Tal como em Portugal, em Espanha o povo que pague a crise enquanto os socialistas vão esbanjando mais e mais dinheiro!
Segundo noticiaram alguns (poucos - muito respeitinho a quem está no poder) periódicos espanhóis - a Comunidade Autonómica da Andaluzia, comandada pelo PSOE vai pagar um tratamento de inseminação artificial a um casal de etarras responsável por vários assassinatos. Isto ao mesmo tempo que também por lá um doente com cancro espera e desespera pelos tratamentos!
García Jodrá (condenado a penas que somadas ultrapassam mais de 200 anos de cadeia) e a sua companheira Nerea Bengoa (também responsável por vários atentados) já iniciaram tratamentos num hospital público de Córdova, pagos pela mesma sociedade que eles atacaram sem dó nem piedade!
Qual a lógica, principalmente em tempos de crise e quando pessoas doentes esperam pelo financiamento dos seus tratamentos?
domingo, 16 de maio de 2010
Já deu para perceber ...
Os factos que ocorreram nos ultimos dias, mostraram-nos duas coisas:
1. O federalismo com capital em Bruxelas foi definitivamente instaurado. A partir de agora, os Orçamentos dos Estados membros da UE passam a estar subordinados a Bruxelas.
2. Ao contrário do que tenho visto escrito, o Presidente do PSD comprometeu-se, até às orelhas, com o actual estado das coisas. Perdeu a única oportunidade de romper com o Sistema, o que até não admira, pois é um produto dele.
1. O federalismo com capital em Bruxelas foi definitivamente instaurado. A partir de agora, os Orçamentos dos Estados membros da UE passam a estar subordinados a Bruxelas.
2. Ao contrário do que tenho visto escrito, o Presidente do PSD comprometeu-se, até às orelhas, com o actual estado das coisas. Perdeu a única oportunidade de romper com o Sistema, o que até não admira, pois é um produto dele.
sábado, 15 de maio de 2010
Aqui chegada ...
.. eis-me a cumprimentar os restantes escribas e os leitores:
Saudações
A convite amigável do João Carvalho Fernandes, sem periodicidade certa, aqui partilharei alguns pensamentos, incómodos e irreverentes como sempre.
Confesso que a política, tal como o direito e a justiça, já nada me diz; a cada dia, mais e mais, sinto indiferença perante um (des)Governo e uma classe política, em geral, tão irrelevante, quanto dispensável.
E o direito e a justiça, o primeiro tão pechisbeque, quanto a segunda tem de elitista e injusta.
O actual estado do Estado, já não pode ser apelidado de lástima, considerando que ultrapassou o fundo do pântano.
O (des)Governo e a oposição, principalmente aquela que se diz do arco governativo, são mais do mesmo.
Mas, também mais do mesmo, são os restantes partidos políticos com assento no Parlamento; todos vivem, e sobrevivem à custa dos contribuintes.
E é aí, é precisamente aí, que está o busílis da questão:
Seja quem for, pessoa singular ou colectiva, partido político ou grupo de interesses, que sobreviva ou sobrevivam à custa do dinheiro do contribuinte, tenderá sempre a perpetuar o Estado Social, et pour cause o Estado Social que sangra o cidadão, perpetua-se.
A única solução para terminar de uma vez por todas com a crise económica e social em Portugal, é terminar com o Estado Social.
Acabar com a Segurança Social.
Reduzir o número de deputados à Assembleia da República.
Terminar com a opulência daqueles que, ao invés de servirem os cidadãos, permitimos que se sirvam de nós.
Reduzir ao fundamental o Estado, e as instituições estatais; cortar na banha.
Terminar com a escravidão do cidadão perante um Estado.
Voltar a ter pessoas honradas a prestarem serviço público.
Ter cidadãos plenos; conscientes e responsáveis.
Pelo Jorge: Santiago com eles.
Saudações
A convite amigável do João Carvalho Fernandes, sem periodicidade certa, aqui partilharei alguns pensamentos, incómodos e irreverentes como sempre.
Confesso que a política, tal como o direito e a justiça, já nada me diz; a cada dia, mais e mais, sinto indiferença perante um (des)Governo e uma classe política, em geral, tão irrelevante, quanto dispensável.
E o direito e a justiça, o primeiro tão pechisbeque, quanto a segunda tem de elitista e injusta.
O actual estado do Estado, já não pode ser apelidado de lástima, considerando que ultrapassou o fundo do pântano.
O (des)Governo e a oposição, principalmente aquela que se diz do arco governativo, são mais do mesmo.
Mas, também mais do mesmo, são os restantes partidos políticos com assento no Parlamento; todos vivem, e sobrevivem à custa dos contribuintes.
E é aí, é precisamente aí, que está o busílis da questão:
Seja quem for, pessoa singular ou colectiva, partido político ou grupo de interesses, que sobreviva ou sobrevivam à custa do dinheiro do contribuinte, tenderá sempre a perpetuar o Estado Social, et pour cause o Estado Social que sangra o cidadão, perpetua-se.
A única solução para terminar de uma vez por todas com a crise económica e social em Portugal, é terminar com o Estado Social.
Acabar com a Segurança Social.
Reduzir o número de deputados à Assembleia da República.
Terminar com a opulência daqueles que, ao invés de servirem os cidadãos, permitimos que se sirvam de nós.
Reduzir ao fundamental o Estado, e as instituições estatais; cortar na banha.
Terminar com a escravidão do cidadão perante um Estado.
Voltar a ter pessoas honradas a prestarem serviço público.
Ter cidadãos plenos; conscientes e responsáveis.
Pelo Jorge: Santiago com eles.
Mais membros na REVOLTA
António Tânger, Embaixador; João Pedro Montes, Gestor, Margarida Pardal, Investigadora e Paulo Otero, Prof. Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, fazem parte a partir de hoje do blogue A Revolta.
Somos livres?
Na azáfama de solucionar problemas imediatos, sobra sempre nenhum tempo para a reflexão. E ela é urgente! É urgente no que respeita ao Capitalismo; é urgente sobre a União Europeia, o seu modelo de funcionamento e a relação dos seus órgãos com os Estados membros; e é urgente sobre o nosso futuro enquanto Nação.
Verdade seja dita que a vontade de tudo comentar, de tudo analisar, de estar na "linha da frente" da notícia da ocasião, nos empurra para longe do que é essencial. De tal forma que não percebemos como é nula a importância do muito que julgamos importante e definitivo. O agora é só isso mesmo e o amanhã deixa de existir, quando incompreensivelmente nos deixamos aprisionar pela imensidão do momento. Em nome da liberdade perdemos a liberdade, a nossa individual liberdade, e é tempo, principalmente em tempo de crise, de iniciarmos uma luta pela sua reconquista.
Verdade seja dita que a vontade de tudo comentar, de tudo analisar, de estar na "linha da frente" da notícia da ocasião, nos empurra para longe do que é essencial. De tal forma que não percebemos como é nula a importância do muito que julgamos importante e definitivo. O agora é só isso mesmo e o amanhã deixa de existir, quando incompreensivelmente nos deixamos aprisionar pela imensidão do momento. Em nome da liberdade perdemos a liberdade, a nossa individual liberdade, e é tempo, principalmente em tempo de crise, de iniciarmos uma luta pela sua reconquista.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O Papa e os valores do nosso tempo
Terminou a visita a Portugal do Papa Bento XVI. Das imagens da Televisão e das fotos dos jornais vai ficar,fundamentalmente, a mensagem de valores que nos deixou.
Teve a coragem de abordar a questão da pedofilia, do aborto e do casamento. Fê-lo de acordo com as suas ideias. Criticando o mal, que também está dentro da Igreja, teve a coragem de nos deixar um desafio. Sair do "Inverno da Igreja" lançando novas lideranças nas instituições de solidariedade social para enfrentar os novos tempos. Quer no seu encontro com as organizações da Pastoral Social quer no encontro com os Bispos de Portugal, o Papa deixou ideias precisas da necessidade de renovação da prática da Igreja Católica. Adaptar os valores ao nosso tempo à Primavera que aí vem seguindo o exemplo de Jesus: "vai e faz o mesmo".
A doutrina social da Igreja ganha redobrada importância neste tempo de crise económica e social. Os valores são, assim, resultado da importância dos tempos. Neste nosso tempo ainda ganham um papel mais acentuado.
António Tavares
Teve a coragem de abordar a questão da pedofilia, do aborto e do casamento. Fê-lo de acordo com as suas ideias. Criticando o mal, que também está dentro da Igreja, teve a coragem de nos deixar um desafio. Sair do "Inverno da Igreja" lançando novas lideranças nas instituições de solidariedade social para enfrentar os novos tempos. Quer no seu encontro com as organizações da Pastoral Social quer no encontro com os Bispos de Portugal, o Papa deixou ideias precisas da necessidade de renovação da prática da Igreja Católica. Adaptar os valores ao nosso tempo à Primavera que aí vem seguindo o exemplo de Jesus: "vai e faz o mesmo".
A doutrina social da Igreja ganha redobrada importância neste tempo de crise económica e social. Os valores são, assim, resultado da importância dos tempos. Neste nosso tempo ainda ganham um papel mais acentuado.
António Tavares
O adeus a Saldanha Sanches
O triste desaparecimento de Saldanha Sanches é motivo de lamento. Portugal perde um cidadão exemplar que soube lutar sempre na trincheira dos valores quer antes quer depois do 25 de Abril.
Foi meu convidado no Clube Via Norte no inicio do ano passado. Tive,então, oportunidade de o conhecer melhor. Se, quase sempre, tivemos divergências na avaliação politica de muitas situações reconheço que José Luis Saldanha Sanches deixa saudade pela importância da polémica.
Era alguem que tinha convicções. Nos dias de hoje é muito importante que o pensamos de manhã não seja diferente à tarde.
Paz à sua alma. O seu exemplo vai continuar vivo naqueles, como eu, lhe reconhecem a integridade do carácter.
António Tavares
Foi meu convidado no Clube Via Norte no inicio do ano passado. Tive,então, oportunidade de o conhecer melhor. Se, quase sempre, tivemos divergências na avaliação politica de muitas situações reconheço que José Luis Saldanha Sanches deixa saudade pela importância da polémica.
Era alguem que tinha convicções. Nos dias de hoje é muito importante que o pensamos de manhã não seja diferente à tarde.
Paz à sua alma. O seu exemplo vai continuar vivo naqueles, como eu, lhe reconhecem a integridade do carácter.
António Tavares
SALDANHA SANCHES
A meu convite aceitou participar nalgumas iniciativas públicas e mesmo sabendo que eu me situava claramente à sua Direita, manifestou sempre pronta disponibilidade para dizer presente. Incansável na denúncia e no combate à corrupção e aos corruptos, recordo a sua passagem por Braga, no Verão passado, para falar do enriquecimento ilicito e das fortunas injustificadas de alguns políticos. De Lisboa, acompanhado por Rui Costa Pinto, viajou de combóio, pagando do seu bolso o bilhete, testemunhando afinal com esse gesto uma militância por causas, que nunca esteve à venda.
Se dúvidas houvesse....
Se dúvidas houvesse quanto à dimensão do nosso governo, elas ficaram dissipadas quer nas palavras de ontem à tarde do primeiro-ministro, quer ainda nas do ministro das finanças e de alguns dirigentes socialistas à noite. Apesar de ter recebido um "bónus" do líder do PSD e de lhe dever estar agradecido, o governo mostrou ser pequeno e não estar à altura dos desafios que tem pela frente.
Recordemos algumas dessas palavras:
Primeiro - Ministro " a medida de redução de 5%, nos salários dos políticos não tem impacto financeiro é apenas simbólica e foi tomada a pedido do PSD. Eu prefiro medidas com impacto real e não apenas simbólico...."
Ministro das Finanças "(...) peço é a compreensão dos portugueses, não peço desculpa porque não tenho má consciência..."
Líder parlamentar do PS " (...) se pedisse desculpas demitia-me a seguir..."
Palavras para quê? Isto foi dito no mesmo dia, em que lhes deram o braço, a mão e o seguro de vida. Isto vem afinal demonstrar que o governo não é pequeno por ser minoritário, mas pela simples razão de que os seus membros e apoiantes não têm dimensão. A mim não me causou surpresa e só espero que Passos Coelho perceba que Sócrates e Durão Barroso não estão preocupados com o País; o que os preocupa é tão só o mesmo de sempre: a sua sobrevivência!
Recordemos algumas dessas palavras:
Primeiro - Ministro " a medida de redução de 5%, nos salários dos políticos não tem impacto financeiro é apenas simbólica e foi tomada a pedido do PSD. Eu prefiro medidas com impacto real e não apenas simbólico...."
Ministro das Finanças "(...) peço é a compreensão dos portugueses, não peço desculpa porque não tenho má consciência..."
Líder parlamentar do PS " (...) se pedisse desculpas demitia-me a seguir..."
Palavras para quê? Isto foi dito no mesmo dia, em que lhes deram o braço, a mão e o seguro de vida. Isto vem afinal demonstrar que o governo não é pequeno por ser minoritário, mas pela simples razão de que os seus membros e apoiantes não têm dimensão. A mim não me causou surpresa e só espero que Passos Coelho perceba que Sócrates e Durão Barroso não estão preocupados com o País; o que os preocupa é tão só o mesmo de sempre: a sua sobrevivência!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
O tempo de festa do Engº José Sócrates
O Primeiro Ministro de Portugal descobriu agora que afinal o país a que se candidatou em Outubro de 2009 não é o mesmo de Maio de 2010.
Apareceu o défice e com ele a mesma receita de sempre. O Monstro de que falava o Presidente da República consinuou a crescer e hoje está imparável. Só que a lógica do poder mudou. Já não é o Governo e o Parlamento mas sim os directórios partidários que ditam as regras. Bruxelas quer tranquilidade na zona Euro e vai daí puxou as orelhas a Portugal e Espanha. Da nossa parte demos a resposta de sempre. Os ricos que paguem a crise que provocaram. Um pão com o IVA a 6% é igual para mim, para o Dr. António Mexia ou para quem tem o salário minimo nacional. Deus queira, neste tempo de Papa, que estas medidas extraordinárias não sejam definitivas para continuarmos a sustentar empresas municipais sem sentido, agências e institutos públicos que ninguem compreende a sua missão. Está na altura de dizer que, depois de no jobs for the boys, do no money for the boys é tempo de "no food for the boys".
Entre a vitória do Benfica e a vinda do Papa está a acabar o tempo de festa do Engº Sócrates para começar o Plano de Emagrecimento Compulsivo (PEC) que vai acabar na rua na contestação dos sindicatos.
Apareceu o défice e com ele a mesma receita de sempre. O Monstro de que falava o Presidente da República consinuou a crescer e hoje está imparável. Só que a lógica do poder mudou. Já não é o Governo e o Parlamento mas sim os directórios partidários que ditam as regras. Bruxelas quer tranquilidade na zona Euro e vai daí puxou as orelhas a Portugal e Espanha. Da nossa parte demos a resposta de sempre. Os ricos que paguem a crise que provocaram. Um pão com o IVA a 6% é igual para mim, para o Dr. António Mexia ou para quem tem o salário minimo nacional. Deus queira, neste tempo de Papa, que estas medidas extraordinárias não sejam definitivas para continuarmos a sustentar empresas municipais sem sentido, agências e institutos públicos que ninguem compreende a sua missão. Está na altura de dizer que, depois de no jobs for the boys, do no money for the boys é tempo de "no food for the boys".
Entre a vitória do Benfica e a vinda do Papa está a acabar o tempo de festa do Engº Sócrates para começar o Plano de Emagrecimento Compulsivo (PEC) que vai acabar na rua na contestação dos sindicatos.
Perguntas ao Dr. Passos Coelho
1. Poderá um primeiro-ministro cuja credibilidade desapareceu, ser o motor da mudança e da recuperação económica?
2. Poderá um governo, cada vez mais desunido e sem rumo, incutir mobilização e motivação aos portugueses?
3- Poderá a condução política da Nação ser alheia ou indiferente, aos caminhos de sacrifícios que temos de seguir?
Eu não sou PSD, mas não escondo a simpatia e até a grande expectativa que deposito no novo líder social-democrata. Não duvido do seu patriotismo, do seu sentido de responsabilidade e da sua vontade de contribuir activamente para a resolução dos graves problemas que Portugal atravessa. Sei do sinal de esperança que a sua chegada provocou em muitos cidadãos como eu; cidadãos cansados da mediocridade, revoltados com o desnivelamento gritante na sociedade portuguesa, indignados com a manutenção de políticas públicas, que prejudicam o desenvolvimento e impedem a criação sustentada de riqueza.
Hoje, muitos desses cidadãos precisam de respostas do Dr. Passos Coelho. É necessário que entendam como após o discurso de ruptura que o conduziu ao cargo que ocupa, o vêem agora ao lado de um primeiro - ministro incapaz de liderar, titubeando ao sabor das circunstâncias, incompetente para antecipar e prevenir os problemas.
É tudo em nome do interesse nacional?
Ao longo dos tempos fomos ouvindo discursos sobre o interesse nacional. A expressão serviu para tudo e de tal modo que sob a sua capa assistimos ao delapidar das finanças públicas, ao enriquecimento imoral, e até ilegítimo, de grupos e de pessoas próximas do poder. E são, curiosamente ou talvez não, os que mais contribuíram para o momento actual, a defenderem o "acordo" entre o governo e o PSD. Más notícias, para quem quer a verdadeira mudança. Más notícias para os muitos que não entendem, nem aceitam, que apesar dos discursos de indignação, os gestores continuem a banquetear-se com prémios que chocam a dignidade de qualquer pessoa sensata. Más notícias, muito más notícias, principalmente após uma comunicação ao País de um primeiro-ministro que compara o Pão à coca-cola, com um ar de superioridade e desdém que não pode ser tolerado.
O Dr. Passos Coelho, político que respeito e que publicamente venho defendendo, tem de responder a estas e outras questões. Nós, os simples mortais, sabemos o que temos de fazer, sabemos o que já fazemos no nosso dia a dia para enfrentar a crise, sabemos o que deixámos de comprar para poder sustentar a nossa casa; falta-nos porém saber se quem nos empurrou para a crise vai poder continuar a governar e agora com o apoio de quem não era suposto apoiá-lo!
2. Poderá um governo, cada vez mais desunido e sem rumo, incutir mobilização e motivação aos portugueses?
3- Poderá a condução política da Nação ser alheia ou indiferente, aos caminhos de sacrifícios que temos de seguir?
Eu não sou PSD, mas não escondo a simpatia e até a grande expectativa que deposito no novo líder social-democrata. Não duvido do seu patriotismo, do seu sentido de responsabilidade e da sua vontade de contribuir activamente para a resolução dos graves problemas que Portugal atravessa. Sei do sinal de esperança que a sua chegada provocou em muitos cidadãos como eu; cidadãos cansados da mediocridade, revoltados com o desnivelamento gritante na sociedade portuguesa, indignados com a manutenção de políticas públicas, que prejudicam o desenvolvimento e impedem a criação sustentada de riqueza.
Hoje, muitos desses cidadãos precisam de respostas do Dr. Passos Coelho. É necessário que entendam como após o discurso de ruptura que o conduziu ao cargo que ocupa, o vêem agora ao lado de um primeiro - ministro incapaz de liderar, titubeando ao sabor das circunstâncias, incompetente para antecipar e prevenir os problemas.
É tudo em nome do interesse nacional?
Ao longo dos tempos fomos ouvindo discursos sobre o interesse nacional. A expressão serviu para tudo e de tal modo que sob a sua capa assistimos ao delapidar das finanças públicas, ao enriquecimento imoral, e até ilegítimo, de grupos e de pessoas próximas do poder. E são, curiosamente ou talvez não, os que mais contribuíram para o momento actual, a defenderem o "acordo" entre o governo e o PSD. Más notícias, para quem quer a verdadeira mudança. Más notícias para os muitos que não entendem, nem aceitam, que apesar dos discursos de indignação, os gestores continuem a banquetear-se com prémios que chocam a dignidade de qualquer pessoa sensata. Más notícias, muito más notícias, principalmente após uma comunicação ao País de um primeiro-ministro que compara o Pão à coca-cola, com um ar de superioridade e desdém que não pode ser tolerado.
O Dr. Passos Coelho, político que respeito e que publicamente venho defendendo, tem de responder a estas e outras questões. Nós, os simples mortais, sabemos o que temos de fazer, sabemos o que já fazemos no nosso dia a dia para enfrentar a crise, sabemos o que deixámos de comprar para poder sustentar a nossa casa; falta-nos porém saber se quem nos empurrou para a crise vai poder continuar a governar e agora com o apoio de quem não era suposto apoiá-lo!
A CRISE E OS SACRIFICIOS
No plano económico e financeiro
A crise económica obriga, sem dúvida, a que todos tenhamos de fazer sacrifícios. Ninguém de bom senso o negará. Mas a que princípios vão obedecer esses sacrifícios? Vamos seguir os princípios da igualdade ou os princípios da equidade? A pergunta não é retórica, nem o momento é para perguntas dessa natureza. Se seguirmos o princípio da igualdade teremos injustiça, mesmo que as proporções nominais anunciadas sejam distintas. Mas se seguirmos o princípio da equidade as coisas serão, sem margem para dúvida, completamente diferentes. E é neste ponto que as medidas previstas, ou a concretizar, terão de ser vistas pelos destinatários. É inconcebível, digo até inaceitável, que seja a classe média mais penalizada da União Europeia, a pagar a factura dos erros e dos fracassos que ao longo dos anos tivemos. Portugal já tem das taxas fiscais mais elevadas, por comparação aos salários pagos; é em Portugal que pagamos mais pela gasolina, pela electricidade e até por produtos essenciais para as famílias; e é em Portugal, como já referi, que ganhamos menos.
Como aceitar, sem revolta ou contestação, que nos entrem novamente pela carteira dentro, sem extinguirem Empresas Municipais, Institutos Públicos e Fundações que só vivem à custa do erário público? Como aceitar, sem revolta ou contestação, que nos penalizem ainda mais, sem a redução drástica de assessorias nos ministérios, nas secretarias - de - estado e sem o corte nos subsídios mensais aos partidos políticos?
Como aceitar, sem revolta ou contestação, que continuemos a ter cargos de nomeação governamental com salários mais altos dos que os praticados, em lugares equivalentes, na Alemanha, na Inglaterra ou nos EUA?
Não basta que nos falem em cortes de 5% nos vencimentos dos políticos ou dos gestores públicos. Não basta! É necessário muito mais para que os Portugueses percebam que o seu esforço será acompanhado verdadeiramente por todos. Se assim não for a rua poderá ter quem habitualmente nela não está. A revolta e a contestação não terão côr partidária e as Famílias protestarão contra a injustiça e a iniquidade.
No plano político
No plano político faço, por agora, uma só pergunta: salvamos o País salvando este governo?
A crise económica obriga, sem dúvida, a que todos tenhamos de fazer sacrifícios. Ninguém de bom senso o negará. Mas a que princípios vão obedecer esses sacrifícios? Vamos seguir os princípios da igualdade ou os princípios da equidade? A pergunta não é retórica, nem o momento é para perguntas dessa natureza. Se seguirmos o princípio da igualdade teremos injustiça, mesmo que as proporções nominais anunciadas sejam distintas. Mas se seguirmos o princípio da equidade as coisas serão, sem margem para dúvida, completamente diferentes. E é neste ponto que as medidas previstas, ou a concretizar, terão de ser vistas pelos destinatários. É inconcebível, digo até inaceitável, que seja a classe média mais penalizada da União Europeia, a pagar a factura dos erros e dos fracassos que ao longo dos anos tivemos. Portugal já tem das taxas fiscais mais elevadas, por comparação aos salários pagos; é em Portugal que pagamos mais pela gasolina, pela electricidade e até por produtos essenciais para as famílias; e é em Portugal, como já referi, que ganhamos menos.
Como aceitar, sem revolta ou contestação, que nos entrem novamente pela carteira dentro, sem extinguirem Empresas Municipais, Institutos Públicos e Fundações que só vivem à custa do erário público? Como aceitar, sem revolta ou contestação, que nos penalizem ainda mais, sem a redução drástica de assessorias nos ministérios, nas secretarias - de - estado e sem o corte nos subsídios mensais aos partidos políticos?
Como aceitar, sem revolta ou contestação, que continuemos a ter cargos de nomeação governamental com salários mais altos dos que os praticados, em lugares equivalentes, na Alemanha, na Inglaterra ou nos EUA?
Não basta que nos falem em cortes de 5% nos vencimentos dos políticos ou dos gestores públicos. Não basta! É necessário muito mais para que os Portugueses percebam que o seu esforço será acompanhado verdadeiramente por todos. Se assim não for a rua poderá ter quem habitualmente nela não está. A revolta e a contestação não terão côr partidária e as Famílias protestarão contra a injustiça e a iniquidade.
No plano político
No plano político faço, por agora, uma só pergunta: salvamos o País salvando este governo?
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Manual de Protocolo
Depois de ouvir Sócrates, o ainda Chefe do Governo de Portugal, tratar por diversas vezes Sua Santidade o Papa Bento XVI, por Sua Eminência, só posso recomendar a Sua Excelência o Primeiro Ministro que leia um bom Manual de Protocolo para não dar mais calinadas.
O PAPA E OS POLÍTICOS NÃO CATÓLICOS
O Papa é, simultâneamente, Chefe de Estado e Líder espiritual dos Católicos e quando viaja representa essas duas qualidades. Compreende-se pois que a sua chegada a qualquer país seja preenchida pelas mesmas regras protocolares, devidas a qualquer outro Presidente ou Monarca. Não espanta assim, nem choca, ver Presidentes da República, Presidentes de Parlamentos, Primeiros-Ministros, Ministros, Presidentes de Câmara, recebe-lo com toda a dignidade e com ele se fazerem fotografar. Afinal o cargo que ocupam e a função que desempenham exige um sentido de rigor e de isenção, que vai muito além das convicções religiosas ou até da ausência delas. Mau seria se um político pelo facto de não ser crente ou de não ser católico, se recusasse a receber o Chefe de Estado do Vaticano e a tributar-lhe a honra e o respeito merecidos.
Todavia, quando este mesmo Chefe de Estado assume as funções de líder dos católicos e a eles se dirige numa missa, já me questiono sobre o que leva políticos não crentes, seja qual for o seu cargo no Estado anfitrião, a marcar presença. Principalmente políticos que actuam e legislam ao arrepio de todos os princípios e valores professados por essa mesma religião. O que vão lá fazer? Sustentar as suas posições a favor do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da retirada dos crucifixos das escolas e dos hospitais?
Estamos perante uma imensa hipocrisia, reveladora da reduzida dimensão destes individuos para quem tudo serve. Bem sei que a Igreja, ou melhor dizendo os seus representantes, terão dificuldade em questionar estes gestos e até a denunciá-los, mas isso não deve impedir todos de dizerem o que pensam. Nesta matéria há que realçar, desde logo pelo coerente contraste, a ausência ontem no Terreiro do Paço do ex- presidente Mário Soares. Não sendo crente não participa numa manifestação de crentes e ninguém pode considerar isso negativo. Posição digna que não deixa de realçar a nula dignidade de quem não sendo crente, se quis misturar com os muitos milhares de católicos.
Todavia, quando este mesmo Chefe de Estado assume as funções de líder dos católicos e a eles se dirige numa missa, já me questiono sobre o que leva políticos não crentes, seja qual for o seu cargo no Estado anfitrião, a marcar presença. Principalmente políticos que actuam e legislam ao arrepio de todos os princípios e valores professados por essa mesma religião. O que vão lá fazer? Sustentar as suas posições a favor do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da retirada dos crucifixos das escolas e dos hospitais?
Estamos perante uma imensa hipocrisia, reveladora da reduzida dimensão destes individuos para quem tudo serve. Bem sei que a Igreja, ou melhor dizendo os seus representantes, terão dificuldade em questionar estes gestos e até a denunciá-los, mas isso não deve impedir todos de dizerem o que pensam. Nesta matéria há que realçar, desde logo pelo coerente contraste, a ausência ontem no Terreiro do Paço do ex- presidente Mário Soares. Não sendo crente não participa numa manifestação de crentes e ninguém pode considerar isso negativo. Posição digna que não deixa de realçar a nula dignidade de quem não sendo crente, se quis misturar com os muitos milhares de católicos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Bento XVI
Independentemente da Fé de cada um, há um facto indesmentível: se a maioria dos Chefes de Estado dos países existentes na Terra tivesse a envergadura intelectual e moral que tem o Chefe do Estado do Vaticano, o mundo não seria o que é. Indubitavelmente, o mundo seria incomparavelmente melhor.
Sei que vem por bem, por isso Bem Vindo, Bento XVI, a Portugal!
Nestes dias, o que mais ardentemente desejo é que a sua mensagem possa ser interiorizada e amadurecida pelos portugueses.
«La zone euro n'a pas les ingrédients pour durer»
«L'économiste Christian Saint-Etienne, auteur de «La fin de l'euro», ne croit pas que le plan d'aide de 750 milliards d'euros puisse sauver l'euro.
Le figaro.fr/jdf.com - Que pensez-vous du plan d'aide présenté par l'Union européenne ?
Christian Saint-Etienne Cette décision tactique est bienvenue, je l'appuie totalement. Elle met fin au délire des marchés, qui avaient perdu leur boussole. Ces derniers jours, les actifs étaient sous-cotés par rapport à leurs fondamentaux. Le rebond observé aujourd'hui est un retour aux niveaux d'avant la chute des marchés.
Ce plan ne règle toutefois rien sur le long terme. Sur les 750 milliards d'euros, seuls 60 milliards sont réellement sur la table. Le reste ne correspond à rien de concret. Enfin, la Grèce était en faillite vendredi, et elle est toujours, lundi, en faillite.
Quels problèmes de long terme demeurent ?
Nous ne nous dirigeons pas vers une coopération budgétaire renforcée. On savait dès le départ que, pour créer une zone monétaire optimale, il faudrait mettre en place un gouvernement économique, un fédéralisme fiscal puissant et un encadrement de la concurrence fiscale et sociale. Aucun de ces mécanismes n'a été mis en place.
Vous vous attendez donc à l'explosion de la zone euro ?
Non, je dis simplement que la zone euro n'a pas les ingrédients pour durer. Les Etats membres enregistrent des performances économiques divergentes. Un État, l'Allemagne, mène même une politique de désinflation salariale non coopérative.
Enfin, les perspectives économiques sont désespérantes (autour de 1% de croissance jusqu'en 2011) et les mesures de rigueur ne devraient rien arranger. Pas de quoi donner envie aux jeunes européens de rester, alors que le reste du monde croîtra à un rythme de 4%!
Comment voyez-vous l'avenir de l'euro ?
Je n'ai pas de scénario de la fin de l'euro. Mais scinder la monnaie unique en deux zones serait éventuellement souhaitable, car la zone actuelle n'est pas cohérente. D'un côté, les pays producteurs (Pays-Bas, Autriche) se regrouperaient autour de l'Allemagne. De l'autre, les pays aux déficits commerciaux se rassembleraient autour de la France.
Cet euro du sud, selon moi, ne serait pas un «club Med'» et la Grèce, qui a toujours menti et ne connaît pas le consensus autour de la réduction du déficit budgétaire, n'y aurait pas forcément sa place. Au final, nous aurions deux euros, dont la parité varierait, un peu comme le dollar américain et canadien.
Christian Saint-Etienne, membre du Conseil d'analyse économique, est professeur d'économie au Conservatoire national des arts et métiers et à l'Université Paris-Dauphine. Il a écrit «La Fin de l'euro», chez Bourin Editeurs.
Le figaro.fr/jdf.com - Que pensez-vous du plan d'aide présenté par l'Union européenne ?
Christian Saint-Etienne Cette décision tactique est bienvenue, je l'appuie totalement. Elle met fin au délire des marchés, qui avaient perdu leur boussole. Ces derniers jours, les actifs étaient sous-cotés par rapport à leurs fondamentaux. Le rebond observé aujourd'hui est un retour aux niveaux d'avant la chute des marchés.
Ce plan ne règle toutefois rien sur le long terme. Sur les 750 milliards d'euros, seuls 60 milliards sont réellement sur la table. Le reste ne correspond à rien de concret. Enfin, la Grèce était en faillite vendredi, et elle est toujours, lundi, en faillite.
Quels problèmes de long terme demeurent ?
Nous ne nous dirigeons pas vers une coopération budgétaire renforcée. On savait dès le départ que, pour créer une zone monétaire optimale, il faudrait mettre en place un gouvernement économique, un fédéralisme fiscal puissant et un encadrement de la concurrence fiscale et sociale. Aucun de ces mécanismes n'a été mis en place.
Vous vous attendez donc à l'explosion de la zone euro ?
Non, je dis simplement que la zone euro n'a pas les ingrédients pour durer. Les Etats membres enregistrent des performances économiques divergentes. Un État, l'Allemagne, mène même une politique de désinflation salariale non coopérative.
Enfin, les perspectives économiques sont désespérantes (autour de 1% de croissance jusqu'en 2011) et les mesures de rigueur ne devraient rien arranger. Pas de quoi donner envie aux jeunes européens de rester, alors que le reste du monde croîtra à un rythme de 4%!
Comment voyez-vous l'avenir de l'euro ?
Je n'ai pas de scénario de la fin de l'euro. Mais scinder la monnaie unique en deux zones serait éventuellement souhaitable, car la zone actuelle n'est pas cohérente. D'un côté, les pays producteurs (Pays-Bas, Autriche) se regrouperaient autour de l'Allemagne. De l'autre, les pays aux déficits commerciaux se rassembleraient autour de la France.
Cet euro du sud, selon moi, ne serait pas un «club Med'» et la Grèce, qui a toujours menti et ne connaît pas le consensus autour de la réduction du déficit budgétaire, n'y aurait pas forcément sa place. Au final, nous aurions deux euros, dont la parité varierait, un peu comme le dollar américain et canadien.
Christian Saint-Etienne, membre du Conseil d'analyse économique, est professeur d'économie au Conservatoire national des arts et métiers et à l'Université Paris-Dauphine. Il a écrit «La Fin de l'euro», chez Bourin Editeurs.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Responsabilidades
A confiança é um dos factores, talvez mesmo O factor, de sustentabilidade de qualquer regime, sistema ou instituição. Sem confiança as palavras são um punhado de areia, que escapa constantemente pelos dedos. Mas a confiança é pressuposto de responsabilidade sendo esta, em política, um sinónimo de lealdade.
Acontece que nada disto se passa e não deixa de ser curioso que ninguém assuma responsabilidades pelos graves erros cometidos ao longo dos últimos anos, em Portugal. Pergunto-me mesmo com que direito falam hoje alguns ex-governantes, vários ex-ministros das finanças, quando na realidade fizeram tudo ao contrário do que agora anunciam e defendem. As suas palavras seriam levadas a sério, se tivessem a humildade de assumir erros cometidos, estratégias desajustadas, opções falhadas. Caso contrário não haverá confiança e por uma simples razão: não há responsabilidade!
Acontece que nada disto se passa e não deixa de ser curioso que ninguém assuma responsabilidades pelos graves erros cometidos ao longo dos últimos anos, em Portugal. Pergunto-me mesmo com que direito falam hoje alguns ex-governantes, vários ex-ministros das finanças, quando na realidade fizeram tudo ao contrário do que agora anunciam e defendem. As suas palavras seriam levadas a sério, se tivessem a humildade de assumir erros cometidos, estratégias desajustadas, opções falhadas. Caso contrário não haverá confiança e por uma simples razão: não há responsabilidade!
domingo, 9 de maio de 2010
A REVOLTA TEM MAIS MEMBROS
A Revolta tem a partir de hoje, novos membros. António Fontes, Arquitecto e prof. na Universidade do Minho; António Tavares, Jurista,Director-Geral do TECMAIA, vice-provedor da Sta.Casa da Misericórdia do Porto e ex-deputado do PSD, João Pedro Lopes, Lic. em Relações Internacionais e ex - assessor de José Ribeiro e Castro, no Parlamento Europeu; Miguel Leão, Médico pediatra no Hosp. S. João e ex-presidente do Conselho distrital da Ordem dos Médicos, no Porto; Nuno Correia da Silva, Empresário e ex-deputado do CDS-PP; Nuno Montenegro, Prof. na Fac.Medicina do Porto e Director do Serviço de Ginecologia e Obstetricia do Hospital de S.João; Sara Marques, Advogada e Vitor Ávila, Economista e Empresário.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Professor Jacinto Nunes
No turbilhão de notícias, comentários e análises, sobre a crise portuguesa, destaco a entrevista de 4ª feira ao programa "Negócios da Semana", na SIC - Notícias, do Prof. Jacinto Nunes. Sereno, objectivo e com soluções concretas, para o momento que vivemos.
Vale a pena ser ouvido.
Vale a pena ser ouvido.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O P.R., o Governo e as obras públicas
Se o Presidente da República não está de acordo, com os projectos do governo; se o governo não está de acordo com o desacordo do Presidente da República; e se as obras avançarem mesmo contra o geral sentimento da opinião pública, uma pergunta deve ser feita: quanto tempo mais podemos pagar a manutenção deste primeiro-ministro e da sua equipa?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
EDUCATIVO! - Deputado do PS filmado a furtar gravador a jornalistas
O que esperar de um país governado por este tipo de gente?
Com a devida vénia ao IOL Diário e à Sábado
Deputado do PS filmado a furtar gravador a jornalistas
Ricardo Rodrigues não gostou das perguntas que estavam a ser feitas
O deputado do PS Ricardo Rodrigues foi filmado a furtar um gravador dos jornalistas da Sábado que o entrevistavam, no Parlamento. O deputado açoriano não gostou das perguntas que lhe estavam a ser feitas e não hesitou em levantar-se da cadeira e abandonar a sala, não sem antes levar consigo no bolso das calças o gravador onde estava a ser registada a conversa. A revista Sábado já anunciou que apresentou queixa criminal contra Ricardo Rodrigues, no DIAP de Lisboa.
Veja aqui o vídeo
A entrevista estava a ser filmada, facto que Ricardo Rodrigues não terá tido em conta. Já fora do Parlamento, quando confrontado pelos jornalistas, o deputado recusou-se a devolver o gravador, segundo relata a revista.
No vídeo é possível ver o deputado incomodado com as perguntas sobre a sua ligação, como advogado, sócio e procurador, com Débora Raposo, condenada em 2008 por burla e falsificação de documentos, num caso que defraudou em vários milhões de euros a Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, nos Açores. E em que ele próprio chegou a ser arguido, mas não acusado.
Alguns momentos depois o deputado deu uma conferência de imprensa no Parlamento onde revelou que interpôs uma providência cautelar contra a revista e que o gravador está junto a esse processo. Em sua defesa, o deputado considerou que as perguntas a que foi sujeito foram proferidas no tom «inquisitório», sobre «falsas premissas».
Ricardo Rodrigues disse ainda que «irreflectidamente» tomou posse de dois gravadores de jornalistas da revista «Sábado» por ter sido sujeito por estes «a violência psicológica» durante uma entrevista.
«Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje são documentos apensos à providência cautelar que corre termos no Tribunal Civil de Lisboa», afirmou Ricardo Rodrigues.
Ricardo Rodrigues fez esta declaração na Assembleia da República, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas e à qual assistiu o líder parlamentar do PS, Francisco Assis.
Com a devida vénia ao IOL Diário e à Sábado
Deputado do PS filmado a furtar gravador a jornalistas
Ricardo Rodrigues não gostou das perguntas que estavam a ser feitas
O deputado do PS Ricardo Rodrigues foi filmado a furtar um gravador dos jornalistas da Sábado que o entrevistavam, no Parlamento. O deputado açoriano não gostou das perguntas que lhe estavam a ser feitas e não hesitou em levantar-se da cadeira e abandonar a sala, não sem antes levar consigo no bolso das calças o gravador onde estava a ser registada a conversa. A revista Sábado já anunciou que apresentou queixa criminal contra Ricardo Rodrigues, no DIAP de Lisboa.
Veja aqui o vídeo
A entrevista estava a ser filmada, facto que Ricardo Rodrigues não terá tido em conta. Já fora do Parlamento, quando confrontado pelos jornalistas, o deputado recusou-se a devolver o gravador, segundo relata a revista.
No vídeo é possível ver o deputado incomodado com as perguntas sobre a sua ligação, como advogado, sócio e procurador, com Débora Raposo, condenada em 2008 por burla e falsificação de documentos, num caso que defraudou em vários milhões de euros a Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, nos Açores. E em que ele próprio chegou a ser arguido, mas não acusado.
Alguns momentos depois o deputado deu uma conferência de imprensa no Parlamento onde revelou que interpôs uma providência cautelar contra a revista e que o gravador está junto a esse processo. Em sua defesa, o deputado considerou que as perguntas a que foi sujeito foram proferidas no tom «inquisitório», sobre «falsas premissas».
Ricardo Rodrigues disse ainda que «irreflectidamente» tomou posse de dois gravadores de jornalistas da revista «Sábado» por ter sido sujeito por estes «a violência psicológica» durante uma entrevista.
«Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje são documentos apensos à providência cautelar que corre termos no Tribunal Civil de Lisboa», afirmou Ricardo Rodrigues.
Ricardo Rodrigues fez esta declaração na Assembleia da República, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas e à qual assistiu o líder parlamentar do PS, Francisco Assis.
terça-feira, 4 de maio de 2010
EMPRÉSTIMOS
Que Europa é esta que permite a um País endivididado até aos cabelos, aumentar ainda mais o seu endividamento para emprestar dinheiro a outros?
Faz algum sentido que participemos no lote dos "ricos" que "dão" dinheiro aos pobres?
Já sei o que alguns responderão. Habituei-me há muitos anos a falar contra a corrente, mas isso não me impede de afirmar que os "deuses europeus" continuam loucos e todos os dias nos demonstram a sua loucura
Faz algum sentido que participemos no lote dos "ricos" que "dão" dinheiro aos pobres?
Já sei o que alguns responderão. Habituei-me há muitos anos a falar contra a corrente, mas isso não me impede de afirmar que os "deuses europeus" continuam loucos e todos os dias nos demonstram a sua loucura
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Obras Públicas
Clarifiquemos as coisas. Existem grandes obras públicas que, intrinsecamente, representam significativas mais valias para o desenvolvimento do país, contribuindo também para a sua coesão. Parece-me ser o caso das auto estradas, mas também as estradas nacionais e as municipais, a precisar em muitos casos de obras de reabilitação. Será o caso do "TGV", mas igualmente a linha ferroviária nacional a necessitar de melhorias. Já quanto ao aeroporto, tenho mais dúvidas.
De uma forma geral, defendo, portanto, a utilidade e a necessidade destes investimentos.
Coisa diferente, é saber como custear essas intervenções.
E aí é que parece não haver qualquer dúvida de que não há dinheiro para tal, em Portugal.
Portanto, afastando teimosias ou ideologias, fica claro que não existindo recursos para financiar o que é útil, haverá que esperar por momentos mais adequados.
As pessoas, individualmente, quando não têm dinheiro, não gastam, por muito que haja muitas coisas que gostassem de fazer: trocar de automóvel, remodelar a casa ou comprar uma maior e mais bem localizada, fazer férias, inscrever-se num ginásio ou frequentar um MBA.
De uma forma geral, defendo, portanto, a utilidade e a necessidade destes investimentos.
Coisa diferente, é saber como custear essas intervenções.
E aí é que parece não haver qualquer dúvida de que não há dinheiro para tal, em Portugal.
Portanto, afastando teimosias ou ideologias, fica claro que não existindo recursos para financiar o que é útil, haverá que esperar por momentos mais adequados.
As pessoas, individualmente, quando não têm dinheiro, não gastam, por muito que haja muitas coisas que gostassem de fazer: trocar de automóvel, remodelar a casa ou comprar uma maior e mais bem localizada, fazer férias, inscrever-se num ginásio ou frequentar um MBA.
domingo, 2 de maio de 2010
Há mais problemas para além da Economia
O texto que aqui publico chegou-me via e-mail.
Como não tenho razões para duvidar da sua autenticidade, reproduzo-o.
De qualquer forma, acredito que casos como este são o dia a dia das nossas Escolas.
PARTICIPAÇÃO DISCIPLINAR MUITO GRAVE: Professora agredida: Leonídia MarinhoGrupo Disciplinar: 10º B - FilosofiaAgressor: Contextualização: Dia vinte e seis de Março de 2010. Último dia de aulas. Às 14 horas dirigi-me à sala 15 no Pavilhão A para dar a aula de Área de Integração à turma 10º DG do Curso Profissional de Design Gráfico. Propus aos alunos a ida à exposição no Polivalente e à Feira do Livro, actividades a decorrer no âmbito dos dias da ESE. A grande maioria dos elementos da turma concordou, com excepção de três ou quatro elementos que queriam permanecer dentro da sala de aula sozinhos. Deixar que os alunos fiquem sozinhos na sala de aula sem a presença do professor é algo que não está previsto no Regulamento Interno da Escola pelo que, perante a resistência dos alunos que não manifestavam qualquer interesse nas actividades supracitadas decidi que ficaríamos todos na sala com a seguinte tarefa: cada aluno deveria produzir um texto subordinado ao tema "A socialização" o qual me deveria ser entregue no final da aula. Será preciso dizer qual a reacção dos alunos? Apenas poderei afirmar que os alunos desta turma resistem sempre pela negativa a qualquer trabalho porque a escola é, na sua perspectiva, um espaço de divertimento mais do que um espaço de trabalho. Digamos que é uma Escola a fingir onde TUDO É PERMITIDO!É muito fácil não ter problemas com os alunos. Basta concordar com eles e obedecer aos seus caprichos. Esta não é, para mim, uma solução apaziguadora do meu estado de espírito. Antes pelo contrário. A seriedade é uma bússola que sempre me orientou mas tenho que confessar, não raras vezes, sinto imensas dificuldades em estimular o apetite pelo saber a alunos que têm por este um desprezo absoluto. As generalizações são abusivas. Neste caso, não se trata de uma generalização abusiva mas de uma verdade inquestionável. Permitam-me um desabafo: os Cursos Profissionais são o maior embuste da actual Política Educativa. Acabar com estes cursos? Não me parece a solução. Alterem-se as regras. Factos ocorridos na sala de aula: Primeiro Facto: Dei início à aula não sem antes solicitar aos alunos que se acomodassem nos seus lugares. Todos o fizeram exceptuando o aluno ***********, que fez questão de se sentar em cima da mesa com a intenção manifesta de boicotar a aula e de desafiar a autoridade da professora. Dei ordem ao aluno para que se sentasse devidamente e este fez questão de que eu o olhasse com atenção para verificar que ele, ***********, já estava efectivamente sentado e ainda que eu não concordasse com a sua forma peculiar de se sentar no contexto de sala de aula, seria assim que ele continuaria: sentado em cima da mesa. Por três vezes insisti para que o aluno se acomodasse correctamente e por três vezes o aluno resistiu a esta ordem. Reacção da maioria dos elementos da turma: Risada geral.Reacção do aluno *********: Olhar de agradecimento dirigido aos colegas porque afinal a sua "ousadia" foi reconhecida e aplaudida. Reacção da professora: sensação de impotência e quebra súbita da auto-estima. Senti este primeiro momento de desautorização como uma forma que o aluno, instalado na sua arrogância, encontrou de me tentar humilhar para não se sentir humilhado.Como diria Gandhi, "O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes..." Saliento que neste primeiro momento da aula a humilhação não me atingiu a alma embora essa fosse manifestamente a intenção do aluno. Segundo Facto: Dei ordem de expulsão da sala de aula ao aluno **********, com falta disciplinar. O aluno recusou sair da sala e manteve-se sentado em cima da mesa com uma postura de "herói" que nenhum professor tem o direito de derrubar sob pena de ter que assumir as consequências físicas que a imposição da sua autoridade poderá acarretar.Nem sempre um professor age ou reage da forma mais correcta quando é confrontado com situações de indisciplina na sala de aula. Deveria eu saber fazê-lo? Talvez! Afinal, a normalização da indisciplina é um facto que ninguém poderá negar. Deveria ter chamado o Director da Escola para expulsar o aluno da sala de aula? Talvez...mas não o fiz. Tenho a certeza de que se tivesse sido essa a minha opção a minha fragilidade ficaria mais exposta e doravante a minha autoridade ficaria arruinada.Dirigi-me ao aluno e conduzi-o eu própria, pelo braço, até à porta para que abandonasse a sala. O aluno afastou-me com violência e fez questão de se despedir de uma forma tremendamente singular: colocou os seus dedos na boca e em jeito de despedida absolutamente desprezível, atirou-me um beijo que fez questão de me acertar na face com a palma da mão. Dito de uma forma muito simples e SEM VERGONHA: Fui vítima de agressão. Pela primeira vez em aproximadamente vinte anos de serviço.Intensidade Física da agressão: Média (sem marcas).Intensidade Psicológica e Moral da agressão: Muito Forte.Reacção dos alunos: Riso Nervoso.Reacção do aluno **********: Ódio visível no olhar.Reacção da professora: Humilhação.Ainda que eu saiba que a humilhação é fruto da arrogância e que os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexos de inferioridade que usam a humilhação para não serem humilhados, o que eu senti no momento da agressão foi uma espécie de visita tão incómoda quanto desesperante. Acreditem: a visita da humilhação não é nada agradável e só quem já a sentiu na alma pode compreender a minha linguagem.Terceiro Facto: O aluno preparava-se para fugir da sala depois de me ter agredido e, conforme o Regulamento Interno determina, todos os alunos que são expulsos da sala de aula terão que ser conduzidos até ao GAAF, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. Para o efeito, chamei, sem êxito, a funcionária do Pavilhão A, que não me conseguiu ouvir por se encontrar no rés-do-chão. Enquanto tal, não larguei o aluno para que ele não fugisse da escola (embora lhe fosse difícil fazê-lo porque os portões da escola estão fechados).Mais uma vez, o aluno agrediu-me, desta vez, com maior violência, sacudindo-me os braços para se libertar e depois de conseguir o seu objectivo, começou a imitar os movimentos típicos de um pugilista para me intimidar. Esta situação ocorreu já fora da sala de aula, no corredor do último piso do Pavilhão A.Reacção dos alunos (que entretanto saíram da sala para assistir à cena lamentável de humilhação de uma professora no exercício das suas funções): Risada geral.Reacção do aluno ********: Entregou-se à funcionária que entretanto se apercebeu da ocorrência.Reacção da Professora: Revolta e Dor contidas que só o olhar de um aluno mais atento ou mais sensível conseguiria descodificar. Porque, acreditem: dei a aula no tempo que me restou com uma máscara de coragem que só caiu quando a aula terminou e sem que nenhum aluno se apercebesse. Entretanto, a funcionária bateu à porta para me informar que o aluno queria entrar na aula para me pedir desculpa pelo seu comportamento "exemplar".Diz-se que um pedido de desculpas engrandece as partes: quem o pede e quem o aceita. Não aceitei este pedido por considerar que, fazendo-o, estaria a pactuar com um sistema em que os professores são constantemente diabolizados, desprestigiados e ameaçados na sua integridade física e moral. Em última análise, a liberdade não se aliena. O aluno escolheu o seu comportamento. O aluno deverá assumir as consequências do comportamento que escolheu e deverá responder por ele. É preciso PUNIR quem deve ser punido. E punir em conformidade com a gravidade de cada situação. A situação relatada é muito grave e deverá ser punida severamente. Sou suspeita por estar a propor uma pena severa? Não! Estou simplesmente a pedir que se faça justiça.Vamos ser sérios. Vamos ser solidários. Vamos lutar por uma Escola Decente.Ps: Este caso já foi participado na Polícia e seguirá para Tribunal. Ermesinde, 30 de Março de 2010
Como não tenho razões para duvidar da sua autenticidade, reproduzo-o.
De qualquer forma, acredito que casos como este são o dia a dia das nossas Escolas.
PARTICIPAÇÃO DISCIPLINAR MUITO GRAVE: Professora agredida: Leonídia MarinhoGrupo Disciplinar: 10º B - FilosofiaAgressor: Contextualização: Dia vinte e seis de Março de 2010. Último dia de aulas. Às 14 horas dirigi-me à sala 15 no Pavilhão A para dar a aula de Área de Integração à turma 10º DG do Curso Profissional de Design Gráfico. Propus aos alunos a ida à exposição no Polivalente e à Feira do Livro, actividades a decorrer no âmbito dos dias da ESE. A grande maioria dos elementos da turma concordou, com excepção de três ou quatro elementos que queriam permanecer dentro da sala de aula sozinhos. Deixar que os alunos fiquem sozinhos na sala de aula sem a presença do professor é algo que não está previsto no Regulamento Interno da Escola pelo que, perante a resistência dos alunos que não manifestavam qualquer interesse nas actividades supracitadas decidi que ficaríamos todos na sala com a seguinte tarefa: cada aluno deveria produzir um texto subordinado ao tema "A socialização" o qual me deveria ser entregue no final da aula. Será preciso dizer qual a reacção dos alunos? Apenas poderei afirmar que os alunos desta turma resistem sempre pela negativa a qualquer trabalho porque a escola é, na sua perspectiva, um espaço de divertimento mais do que um espaço de trabalho. Digamos que é uma Escola a fingir onde TUDO É PERMITIDO!É muito fácil não ter problemas com os alunos. Basta concordar com eles e obedecer aos seus caprichos. Esta não é, para mim, uma solução apaziguadora do meu estado de espírito. Antes pelo contrário. A seriedade é uma bússola que sempre me orientou mas tenho que confessar, não raras vezes, sinto imensas dificuldades em estimular o apetite pelo saber a alunos que têm por este um desprezo absoluto. As generalizações são abusivas. Neste caso, não se trata de uma generalização abusiva mas de uma verdade inquestionável. Permitam-me um desabafo: os Cursos Profissionais são o maior embuste da actual Política Educativa. Acabar com estes cursos? Não me parece a solução. Alterem-se as regras. Factos ocorridos na sala de aula: Primeiro Facto: Dei início à aula não sem antes solicitar aos alunos que se acomodassem nos seus lugares. Todos o fizeram exceptuando o aluno ***********, que fez questão de se sentar em cima da mesa com a intenção manifesta de boicotar a aula e de desafiar a autoridade da professora. Dei ordem ao aluno para que se sentasse devidamente e este fez questão de que eu o olhasse com atenção para verificar que ele, ***********, já estava efectivamente sentado e ainda que eu não concordasse com a sua forma peculiar de se sentar no contexto de sala de aula, seria assim que ele continuaria: sentado em cima da mesa. Por três vezes insisti para que o aluno se acomodasse correctamente e por três vezes o aluno resistiu a esta ordem. Reacção da maioria dos elementos da turma: Risada geral.Reacção do aluno *********: Olhar de agradecimento dirigido aos colegas porque afinal a sua "ousadia" foi reconhecida e aplaudida. Reacção da professora: sensação de impotência e quebra súbita da auto-estima. Senti este primeiro momento de desautorização como uma forma que o aluno, instalado na sua arrogância, encontrou de me tentar humilhar para não se sentir humilhado.Como diria Gandhi, "O que mais me impressiona nos fracos, é que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes..." Saliento que neste primeiro momento da aula a humilhação não me atingiu a alma embora essa fosse manifestamente a intenção do aluno. Segundo Facto: Dei ordem de expulsão da sala de aula ao aluno **********, com falta disciplinar. O aluno recusou sair da sala e manteve-se sentado em cima da mesa com uma postura de "herói" que nenhum professor tem o direito de derrubar sob pena de ter que assumir as consequências físicas que a imposição da sua autoridade poderá acarretar.Nem sempre um professor age ou reage da forma mais correcta quando é confrontado com situações de indisciplina na sala de aula. Deveria eu saber fazê-lo? Talvez! Afinal, a normalização da indisciplina é um facto que ninguém poderá negar. Deveria ter chamado o Director da Escola para expulsar o aluno da sala de aula? Talvez...mas não o fiz. Tenho a certeza de que se tivesse sido essa a minha opção a minha fragilidade ficaria mais exposta e doravante a minha autoridade ficaria arruinada.Dirigi-me ao aluno e conduzi-o eu própria, pelo braço, até à porta para que abandonasse a sala. O aluno afastou-me com violência e fez questão de se despedir de uma forma tremendamente singular: colocou os seus dedos na boca e em jeito de despedida absolutamente desprezível, atirou-me um beijo que fez questão de me acertar na face com a palma da mão. Dito de uma forma muito simples e SEM VERGONHA: Fui vítima de agressão. Pela primeira vez em aproximadamente vinte anos de serviço.Intensidade Física da agressão: Média (sem marcas).Intensidade Psicológica e Moral da agressão: Muito Forte.Reacção dos alunos: Riso Nervoso.Reacção do aluno **********: Ódio visível no olhar.Reacção da professora: Humilhação.Ainda que eu saiba que a humilhação é fruto da arrogância e que os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexos de inferioridade que usam a humilhação para não serem humilhados, o que eu senti no momento da agressão foi uma espécie de visita tão incómoda quanto desesperante. Acreditem: a visita da humilhação não é nada agradável e só quem já a sentiu na alma pode compreender a minha linguagem.Terceiro Facto: O aluno preparava-se para fugir da sala depois de me ter agredido e, conforme o Regulamento Interno determina, todos os alunos que são expulsos da sala de aula terão que ser conduzidos até ao GAAF, Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. Para o efeito, chamei, sem êxito, a funcionária do Pavilhão A, que não me conseguiu ouvir por se encontrar no rés-do-chão. Enquanto tal, não larguei o aluno para que ele não fugisse da escola (embora lhe fosse difícil fazê-lo porque os portões da escola estão fechados).Mais uma vez, o aluno agrediu-me, desta vez, com maior violência, sacudindo-me os braços para se libertar e depois de conseguir o seu objectivo, começou a imitar os movimentos típicos de um pugilista para me intimidar. Esta situação ocorreu já fora da sala de aula, no corredor do último piso do Pavilhão A.Reacção dos alunos (que entretanto saíram da sala para assistir à cena lamentável de humilhação de uma professora no exercício das suas funções): Risada geral.Reacção do aluno ********: Entregou-se à funcionária que entretanto se apercebeu da ocorrência.Reacção da Professora: Revolta e Dor contidas que só o olhar de um aluno mais atento ou mais sensível conseguiria descodificar. Porque, acreditem: dei a aula no tempo que me restou com uma máscara de coragem que só caiu quando a aula terminou e sem que nenhum aluno se apercebesse. Entretanto, a funcionária bateu à porta para me informar que o aluno queria entrar na aula para me pedir desculpa pelo seu comportamento "exemplar".Diz-se que um pedido de desculpas engrandece as partes: quem o pede e quem o aceita. Não aceitei este pedido por considerar que, fazendo-o, estaria a pactuar com um sistema em que os professores são constantemente diabolizados, desprestigiados e ameaçados na sua integridade física e moral. Em última análise, a liberdade não se aliena. O aluno escolheu o seu comportamento. O aluno deverá assumir as consequências do comportamento que escolheu e deverá responder por ele. É preciso PUNIR quem deve ser punido. E punir em conformidade com a gravidade de cada situação. A situação relatada é muito grave e deverá ser punida severamente. Sou suspeita por estar a propor uma pena severa? Não! Estou simplesmente a pedir que se faça justiça.Vamos ser sérios. Vamos ser solidários. Vamos lutar por uma Escola Decente.Ps: Este caso já foi participado na Polícia e seguirá para Tribunal. Ermesinde, 30 de Março de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
SABUJO COMO NÓS
Desesperado por obter o apoio do PS à sua candidatura presidencial, Manuel Alegre agora até já admoesta Cavaco Silva por este fazer o que ele passou os últimos anos a fazer: criticar o governo.
Sugere-se ao poeta que em futuras edições a sua obra "cão como nós" mude de título!
Sugere-se ao poeta que em futuras edições a sua obra "cão como nós" mude de título!
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