a agonizar porque os Orçamentos de Estado e da Segurança Social já não ajudam. Não seria a altura de pensar antes no modelo de um Estado Garantia onde o Estado se assumia como o "garante" do financiamento do sistema de saúde e de educação mas contratualizando com a economia social e o sector privado, assumindo o seu papel de regulador?
Na segurança social não seria de prever a possibilidade das pessoas poderem optar por um sistema de 3 pilares, onde ao lado do pilar obrigatório normal para o Estado, haveria um pilar de reforço a funcionar também no Estado e um pilar optativo que poderiam estar fora do sistema público?
No aparelho de Estado não está na hora de uma profunda reforma administrativa? Extinguindo os distritos e as unidades operativas do Estado de carácter regional? Dando uma nova configuração às freguesias e aos municipios?
Ideias há muitas. Vontade política....!!!
Na segurança social não seria de prever a possibilidade das pessoas poderem optar por um sistema de 3 pilares, onde ao lado do pilar obrigatório normal para o Estado, haveria um pilar de reforço a funcionar também no Estado e um pilar optativo que poderiam estar fora do sistema público?
No aparelho de Estado não está na hora de uma profunda reforma administrativa? Extinguindo os distritos e as unidades operativas do Estado de carácter regional? Dando uma nova configuração às freguesias e aos municipios?
Ideias há muitas. Vontade política....!!!
A dúvida
Num momento em que todos parecem querer equacionar tudo uma dúvida parece ser de avaliar.
Terá o actual Governo capacidade para realizar as reformas que o país precisa? Todos sabemos que a nossa classe política opta por responder á crise pelo lado da consolidação da receita. Aumentar impostos e desenvolver obras faraónicas que só interessam a alguns. Mas outras questões se poderiam equacionar. Valeria a pena reduzir o número de deputados para 180 conforme a actual Constituição prevê? Extinguir algumas empresas e institutos públicos? Diminuir o número de Ministérios e mordomias de Estado? Não é assim que a Inglaterra está a fazer? Espanha? França?
Enfim há que acreditar que pelo lado da consolidação da despesa irão surgir respostas. Deus queira que seja em tempo útil. Este Governo e o Engº José Sócrates dificilmente têm mais vida para lá do défice e das eleições presidenciais. Que o diga o Chico Buarque....
Terá o actual Governo capacidade para realizar as reformas que o país precisa? Todos sabemos que a nossa classe política opta por responder á crise pelo lado da consolidação da receita. Aumentar impostos e desenvolver obras faraónicas que só interessam a alguns. Mas outras questões se poderiam equacionar. Valeria a pena reduzir o número de deputados para 180 conforme a actual Constituição prevê? Extinguir algumas empresas e institutos públicos? Diminuir o número de Ministérios e mordomias de Estado? Não é assim que a Inglaterra está a fazer? Espanha? França?
Enfim há que acreditar que pelo lado da consolidação da despesa irão surgir respostas. Deus queira que seja em tempo útil. Este Governo e o Engº José Sócrates dificilmente têm mais vida para lá do défice e das eleições presidenciais. Que o diga o Chico Buarque....
São tão parecidos os socialistas ibéricos....
Tradução das instruções enviadas aos deputados socialistas, por sms e e-mail, na véspera da votação das medidas do governo espanhol para reduzir o défice:
Instruções de votação para amanhã:
- Todos os deputados às 9h00 no plenário. Ninguém deverá sair do recinto da Assembleia.
- Máxima atenção durante a votação.
- Todo o deputado deverá estar atento ao voto dos companheiros que tem à sua direita e à sua esquerda.
Muito obrigado
A Direcção do GPS
Instruções de votação para amanhã:
- Todos os deputados às 9h00 no plenário. Ninguém deverá sair do recinto da Assembleia.
- Máxima atenção durante a votação.
- Todo o deputado deverá estar atento ao voto dos companheiros que tem à sua direita e à sua esquerda.
Muito obrigado
A Direcção do GPS
O casamento
Esta notícia http://clix.expresso.pt/casamento-homossexual-entra-hoje-em-vigor=f585891 é bem elucidativa do estado em que o país se encontra, com o beneplácito "ético" suportado nos "superiores intereses nacionais" formulado pelo Presidente da República.
Acredito que há muitos motivos para que alguém, de qualidade e que ainda não tenha perdido a vergonha, se apresente como candidato a Presidente da República nas eleições do próximo ano.
No leque de candidatos actuais sobra um imenso espaço político que não terá representação.
Por isso, seria muito importante que um português, ou portuguesa, aceitasse ter esse gesto de cidadania corajoso e liderasse o lado direito da sociedade portuguesa.
A propósito, onde está o "braço direito" que Portas popularizou numa das últimas campanhas para eleições legislativas?
E onde estão os que se dizem de direita, quando ocasionalmente tal lhes pode dar jeito?
Sei que há pelo menos uma pessoa que encabeçaria esse movimento nacional, se para tal estivessem reunidas condições mínimas, que sei não estarem.
Que pena, meu caro amigo, este não ser o teu tempo!
Acredito que há muitos motivos para que alguém, de qualidade e que ainda não tenha perdido a vergonha, se apresente como candidato a Presidente da República nas eleições do próximo ano.
No leque de candidatos actuais sobra um imenso espaço político que não terá representação.
Por isso, seria muito importante que um português, ou portuguesa, aceitasse ter esse gesto de cidadania corajoso e liderasse o lado direito da sociedade portuguesa.
A propósito, onde está o "braço direito" que Portas popularizou numa das últimas campanhas para eleições legislativas?
E onde estão os que se dizem de direita, quando ocasionalmente tal lhes pode dar jeito?
Sei que há pelo menos uma pessoa que encabeçaria esse movimento nacional, se para tal estivessem reunidas condições mínimas, que sei não estarem.
Que pena, meu caro amigo, este não ser o teu tempo!
Portugal e Alemanha
Não, o título não se refere a nenhum jogo de futebol, mas apenas para assinalar a diferença entre os dois países. Elas são muitas e variadas, como se sabe. Mas esta notícia aqui reproduzida http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=453101 evidencia em como somos diferentes em quase tudo, incluindo na envergadura e dignidade dos homens públicos, começando no mais alto magistrado da Nação.
domingo, 30 de maio de 2010
O Corte nas Despesas do Estado
Ouvi há dias o Ministro das Finanças afirmar "o corte nas despesas do Estado começa hoje".
Podem esclarecer-me qual a medida concreta que foi tomada nos Ministérios tendo em vista tão eloquente frase? (Não vale falarem-me da água que deixa de ser bebida nos Tribunais),
Podem esclarecer-me qual a medida concreta que foi tomada nos Ministérios tendo em vista tão eloquente frase? (Não vale falarem-me da água que deixa de ser bebida nos Tribunais),
sábado, 29 de maio de 2010
A MALDIÇÃO DO MAL MENOR
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril foi impedir a direita de o ser. De tal forma que o espaço partidário autorizado tinha de terminar ao "centro". Ser de direita era não só proibido, como sinal de pertença, simpatia ou apoio ao regime deposto. Impedida de se afirmar, perseguida até pela força, a direita foi-se distribuindo pelo CDS, pelo PSD e mesmo pelo PS. Distribuída em termos de filiação e principalmente nos votos, o eleitorado de direita cedo foi "educado" a votar pelo mal menor, a rejeitar em vez de escolher, a aceitar em lugar de agir.
Inteligente, perspicaz e conhecedora das fraquezas de muitos, a esquerda percebeu que podia "comprar" vários rostos da suposta direita, calando-a com dinheiro, com negócios e até com algum suposto estatuto social. E, ao contrário da Espanha, a direita portuguesa foi canibalizada, enganada por vários dos seus formais e públicos "líderes", remetida a um silêncio ensurdecedor e condenada a votar contra, mais do que votar a favor das suas ideias, opções e princípios.
A trama, se preferirmos a maldição, foi tão bem montada que ainda hoje, em 2010, vemos distintos "representantes" da área política a que se chama direita, sempre disponíveis a estarem na primeira linha do "combate", a depressa recuarem e aconselharem "bom senso" quando o combate verdadeiro pode fazer perigar a manutenção de um sistema de meias tintas, povoado por sujeitos que são tudo e o seu contrário em função das circunstâncias e dos seus interesses do momento.
O sistema não quer que exista Direita e por isso alimenta esta "direita" prisioneira das suas armadilhas, tributária das suas múltiplas benesses, condescendente com as suas tácticas e infindáveis estratégias.
A esquerda conhece bem estes corajosos de "direita", que gritam no conforto dos seus salões, sentados na comodidade de lugares e reformas atribuídas pelo sistema que os alimenta, veste e paga. E por isso vive numa tranquilidade não vista em praticamente nenhum outro país europeu. E por isso sabe que esta falsa dicotomia "esquerda"/"direita" à portuguesa tem tanto de irreal e enganoso, quanto de útil e vantajoso.
Ser de "direita" em Portugal é estar condenado a votar contra "a esquerda", mesmo que esse voto valha menos do que zero, em matéria de valores, de novos programas, de novos horizontes.
Tenho dúvidas que a situação possa mudar no imediato, mas tenho a certeza de que ela mudaria, ou começaria a mudar, se surgisse um candidato de direita nas próximas eleições presidenciais. Hoje fiz um desafio a alguém que podia concretizar essa legítima ambição. E mais direi nos próximos dias!
Inteligente, perspicaz e conhecedora das fraquezas de muitos, a esquerda percebeu que podia "comprar" vários rostos da suposta direita, calando-a com dinheiro, com negócios e até com algum suposto estatuto social. E, ao contrário da Espanha, a direita portuguesa foi canibalizada, enganada por vários dos seus formais e públicos "líderes", remetida a um silêncio ensurdecedor e condenada a votar contra, mais do que votar a favor das suas ideias, opções e princípios.
A trama, se preferirmos a maldição, foi tão bem montada que ainda hoje, em 2010, vemos distintos "representantes" da área política a que se chama direita, sempre disponíveis a estarem na primeira linha do "combate", a depressa recuarem e aconselharem "bom senso" quando o combate verdadeiro pode fazer perigar a manutenção de um sistema de meias tintas, povoado por sujeitos que são tudo e o seu contrário em função das circunstâncias e dos seus interesses do momento.
O sistema não quer que exista Direita e por isso alimenta esta "direita" prisioneira das suas armadilhas, tributária das suas múltiplas benesses, condescendente com as suas tácticas e infindáveis estratégias.
A esquerda conhece bem estes corajosos de "direita", que gritam no conforto dos seus salões, sentados na comodidade de lugares e reformas atribuídas pelo sistema que os alimenta, veste e paga. E por isso vive numa tranquilidade não vista em praticamente nenhum outro país europeu. E por isso sabe que esta falsa dicotomia "esquerda"/"direita" à portuguesa tem tanto de irreal e enganoso, quanto de útil e vantajoso.
Ser de "direita" em Portugal é estar condenado a votar contra "a esquerda", mesmo que esse voto valha menos do que zero, em matéria de valores, de novos programas, de novos horizontes.
Tenho dúvidas que a situação possa mudar no imediato, mas tenho a certeza de que ela mudaria, ou começaria a mudar, se surgisse um candidato de direita nas próximas eleições presidenciais. Hoje fiz um desafio a alguém que podia concretizar essa legítima ambição. E mais direi nos próximos dias!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Uma Constituição nova - Artigo de Miguel Félix António hoje no "Público"
UMA CONSTITUIÇÃO NOVA
O actual Parlamento, eleito em Setembro último, tem, como se sabe, poderes para rever a Constituição durante o decurso do seu mandato.
É, pois, com um misto de surpresa e de estupefacção que constato que haja agora um conjunto de pensadores a dizer que a Constituição não é um problema prioritário.
Bem sei, que é típico dos portugueses deixar tudo para a última hora.
Mas, completado que está já 1/8 da duração da presente legislatura será condenável pretender iniciar o processo de revisão constitucional, cuja conclusão exigirá, como se calcula, complexas e demoradas negociações?
Para quê então prolongar indefinidamente o arranque da revisão constitucional?
Porque não adoptar, nesta matéria, a máxima muitas vezes enunciada, mas muito pouco praticada: não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Se há quem saiba o que quer, por já ter reflectido e debatido o mínimo considerado indispensável ao arranque do processo, para quê arrastá-lo?
Não acompanho, e parece ser essa a filosofia que subjaz a esta perspectiva de considerar que não é prioritário rever a Constituição, os que entendem que há 2 tipos de problemas: os que o tempo há-de resolver e os que o tempo já resolveu…
Sempre que se pretendem atacar problemas de fundo, logo afina o coro e a orquestra, dos que acham que isso não é fundamental. Mas, por outro lado, já estimam como essencial que se discuta com despropositada veemência e dramatização, se um apeadeiro deve ou não encerrar, ou debater outras minudências, certamente importantes para a vida de algumas pessoas, mas sem a relevância que tem, ou devia ter, a espinha dorsal do esqueleto legislativo do país.
A Constituição é de onde tudo parte, logo é determinante, saber-se o que queremos dela. Aliás, o que verdadeiramente se devia fazer, era conceber uma Constituição nova, que não fosse condicionada por quaisquer espartilhos ou preconceitos.
Redigir uma Constituição nova, partindo do zero, à semelhança do que se devia também fazer com os Orçamentos de Estado: partir do zero. A base zero é, em muitos casos, uma boa solução, quando se quer afrontar os problemas de raiz.
Uma Constituição nova deveria ser obrigatoriamente desenhada para ter que ser aprovada por unanimidade. Só assim se teria um conjunto de regras de funcionamento que serviriam a todos os partidos políticos e se acabaria com a tentação de tudo querer regular. Uma Constituição que fosse o máximo, ou mínimo, denominador comum a todos os deputados, e partidos em representação dos quais foram eleitos.
Aliás, o único e verdadeiro “Pacto de Regime” que devia existir era a Constituição.
Claro que sei que esse objectivo, muito desejável e democrático, é utópico e irrealizável, já que parte das forças políticas representadas no Parlamento jamais aceitaria abdicar das vertentes programáticas consignadas na Lei Fundamental, designadamente em matéria de política económica e social, ainda que alcançadas num tempo e condições, que não são os de hoje.
Por isso, e apesar de não pertencer ao PSD, tenho que reconhecer que a iniciativa de Pedro Passos Coelho, de ao menos procurar “limpar” a Constituição, é de louvar e de apoiar, independentemente dos resultados que venha a ter e que já se percepcionam...
Miguel Félix António
Jurista/Gestor
Miguel Félix António
Jurista/Gestor
Boas razões para defender o interesse nacional na PT (II)
O Conselho de Administração da PT tem 25 membros.
A Administração da Telefónica tem 17!
Temos de defender quem dá emprego a mais gente!
A Administração da Telefónica tem 17!
Temos de defender quem dá emprego a mais gente!
Boas razões para defender o interesse nacional na PT (I)
A Telefónica tem um presidente, que em 2009 recebeu de remuneração fixa a quantia de 400.000 euros.
A PT tem dois presidentes. Em 2009 auferiram a título fixo as quantias de 485.423 euros um e 546.101 euros, o outro.
Temos de defender bons ordenados para os portugueses!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O rei vai nu - II
Os futebolistas da selecção portuguesa não prescindem de receber uma pernoita de 800€/dia.
Feitas as contas: em média, cada jogador da equipa das quinas irá embolsar 14,4 mil euros pelos 18 dias passados na Covilhã e, mesmo correndo mal, cada um dos jogadores vai receber mais 16 mil euros pelos dias mínimos na Africa do Sul.
Feitas as contas: em média, cada jogador da equipa das quinas irá embolsar 14,4 mil euros pelos 18 dias passados na Covilhã e, mesmo correndo mal, cada um dos jogadores vai receber mais 16 mil euros pelos dias mínimos na Africa do Sul.
Interesse Nacional ?
Pegando no que disse o Manuel Monteiro, acescento que objectivamente e por muito que os principais responsáveis por esse estado (PS, PSD e CDS) contestem, Portugal já perdeu a sua independência.
Já não passa de um protectorado da Europa, onde as principais decisões são tomadas lá fora e impostas aos indígenas.
Assim, para quê vir invocar o interesse nacional para que a PT não passe a espanhola? Só mesmo para defender os interesse de alguns, que se estiveram sempre, desculpem a expressão, a borrifar para os portugueses!
Já não passa de um protectorado da Europa, onde as principais decisões são tomadas lá fora e impostas aos indígenas.
Assim, para quê vir invocar o interesse nacional para que a PT não passe a espanhola? Só mesmo para defender os interesse de alguns, que se estiveram sempre, desculpem a expressão, a borrifar para os portugueses!
A PT, a EDP e o Interesse Nacional
Defender a PT e a EDP é defender o interesse nacional ou o interesse de quem a administra e gere?
Eu tenho memória e recordo o tempo em que muitos gestores e empresários da nossa praça defendiam a livre concorrência. Alguns não hesitaram em criticar as posições que tive na década de 90, quando lutei contra Maastricht e o modelo de União Económica e Monetária. Eles eram os arautos do mercado, da livre iniciativa, da lei da oferta e da procura.
Desconfiei sempre de muitos e sempre soube ser fácil falar assim, quando se tem o manto protector do governo, seja ele qual for, para garantir negócios e proteger posições.
A prova aí está. Agora falam do interesse nacional, apelam ao Estado, leia-se a Sócrates, para que os defenda e dizem que a Pátria ameaçada não pode deixar de controlar a PT e, futuramente, a EDP.
Mas o que não dizem é que a PT, tal como a EDP, não existem para defender os interesses dos consumidores portugueses. Elas estão aí para garantir negócios aos amigos do regime, para manter nas suas múltiplas empresas subsidiárias lugares de administração a amigos e amigas de ex-primeiros - ministros, para sustentar mordomias e vícios de uns quantos parasitas, que falam do mercado sem nunca terem arriscado um cêntimo de si próprios.
Estes gestores e empresários são a vergonha nacional e são também a causa de muitos dos nossos problemas. Quando estão a ganhar dinheiro dão vivas ao mercado, quando sentem a sua confortável posição em risco pedem ajuda à Pátria.
Eles vivem do Estado e são, sem que ninguém o diga, os grandes pensionistas do erário público. Por sua conta e nosso exclusivo risco gerem empresas duma forma simples e cristalina. Quando há lucro fazem a respectiva repartição entre si, quando há prejuízo entram no nosso bolso.
Assim é fácil ser empresário e defender o mercado, mas assim é também muito fácil destruir um País. Como aliás já se viu!
Eu tenho memória e recordo o tempo em que muitos gestores e empresários da nossa praça defendiam a livre concorrência. Alguns não hesitaram em criticar as posições que tive na década de 90, quando lutei contra Maastricht e o modelo de União Económica e Monetária. Eles eram os arautos do mercado, da livre iniciativa, da lei da oferta e da procura.
Desconfiei sempre de muitos e sempre soube ser fácil falar assim, quando se tem o manto protector do governo, seja ele qual for, para garantir negócios e proteger posições.
A prova aí está. Agora falam do interesse nacional, apelam ao Estado, leia-se a Sócrates, para que os defenda e dizem que a Pátria ameaçada não pode deixar de controlar a PT e, futuramente, a EDP.
Mas o que não dizem é que a PT, tal como a EDP, não existem para defender os interesses dos consumidores portugueses. Elas estão aí para garantir negócios aos amigos do regime, para manter nas suas múltiplas empresas subsidiárias lugares de administração a amigos e amigas de ex-primeiros - ministros, para sustentar mordomias e vícios de uns quantos parasitas, que falam do mercado sem nunca terem arriscado um cêntimo de si próprios.
Estes gestores e empresários são a vergonha nacional e são também a causa de muitos dos nossos problemas. Quando estão a ganhar dinheiro dão vivas ao mercado, quando sentem a sua confortável posição em risco pedem ajuda à Pátria.
Eles vivem do Estado e são, sem que ninguém o diga, os grandes pensionistas do erário público. Por sua conta e nosso exclusivo risco gerem empresas duma forma simples e cristalina. Quando há lucro fazem a respectiva repartição entre si, quando há prejuízo entram no nosso bolso.
Assim é fácil ser empresário e defender o mercado, mas assim é também muito fácil destruir um País. Como aliás já se viu!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
ESPELHO ÍNTIMO - TORQUATO DA LUZ
Foi hoje apresentado em Lisboa o novo livro do poeta e jornalista Torquato da Luz: "Espelho Íntimo". Publicado pela nóvel editora o cão que lê, em cuidada edição, coube a Inês Ramos a declamação de alguns dos poemas que o constituem dos quais destaco os dois que reproduzo.
ESTE PAÍS
Esta ideia de não valer a pena,
esta dúvida antiga e permanente,
esta raiva que insiste em ser presente,
este ar pesado que tudo envenena
Este agitado mar que não serena,
esta fria manhã, outrora quente,
esta lâmina fina e persistente,
esta dor que deixou de ser pequena
Este grito que nunca mais desata,
este nó apertado na garganta,
esta fome que é tanta, tanta, tanta,
este país amado que me mata.
A apresentação esteve a cargo de João Gonçalves, do blogue PORTUGAL DOS PEQUENINOS, que esteve igual a si próprio, polémico e sem papas na língua. Destacou a faceta de jornalista do autor, lamentando por um lado que Torquato da Luz já não "exerça" e por outro lado que já não existam jornalistas como ele, capazes de opinar e não apenas reprodutores de trivialidades. Criticou também o "meio" literário e poético português, constituído por meia dúzia de indivíduos que se protegem uns aos outros tecendo mutuamente loas, à vez...
POR ORA
Por ora ainda é possível desenhar
as letras da palavra liberdade
e uma a uma afixá-las no lugar
mais alto e arejado da cidade.
Por ora ainda é possível agitar
uma bandeira, desfraldar um grito,
como quem se debruça sobre o mar
e olha da varanda o infinito.
Por ora ainda é possível perseguir
o dia que algum dia há-de chegar.
Por ora ainda é possível resistir.
Por ora ainda nos deixam respirar.
Parabéns caro Torquato por mais esta magnífica obra e por não esquecer os amigos, como o nosso Jorge, que recordou em breve conversa que teve comigo. Felicidades!
O rei vai nu.. e ganha menos!
Acabo de chegar dos EUA e leio com profunda mágoa (ou inveja) e uma certa solidariedade revoltante, as declarações de António Ernesto Pinto, fiscalista da DECO.
Depois da instituição que serve ter disponibilizado um simulador sobre alteração contributiva dos portugueses (presumindo eu aplicar-se a todos), eis que o mesmo o caracteriza como não posso deixar de partilhar:
"Num segundo cenário, de uma família em que cada um dos dois elementos ganha 5.000 euros por mes, este contribuinte vai pagar este ano mais 268,09 euros do que no ano passado, e em 2011 mais 414,55 euros (...) uma família com um rendimento mensal de 20 mil euros, ou pouco mais de 58 mil euros, se contabilizados os 14 meses de rendimento dos dois elementos do agregado, o aumento de IRS significa ..."
Ora não me restam alternativas senão acreditar que o avião não deixou solo americano e não estou em Portugal. Pelo menos a fazer fé nos valores usados no exemplo.
Depois da instituição que serve ter disponibilizado um simulador sobre alteração contributiva dos portugueses (presumindo eu aplicar-se a todos), eis que o mesmo o caracteriza como não posso deixar de partilhar:
"Num segundo cenário, de uma família em que cada um dos dois elementos ganha 5.000 euros por mes, este contribuinte vai pagar este ano mais 268,09 euros do que no ano passado, e em 2011 mais 414,55 euros (...) uma família com um rendimento mensal de 20 mil euros, ou pouco mais de 58 mil euros, se contabilizados os 14 meses de rendimento dos dois elementos do agregado, o aumento de IRS significa ..."
Ora não me restam alternativas senão acreditar que o avião não deixou solo americano e não estou em Portugal. Pelo menos a fazer fé nos valores usados no exemplo.
Comissários
Na verdade isto http://dre.pt/pdf1sdip/2010/05/10100/0176901770.pdf é simplesmente extraordinário.
De que valem inúmeras proclamações e processos de intenção de que há que diminuir o peso do Estado, se os factos se encarregam de as desmentir com a força da lei.
De que valem inúmeras proclamações e processos de intenção de que há que diminuir o peso do Estado, se os factos se encarregam de as desmentir com a força da lei.
COMISSÁRIOS POLÍTICOS
A notícia dos "conselheiros para a igualdade", aqui divulgada pelo Gonçalo, poderia dar para rir mas não sei se dá sequer para chorar. Tal como os 13 novos motoristas (e 13 porquê?) que foram contratados no passado dia 18, para o gabinete do primeiro-ministro, um deles requisitado à Deloitte (Diário da República, 2ª série, 18/05/04).
E é assim que nos dizem para apertar o cinto, para fazermos sacrifícios, para entendermos a necessidade de pagar tudo mais caro e receber menos.
Mas espantoso é ninguém dizer nada. Isto não é notícia? Não é notícia o facto de estarem a contratar mais pessoal e a nomear comissários políticos?
E já repararam como os representantes do Povo não se indignaram, nem apelaram à mobilização geral, perante o aumento de verbas para os srs deputados poderem viajar?
Houve tempos na nossa história em que estes assuntos se resolviam doutra forma, agora temos blogues...
E é assim que nos dizem para apertar o cinto, para fazermos sacrifícios, para entendermos a necessidade de pagar tudo mais caro e receber menos.
Mas espantoso é ninguém dizer nada. Isto não é notícia? Não é notícia o facto de estarem a contratar mais pessoal e a nomear comissários políticos?
E já repararam como os representantes do Povo não se indignaram, nem apelaram à mobilização geral, perante o aumento de verbas para os srs deputados poderem viajar?
Houve tempos na nossa história em que estes assuntos se resolviam doutra forma, agora temos blogues...
terça-feira, 25 de maio de 2010
Quem lhes vai pagar?
Talvez para combater o desemprego, que já deve começar a afectar as girls e os boys (por esta ordem), o Conselho de Ministros por Resolução hoje publicada no Diário da República, decidiu criar os cargos (sem limite de número) de conselheira e conselheiro locais para a igualdade, que ficam com a atribuição de acompanhar e dinamizar a implementação das políticas locais, para a cidadania e a igualdade de género.
Muito se poderia escrever sobre esta momentosa medida, (usando de ironia ou adoptando um registo mais sério) mas a única coisa que me ocorre perguntar é: Quem lhes vai pagar?
Muito se poderia escrever sobre esta momentosa medida, (usando de ironia ou adoptando um registo mais sério) mas a única coisa que me ocorre perguntar é: Quem lhes vai pagar?
O PASSADO, o PRESENTE, o FUTURO
O Passado 2
O 25 de Abril
O 25 de Abril trouxe a liberdade, mas não trouxe a responsabilidade; deu direitos, mas descurou deveres; deu garantias, mas isentou obrigações; prometeu igualdade, mas perseguiu a diferença.
O sistema político por si construído é fechado, monopolista, tentacular e chega a ser, ao contrário do muito que se diz e escreve, quase totalitário. O poder que foi erguido não é do Povo, mas dos partidos, dos gestores e dos empresários do regime, do "aparelho".
O sistema de governo foi concebido para o não governo, para a cumplicidade, para os "entendimentos" fáceis e para a divisão do Estado entre os que perdem e ganham eleições. Todos são eleitos universalmente e todos se anulam alegremente.
O Parlamento eleito ou é a voz do Governo por si legitimado ou a RGA anárquica, volátil, irresponsável e inconsequente; o Presidente eleito ou é força de bloqueio ou extensão política do poder governamental (mesmo que provenha de uma área partidária distinta); os deputados são, na esmagadora maioria, serventuários da direcção que os escolheu e possibilitou a sua eleição; a Administração Pública, ao nível das chefias, deixou de ser livre e isenta porque o lugar dos dirigentes é dependente do partido; as opções de investimento, tal como a canalização de recursos públicos, estão aliadas a critérios eleitorais e à sustentabilidade dos barões políticos; a maioria das corporações serve quem as dirige, representa poucos mas condiciona por muitos.
A sociedade, enquanto conjunto de individuos livres, deixou de existir. E isto, tudo isto, se deve ao Sistema Político construído, mantido, defendido com unhas e dentes, após o 25 de Abril de 1974.
O 25 de Abril
O 25 de Abril trouxe a liberdade, mas não trouxe a responsabilidade; deu direitos, mas descurou deveres; deu garantias, mas isentou obrigações; prometeu igualdade, mas perseguiu a diferença.
O sistema político por si construído é fechado, monopolista, tentacular e chega a ser, ao contrário do muito que se diz e escreve, quase totalitário. O poder que foi erguido não é do Povo, mas dos partidos, dos gestores e dos empresários do regime, do "aparelho".
O sistema de governo foi concebido para o não governo, para a cumplicidade, para os "entendimentos" fáceis e para a divisão do Estado entre os que perdem e ganham eleições. Todos são eleitos universalmente e todos se anulam alegremente.
O Parlamento eleito ou é a voz do Governo por si legitimado ou a RGA anárquica, volátil, irresponsável e inconsequente; o Presidente eleito ou é força de bloqueio ou extensão política do poder governamental (mesmo que provenha de uma área partidária distinta); os deputados são, na esmagadora maioria, serventuários da direcção que os escolheu e possibilitou a sua eleição; a Administração Pública, ao nível das chefias, deixou de ser livre e isenta porque o lugar dos dirigentes é dependente do partido; as opções de investimento, tal como a canalização de recursos públicos, estão aliadas a critérios eleitorais e à sustentabilidade dos barões políticos; a maioria das corporações serve quem as dirige, representa poucos mas condiciona por muitos.
A sociedade, enquanto conjunto de individuos livres, deixou de existir. E isto, tudo isto, se deve ao Sistema Político construído, mantido, defendido com unhas e dentes, após o 25 de Abril de 1974.
O PASSADO, o PRESENTE, o FUTURO
O PASSADO 1
As análises são cada vez mais repetitivas, os comentários sempre consensuais e as palavras tornam-se irredutivelmente ocas. Há crise, todos agora o dizem, mas permanece ausente a resposta a uma simples pergunta: como chegámos aqui? Ninguém quer falar do passado e há mesmo quem diga ser isso indiferente perante a urgente necessidade de ultrapassarmos as dificuldades do presente. A verdade é outra. Todos, ou quase todos, somos cúmplices dos erros e fomos coniventes, activos ou passivos, do desastre a que assistimos. E é tal a dimensão da nossa culpa (ou porque não quisemos saber; ou porque não quisemos ouvir; ou porque não quisemos votar; ou porque simplesmente votámos onde era mais fácil), que nos escondemos dentro de nós próprios para não ver, para não ouvir, para não assumir, para não responder.
A "elite" das conferências, dos simpósios, dos seminários, continua aí. Intacta, sorridente, pronta a dizer o caminho a seguir, mas incapaz de afirmar como todas as suas análises estavam erradas e todas as suas previsões falharam. Ela era constituída pelos "inteligentes" do regime, pelos "gurus" do sistema, pelos "catedráticos" do sucesso, do optimismo, do progresso e do desenvolvimento. Ai de quem se atravessasse na sua frente, ai de quem ousassse questionar ou criticar a sua receita.
E quantos de nós, mesmo que agora nos apressemos a criticar, participamos com entusiasmo nessas reuniões, aplaudimos com vigor as palavras nelas proferidas e nos acotovelamos para sermos vistos na primeira fila e pertencer ao "clube"? Quantos de nós? Quantos de nós evitámos a relação, o convívio e a conversa, com os críticos da marcha, com os contestários do modelo, com os defensores da alternativa? Quantos de nós? Muitos, sem dúvida muitos, mesmo que agora finjamos o contrário.
Covardemente ignoramos a nossa responsabilidade e covardemente não enfrentamos os erros que nós próprios cometemos. Com tal atitude e comportamento não resolvemos nada e apenas provamos ser fracos.
(continua)
As análises são cada vez mais repetitivas, os comentários sempre consensuais e as palavras tornam-se irredutivelmente ocas. Há crise, todos agora o dizem, mas permanece ausente a resposta a uma simples pergunta: como chegámos aqui? Ninguém quer falar do passado e há mesmo quem diga ser isso indiferente perante a urgente necessidade de ultrapassarmos as dificuldades do presente. A verdade é outra. Todos, ou quase todos, somos cúmplices dos erros e fomos coniventes, activos ou passivos, do desastre a que assistimos. E é tal a dimensão da nossa culpa (ou porque não quisemos saber; ou porque não quisemos ouvir; ou porque não quisemos votar; ou porque simplesmente votámos onde era mais fácil), que nos escondemos dentro de nós próprios para não ver, para não ouvir, para não assumir, para não responder.
A "elite" das conferências, dos simpósios, dos seminários, continua aí. Intacta, sorridente, pronta a dizer o caminho a seguir, mas incapaz de afirmar como todas as suas análises estavam erradas e todas as suas previsões falharam. Ela era constituída pelos "inteligentes" do regime, pelos "gurus" do sistema, pelos "catedráticos" do sucesso, do optimismo, do progresso e do desenvolvimento. Ai de quem se atravessasse na sua frente, ai de quem ousassse questionar ou criticar a sua receita.
E quantos de nós, mesmo que agora nos apressemos a criticar, participamos com entusiasmo nessas reuniões, aplaudimos com vigor as palavras nelas proferidas e nos acotovelamos para sermos vistos na primeira fila e pertencer ao "clube"? Quantos de nós? Quantos de nós evitámos a relação, o convívio e a conversa, com os críticos da marcha, com os contestários do modelo, com os defensores da alternativa? Quantos de nós? Muitos, sem dúvida muitos, mesmo que agora finjamos o contrário.
Covardemente ignoramos a nossa responsabilidade e covardemente não enfrentamos os erros que nós próprios cometemos. Com tal atitude e comportamento não resolvemos nada e apenas provamos ser fracos.
(continua)
Isto é que vai uma crise!
Enquanto por toda a Europa vão subindo os impostos pagos pelos contribuintes, o Parlamento Europeu continua a sua senda despesista.
Dificuldades? Crise? Apertar o cinto?
Via: The Sunday Times
MEPs get £4m taste for Apple iPad
Bojan Pancevksi
THEY are renowned for never knowingly missing a perk. Now MEPs have decided that, financial crisis or not, they will snaffle a taxpayer-funded Apple iPad for every member once the latest computer must-have is launched on the European market.
The European parliament’s bureau, its administrative office, has earmarked £4.3m for an “IT mobility project”.
Bad as the financial crisis may be, the bureau has decided that all 736 MEPs need to become more “connected” and that the iPad, a portable tablet computer, is just the device to enable them to do more on the move.
The iPads, likely to cost more than £500 each, will be highly coveted when they are released on to the European market on May 28. Half a million of the devices were bought in the United States in the week that Steve Jobs, head of Apple, launched them earlier this year.
Although MEPs have recently been equipped with new Hewlett-Packard laptops, some have told the bureau they find them cumbersome in comparison with the iPad.
The driving force behind the idea is Klaus Welle, the parliament’s German secretary-general, who is known as an enthusiast for the iPhone, already a popular Apple product.
The iPad plan was disclosed by a senior bureau source who was too worried to reveal his name. “We could get rid of our old PCs, some of which have outdated software such as Microsoft Word 2003,” the source said.
“The majority of MEPs have already got iPhones and they are very happy with them. The PC was good for its time but the iPad is a much better device.”
Marta Andreasen, the UKIP member who sits on the budget committee, said: “We were told the iPads would actually cut costs as they are not expensive and that we would be able to stay connected while outside the office or on holidays, but many of the older MEPs don’t even know how to use the internet properly.
“I am against that because it seems completely unnecessary, especially when European taxpayers are facing such difficult times.”
A parliament spokeswoman denied that there were plans to obtain iPads for MEPs in the “immediate future” and said she was not familiar with the bureau initiative.
Dificuldades? Crise? Apertar o cinto?
Via: The Sunday Times
MEPs get £4m taste for Apple iPad
Bojan Pancevksi
THEY are renowned for never knowingly missing a perk. Now MEPs have decided that, financial crisis or not, they will snaffle a taxpayer-funded Apple iPad for every member once the latest computer must-have is launched on the European market.
The European parliament’s bureau, its administrative office, has earmarked £4.3m for an “IT mobility project”.
Bad as the financial crisis may be, the bureau has decided that all 736 MEPs need to become more “connected” and that the iPad, a portable tablet computer, is just the device to enable them to do more on the move.
The iPads, likely to cost more than £500 each, will be highly coveted when they are released on to the European market on May 28. Half a million of the devices were bought in the United States in the week that Steve Jobs, head of Apple, launched them earlier this year.
Although MEPs have recently been equipped with new Hewlett-Packard laptops, some have told the bureau they find them cumbersome in comparison with the iPad.
The driving force behind the idea is Klaus Welle, the parliament’s German secretary-general, who is known as an enthusiast for the iPhone, already a popular Apple product.
The iPad plan was disclosed by a senior bureau source who was too worried to reveal his name. “We could get rid of our old PCs, some of which have outdated software such as Microsoft Word 2003,” the source said.
“The majority of MEPs have already got iPhones and they are very happy with them. The PC was good for its time but the iPad is a much better device.”
Marta Andreasen, the UKIP member who sits on the budget committee, said: “We were told the iPads would actually cut costs as they are not expensive and that we would be able to stay connected while outside the office or on holidays, but many of the older MEPs don’t even know how to use the internet properly.
“I am against that because it seems completely unnecessary, especially when European taxpayers are facing such difficult times.”
A parliament spokeswoman denied that there were plans to obtain iPads for MEPs in the “immediate future” and said she was not familiar with the bureau initiative.
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